cultura

Andei lendo: A visita cruel do tempo | Jennifer Egan

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Já li alguns ganhadores de Prêmio Pulitzer e, ó: nunca fui muito fã. Geralmente os livros são um pouco pretensiosos ou cabeça demais pra mim, acabo achando chato e a leitura não flui. Mesmo assim, precisava de um livro que tivesse ganho o Pulitzer para riscar esse item do desafio literário. Na minha fila de leitura não tinha nenhum, então não fazia a menor ideia do que escolher. Aí veio Dona Lec Salvadora e me emprestou o Kindle dela, justamente para eu ler esse livro. Como ela já tinha lido esse e disse que era legal, achei que valia a tentativa.

O livro é todo narrado ou mostrado pelo ponto de vista de diferentes personagens, em diferentes épocas (rola de um mesmo personagem narrar mais de um capítulo, em épocas diferentes, meio vai e vem no tempo). Acho que foi esse o motivo do livro ter ganho o Prêmio, é uma forma bem diferente de narrativa e que faz a gente ir e voltar no tempo, conhecer cada ângulo de um acontecimento e perceber o quanto a vida de cada personagem está conectada, mesmo que eles nunca tenham se conhecido. Uma coisa muito doida.

Bennie Salazar é um executivo da música e é quem, em algum momento, conecta todos os outros personagens. Sasha, é sua assistente. Jules é cunhado de Bennie e passou um tempo preso por ter agredido uma estrela do cinema, mas agora tenta retomar sua carreira no jornalismo. Stephanie é irmã de Jules e ex-mulher de Bennie. Rhea, Jocelyn e Scotty são amigos de colégio de Bennie. Alguns outros personagens menores também aparecem (amigos de uns, filhos de outros, etc), mas não são tão importantes assim, é mais para explicar algum fato realmente importante ou o que aconteceu àquela personagem maior.

No final do livro, vemos o que acontece com alguns personagens em um futuro onde a sociedade mudou, depois de anos e anos de Guerra.

Achei muito interessante e foi rapidinho de ler. Com todo esse vai e vem no tempo, a mudança de personagens e histórias não me deixava largar o livro rápido. Sempre parava para ler um capítulo e quando via já tinha lido três ou quatro. X)

Preço: R$ 19,90 no Submarino.

Este livro me ajudou a cumprir os itens 12 e 18 do 2015 Reading Challenge.

Andei lendo: O dia em que b apareceu | Milu Leite

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Eu nunca tinha participado de um Book Tour e, sinceramente, nem sabia que isso existia. Aí recebi o convite da Juh Claro para participar de um e quando soube que era simplesmente ler um livro escolhido por ela, em um tempo determinado e envia-lo para a próxima pessoa da lista, animei. Achei uma dinâmica legal e como o livro era infanto-juvenil, topei na hora. Esse ano estou bem focada em terminar o desafio literário, mas achei que não faria mal ler um livro só fora dele, já que esse título não se encaixou em nenhum tópico que eu tenho que cumprir.

Bernardo é um menino super inteligente e precoce. Escreveu um livro ganhador de concurso, teve todos os holofotes voltados para ele e, com isso, chamou a atenção de uma universidade que o convidou a ser seu aluno. O trato com a faculdade é bem simples: que ele estude lá mas entregue um outro livro escrito em pouco tempo. Só esse fato já poderia ser considerado um pouco de pressão demais, não fosse dois detalhes: Bernardo é muito mais novo do que seus colegas de classe (no livro não falam exatamente a idade dele, mas chuto algo entre 13 e 15 anos) e não tem muito traquejo social, o que o faz sofrer bastante por não saber lidar direito com outras pessoas.

Como todo gênio, Bernardo é excêntrico. Escolheu seu chamado apenas de “b” (com letra minúscula e fonte Verdana, por favor), acha que todos os outros são idiotas e/ou burros demais para ele e não consegue estabelecer nenhum relacionamento de verdade além do que tem com sua avó e seu cachorro. Sinceramente? Ele me lembrou um Sheldon Cooper novinho, extremamente confiante de sua inteligência e ao mesmo tempo extremamente inseguro de si. Não consegui pegar muito carinho pelo personagem, na maior parte do tempo eu só o achei um adolescente metido.

Os personagens dos livros de b são inspirados em um grupo de 4 amigos que sempre se encontram em frente ao seu prédio, que ele nem conhece e adora observar. Aliás, a paixonite dele é a menina do grupo, de quem ele nem sabe o nome. Nos livros, Dora, Farelo, Hipotenusa e Felipe são amigos desde sempre e vivem grudados. Curiosos, eles desvendam mistérios, descobrem histórias e enchem o saco um do outro o tempo todo. Adorei o grupo, achei divertido.

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O livro é um misto entre a história de b e de seus personagens, podemos ir lendo a história do grupo de amigos enquanto b a escreve. Achei essa dinâmica bem legal, imagino que seja uma novidade para uma criança que esteja lendo o livro. A diagramação e as ilustrações estão ótimas, dão todo um charme. <3

No geral, achei a leitura interessante. Claro que não sou o público do livro, mas mesmo assim me diverti. Como o livro é bem curtinho, fiquei com a sensação de que o final da história poderia ser melhor explicado e explorado, mas de novo: isso porque sou adulta, provavelmente para uma criança prolongar o final não fosse necessário mesmo.

Preço: R$ 34,20 na Cia. dos Livros.

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Clica aí, colega! #24

Mas que vergonha, né? Passei agosto inteiro postando todo dia, direitinho. Aí veio setembro e eu simplesmente não me organizei para continuar postando sempre. Ô desleixo! :/

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– Ontem, assistindo ao Rock in Rio, fiquei revoltada com os manés apertando o peito das meninas que estavam sem camiseta. Caramba, que falta de respeito, que absurdo! Hoje restaurei um pouco a minha fé na humanidade ao ler esse texto no Judão, de um homem reclamando exatamente disso. Deixa a menina ser feliz e mostrar o peito, gente. Nada de achar que isso é um convite para apalpar o que quiser!
– A Franciellen não tem um plano e, como me identifiquei super com o texto dela, cheguei à conclusão de que provavelmente também não tenho um.
– A Gabius falou um pouco sobre essa chatice de todo mundo criticar todo mundo, em nome do “blog de raiz”. Gente, parem. Sim, tem coisa que incomoda ao ler um blog e sim, tem gente que perde a mão na coisa, então que tal simplesmente parar de ler e pronto? Vocês tem essa opção. ;)
– Tenho pesquisado um pouco sobre cuidados com cabelos cacheados e acabei parando nesse post da Denise, sobre a revolução que foi na vida dela ter parado de alisar o cabelo e aceitar sua real beleza. Delícia ler esse tipo de relato.
– Provavelmente você já ouviu falar da Mirian Bottan, famosa há anos e anos nessa internet. Aí que, ao ler esse texto dela sobre sua luta contra a bulimia, descobri um lado dela que não conhecia e, muito menos, suspeitava que existia. O alerta é importante e é bem legal ver como ela conseguiu encontrar um equilíbrio e se cuidar.

links-semana-24b– Eu sou muito desmemoriada e, ao ler essa lista da Zupi com as vantagens de ser desmemoriado, me identifiquei com praticamente tudo. Não que eu ache vantagem (só a parte de não guardar rancor é boa, admito), mas foi bom saber que não sou a única pessoa a ter tantos “sintomas”. Hahaha.
– Sabia que na República Dominicana existe uma aldeia onde já não é mais novidade uma criança que foi considerada do sexo feminino toda a vida passar a ter pênis e virar menino, naturalmente, quando chega à puberdade? Coisa doida, né. O Henrique que me passou esse link, achei a maior loucura da natureza! :O
– Falei pra vocês que assisti à todos os episódios de Narcos em menos de uma semana, né? Desde então tenho clicado em tudo quanto é link sobre o Pablo Escobar, de tanta curiosidade. Essas fotos na Casa Vogue mostram como está uma das mansões do traficante, abandonada há muitos anos.
– Uma ilustradora fez uma série de quadrinhos imaginando como seria o namoro dos pais de Harry Potter. Tá uma graça, morri de rir com alguns. <3
– Outro dia o Henrique estava me falando que anda com vontade de tomar um brunch bem caprichado e, magicamente, caí nessa lista do Chicken or Pasta, com 5 lugares para fazer a refeição aqui em SP. Tô salivando!