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Andei lendo: Eu, o desaparecido e a morta | Jenny Valentine

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Lucas é um garoto londrino de 16 anos que, ao entrar em uma empresa de táxi em uma madrugada, se vê frente a frente com uma urna funerária. Ele fica curioso, pergunta ao taxista sobre o objeto e descobre que a urna havia sido esquecida dentro de um táxi da empresa há alguns anos e todos esperavam que alguém fosse buscá-lo.

Lucas fica obcecado pela urna, consegue tirá-la da empresa (para dar um fim melhor às cinzas daquela pessoa que morreu e foi esquecida no banco traseiro do táxi por alguém sem coração) e acaba descobrindo que a morta poderia mudar tudo o que ele sabia sobre seu pai, desaparecido há alguns anos.

As cinzas pertenciam à Violet Park, uma famosa pianista de cinema que morreu idosa e morava perto de onde Lucas sempre andava. A maior surpresa foi que Peter, seu pai, a conheceu e teve um relacionamento próximo à ela antes de desaparecer.

Toda a família de Lucas ainda sofre com esse desaparecimento, principalmente o garoto. A mãe é descontente com a vida, a irmã mais velha é super rebelde e o irmão mais novo, que nem chegou a conhecer o pai, tem que conviver com o sofrimento sem nem ao menos ter lembranças da pessoa cuja falta todos sentem.

Gostei muito do livro, a leitura é super leve e a história é curtinha. Lucas tem senso de humor e cheguei a gargalhar em alguns trechos, mesmo tendo muitos momentos de questionamentos mais profundos feitos pelo personagem. Achei super divertido e fiquei com dó quando acabei de ler, sabe? Adoro quando o livro me faz sentir isso.

Preço: R$33 na Livraria Cultura

Andei lendo: 3096 Dias | Natascha Kampusch

A leu minha mente quando me deu esse livro de presente. Desde que vi na prateleira da livraria fiquei querendo porque sempre tive curiosidade com essas histórias de cativeiros super longos.

Acho que todo mundo conhece a história da Natascha Kampusch, mas aí vai um resuminho: a russa foi sequestrada por um homem quando tinha 10 anos e só conseguiu escapar do cativeiro quando já estava com 18. Passou a infância inteira trancada na casa dele, fazendo serviços de casa e de construção. Cara legal, hein? NOT!

O livro é curtinho, bem rápido de ler e ó: não dá taaaantos detalhes sórdidos quanto achei que desse. Ela conta dos abusos físicos e psicológicos que sofreu (e que não foram poucos), mas deixa no ar se ele fazia a moça ter relações bíblicas com ele ou não. Como a própria Natascha escreveu o livro, ele é cheio de reflexões e “culpas”: os pais que não eram muito bons com ela o tempo todo, o trauma de ser gordinha quando criança…. e o mais incrível de tudo, explicações que até parecem desculpas para o criminoso fazer o que fez.

O cartaz que foi espalhado pela cidade quando Natascha desapareceu e o quartinho onde passou os 8 anos na casa do sequestrador.

Priklopil (o sequestrador) fez Natascha emagrecer até ficar praticamente pele e osso, raspar o cabelo (já que ele era neurótico e não queria deixar vestígio nenhum de DNA da menina perdido pela casa), batia nela repetidas vezes e a fazia até reformar a casa e outros apartamentos que comprava para alugar. Ele era um maldito completo e frangote, tanto que se matou quando soube que Natascha tinha conseguido apoio da polícia e que estava sendo procurado.

O livro é legal para conhecer os detalhes do crime, mas achei a Natascha um tanto chatinha. Tuuudo ela analisa, tuuudo tem um culpado… claro que se eu também tivesse ficado 8 anos em um cubículo sofrendo todos esses abusos, também seria meio chatinha.

Andei lendo: Elite da Tropa | Luis Eduardo Soares, Rodrigo Pimentel e André Batista

Desde que assisti Tropa de Elite fiquei curiosa pelo livro que serviu de base para o roteiro do filme. Aí quando tava procurando algum livro legal para pegar no Trocando Livros e dei de cara com ele, não pensei duas vezes. A surpresa mais legal foi que o meu tem a capa original e não essa, com o Wagner Moura. Já disse aqui que odeio quando os livros tem capa de poster de filme? Pois é.

O livro é contado em primeira pessoa, por um ex-policial. Ele contra várias histórias, fora de ordem cronológica e que mostram por os vários aspectos da corrupção dentro da polícia (e, por tabela, da política).

Não fala muito sobre o treinamento para o Bope, nem sobre a vinda do Papa para o Brasil, como no filme. Como falei, o filme é baseado no livro e o próprio Pimentel (que é ex-policial do Bope) ajudou no roteiro do filme.

Fazia um tempinho que o livro estava aqui na minha fila (que não para de crescer, gente! Que desespero!) e deixei para ler só agora porque assim estaria com o climão Bope fresquinho na minha cabeça, para assistir ao Tropa de Elite 2, que estreia agora dia 08/10.

Essa sequência só vai estrear agora, mas o filme já é assunto com o namorado há alguns meses, já que a produtora dele foi responsável pela finalização e efeitos do filme. A Invaders FX está completando um ano agora e já tem vários filmes ótimos no repertório. Orgulho define, viu?

Então é isso. No começo do mês vou à pré-estreia (Wagner Moura, me aguarde! hahahha) e volto aqui pra contar o que achei do filme. ;)