As 10 melhores coisas de fevereiro de 2016

Eu podia começar de novo um post com o papo de “agora vai, não vou mais abandonar o blog” e não seria nem a primeira vez que eu escreveria isso SÓ NESSE ANO. Mas vamos ser sinceros, amigos: a cabeça anda fervilhando por aqui, tenho utilizado toda a inspiração e o tempo que sobra com a Ju e a Eri no Acordei Disposta e aí, quando vejo, já tô cansada demais ou com preguiça para vir atualizar aqui. Isso quer dizer que parei de gostar de falar minhas asneiras e compartilhar memórias com vocês? Não, nem um pouco. Só que tenho dado mais atenção ao filho mais novo. Mas tenho vários posts começados nos rascunhos, várias fotos para tirar.. enfim, só queria falar que ainda me sobra um pouco de vergonha na cara e que sei o quão ridículo é falar “agora vai” e não ir. Haha. X)

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01/02/2016 – Eu e o Henrique resolvemos montar um escritório fora de casa para trabalharmos. Escolhemos uma sala em SP, pegamos as chavez e depois de 2 dias, terminamos de pintar o escritório! Que maravilha, depois disso foi só pendurar quadros, trazes móveis e máquinas e ir acertando tudo enquanto já trabalhávamos daqui (agora só tenho computador no escritório, então todo post que escrevo é daqui. haha). | 04/02/2016 – Encontrar a Ju e a Erica sempre tem sido uma delícia. Temos conseguido colocar em prática várias ideias para o Acorde Disposta, conhecido muita gente nova, nos divertido pra caramba. Nunca pensei que ter um blog coletivo desse para ser tão leve e gostoso quando esse novo projeto está sendo. Nos encontramos praticamente uma vez por semana durante fevereiro, quando não mais. <3

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06/02/2016 – Minha irmã chegou, almocei na minha mãe e passei boa parte da tarde na casa da minha avó, jogando conversa fora. Há muito tempo não fazia isso. PS: A foto é de outro dia e eu nem estava junto, mas queria colocar esse dia aqui e não tinha foto. Heheh | 09/02/2016 – Último dia de Carnaval e o único tranquilo pra mim. Estávamos fazendo a mudança para o escritório, passamos os dias indo e vindo de São André, foi super cansativo. Aí nesse dia paramos mais cedo e pude tomar um pouco de sol e ler.

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10/02/2016 – Samuel completou 4 anos. Caramba que essa sobrinhada toda tá crescendo rápido demais! | 11/02/2016 – Passei o dia com a Suicinha, minha irmã e a sobrinha dela. Almoçamos, passeamos pela livraria e fomos cortar o cabelo. Caramba, como eu tava precisava de um corte de cabelo.

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13/02/2015 – O Henrique fez aniversário dia 15, mas comemorou com amigos e família dois dias antes. Teve muita comida, bebida e gente querida, foi uma noite muito gostosa. Não tirei foto no dia, então tive que pegar uma foto que postei no Instagram falando parabéns pra ele. Aliás, esse tem sido um grande problema nesses posts de melhores do mês. Cada vez mais tenho deixado de fotografar em momentos legais, esquecido completamente de que se não tiro foto, não tenho como colocar algo aqui. Por um lado é ótimo porque quer dizer que tenho aproveitado totalmente esses momentos, por outro é ruim porque depois fico querendo falar de coisas que não podem ser ilustradas aqui. | 18/02/2016 – Era o último dia de férias da minha irmã, então tirei o dia para ficar com ela. Resolvemos algumas coisas de manhã e de tarde fomos ao cinema, assistir Snoopy. A Suicinha adora cinema, fica toda felizona.

melhores-fev16e20/02/2016 – Desde dezembro eu não via a Lec e resolvemos esse erro passando boa parte da tarde juntas. <3 | 25/02/2015 – Escritório 90% finalizado, trabalhos pendentes entregue.. foi dia de contar pra todo mundo sobre o escritório. Tem sido muito gostoso trabalhar daqui, o dia de trabalho rende muito mais.

Então vai, Cachorro-Vaca

ze-baixinho

Era 1996, a gente tinha um poodle mimado em casa, o Léo. Minha mãe jurava que nunca teria outro cachorro, que o Léo já dava trabalho suficiente. Aí um dia ouvimos um cachorro chorando na rua, fomos olhar e era um maluco batendo em um filhotinho tão pequenininho e magro que minha mãe não teve opção: tentou pegá-lo no colo, mas quem ia querer colo de uma estranha depois de apanhar por não ter feito nada

O jeito foi deixar o portão de casa aberto, com um pote de comida na garagem pra ver se ele criava coragem de entrar. Só entrou quando não tinha ninguém olhando, comeu e foi se esconder no mato do jardim. Demorou um ou dois dias pra ele começar a chegar perto da gente, mas fez logo amizade com o Léo. “É só até encontrar alguém que queira ele”, repetia Dona Bete. Por esse motivo nunca escolhemos um nome. Cada um chamava de um jeito e assim o Zé-Baixinho-Bidí-Cachorro-Vaca foi ficando… E hoje, quase 20 anos depois, ele partiu.

O cachorro mais feliz que já conheci, o que me esperava na porta fazendo festinha quando eu chegava do trabalho e não me dava sossego até eu brincar um pouco. O que era tão amigo do Léo que ficou semanas triste quando ele morreu (e foi quem avisou alguém de que o Léo estava passando mal no quintal, quando o coração dele parou de funcionar). O vira-lata que me ensinou que os sem raça são a raça mais querida. O que corria o quintal inteiro sem se cansar, não parava quieto e que passou seus últimos meses sem conseguir andar por muito tempo sozinho.

Ele adorava tomar banho e ficava deitado no sol cheio de pose para se secar. Escapava pelo portão e morria de medo da gente não sentir falta dele, então voltava correndo e chorava até a gente abrir o portão pra ele entrar. Era MALUCO por chocolate, me enchia o saco até dar um pedacinho de nada pra ele. Tinha a pança toda rosa, com manchas pretas, igual a uma vaca. Foi o último “filho” a ficar na casa dos meus pais.

Vai em paz, Baixinho. Vê se corre pelo céu dos cachorros até encontrar o seu namorado, o Léo. Aposto que ele deve estar ranzinza num canto reclamando de saudade de você. Obrigada por tudo.

PS: Ontem postei esse texto no meu Instagram e no Facebook, mas eu tive que guardá-lo aqui também. <3

52 objetos: #42

52objetos-quindim

O quê: Quindim
Por quê: Porque foi o doce de hoje
Onde está: Na minha barriga X)
De onde veio: Da padaria aqui perto do escritório

Eu sou LOUCA por doces. L-O-U-C-A. E eu sei que comida não é objeto, mas me desculpa aí porque eu tinha que escolher um doce. Um ou todos, na verdade. Escolhi o quindim porque queria escrever post desse projeto hoje e foi o doce que me deu vontade de comer. Poderia ter sido uma barra de chocolate, um brigadeiro, um pão doce, canjica, arroz doce… qualquer coisa com muito açúcar.

De uns anos pra cá passei a gostar bastante de coisas salgadas, mas a verdade é que o doce eu nunca consigo recusar. Tenho até várias táticas pra driblar a vontade de doce muito doce quando estou em alguma dieta mais restritiva (na época da meia cortei legal o consumo de açúcar branco porque ele interfere muito no meu rendimento na corrida), mas sempre acabo abrindo uma excessão. ;)

O que é o projeto 52 objetos?
Em muitos anos no futuro alguém encontra uma caixa cheia de coisas que você possuiu e tenta descobrir que tipo de pessoa você era. Talvez essa caixa tenha fotografias, livros, documentos pessoais, roupas, talheres, bilhetes de shows ou até um pacote de chiclete. O que esses objetos diriam sobre você? Eles mostrariam um retrato fiel da sua vida? Qual história eles diriam?

A ideia original veio daqui e essa tradução da explicação é da Ana Paula. Você pode ver todos os outros objetos que escolhi aqui.