Fevereiro 2014

As 10 coisas mais legais de janeiro de 2014

2014 começou MALUCO por aqui. Foi hospital, mudança, um calor infernal… passou voando e tão corrido que pra mim ele parece ter durado só uns 10 dias. Acho que por isso foi difícil decidir o que postar aqui e, pior ainda, encontrar foto das coisas. Mas aí estão as coisas que renderam sorrisos em janeiro, super atrasado – gente! Como é que a gente já tá quase em março? Wow!

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01/01/2014 – Ler! Li muito em janeiro (foram 6 livros, muito mais do que li nos últimos 3 meses) e foi uma delícia. Quero ver se em março volto a ter esse pique. | 02/01/2014 – Praia! Comecei o ano aproveitando todo o calor e muvuca na praia e foi bem gostoso. Debaixo do guarda-sol estava uma beleza. Hahaha. | 04/01/2001 – Jantar com os compadres. Quando eu morava em São Paulo, nós estávamos perto e vira e mexe resolvíamos ir jantar juntos em cima da hora. Foi dia de se despedir dessa mania tão boa. | 08/01/2014 – Empacotamento de coisas do apartamento antigo oficialmente começada! Empacotei muita coisa e mesmo assim só semana passada terminei de guardar ou jogar fora/doar tudo o que tinha por lá. Foi uma beleza começar a empacotar, estava super ansiosa para me mudar logo. | 11/01/2014 – Noite de risadas e jogatina com os amigos. Não sei nem dizer o quanto amo esse programa.

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12/01/2014 – Eu estava no maior pique de despedida e saí para dar uma volta pela Vila Leopoldina e me “despedir” dos lugares que adoro por lá. Claro que tive que parar na minha sorveteria favorita da vida, a Damp. Foi um dia bem gostoso. | 15/01/2014 – Ainda no pique de despedida (aiiii, que sentimental que eu sou!), não consegui dormir muito porque meu pai tinha sido internado naquele dia e por isso aproveitei o nascer do sol visto da minha (ex) janela. Lindo! | 17/01/2014 – Pequena Buda foi a primeira visita familiar que tivemos aqui no apartamento novo. Ela passou a tarde com a gente, brincou, cantou, tomou banho… saiu daqui falando que queria vir morar com a gente. Hahaha. | 24/01/2014 – Ver o apartamento tomar forma. Já temos praticamente tudo montado, faltam só alguns móveis que encomendamos e não chegaram ou que ainda não encontramos exatamente como queremos. Estamos bem felizes com a decoração (que não é nada demais), morrendo de orgulho. | 26/01/2014 – Ter meu pai de volta em casa. Ô maravilha!

O que aprendi com a minha primeira casa

Deixar pra trás meu querido apartamento de frente pra pracinha não foi muito fácil. O espaço era bom, a gente tinha decorado cada cantinho do jeitinho que a gente queria (faltava muito ainda para terminar, mas tudo bem) e o bairro era uma delícia. Mas olha, agora que já se passou quase um mês desde que me mudei, a dó de deixá-lo já praticamente sumiu. O apartamento novo é maior, pertinho da família, em um bairro tão gostoso quanto e tá ficando ainda mais com a nossa cara.

Fiz essa lista enquanto estava me despedindo da casa antiga, morreeeendo de dó e pensando em tudo o que passamos por lá. Delícia de momento. <3

Coisas que eu adorava e ficara pra trás: estante da sala e o papel de parede, a parede azul do quarto, o varal de fotos da porta de entrada, o aparador com os únicos quadros da casa, a vista linda pro nascer do sol e o tampo da cozinha feito pelo namorado. <3
Coisas que eu adorava e ficaram pra trás: estante da sala e o papel de parede, a parede azul do quarto, o varal de fotos da porta de entrada, o aparador com os únicos quadros da casa, a vista linda pro nascer do sol e o tampo da cozinha feito pelo namorado. <3

1 – Armários são muito bem-vindos, mas eles te ajudam a ter tranqueiras. Sim, meus amigos. Quanto mais lugar para guardar de tudo e manter longe dos olhos, mais tranqueiras que você não usa e não precisa você vai ter.

2 – Dá para viver com pouquíssimos móveis. Claro que é muito mais confortável ter pelo menos os móveis básicos, mas dá pra viver sem alguns deles numa boa. Nos primeiros meses eu não tinha absolutamente nenhum móvel além da minha cama e olha: sobrevivi. Depois vieram basicamente todos quase de uma vez só, menos a mesa de jantar. Essa a gente nunca comprou e só sentíamos falta dela quando os amigos vinham jantar.

3 – Investir em uma boa cama nunca é demais. Experimente quantos colchões forem necessários, pague mico deitando no meio de várias lojas… não se acanhe. Uma boa cama vai fazer você sonhar em voltar para casa sempre que estiver cansado e olha, isso não tem preço.

4 – Você vai sentir falta dos seus pais. Tenho uma relação ótima com os meus e realmente gostava de morar com eles e da nossa rotina diária. Senti muita muita muita falta deles no começo e descobri que todo mundo que sai de casa sente, é normal. Sorte que o colo deles vai estar sempre pronto pra você, sempre que você quiser.

5 – Há limites para panos de pratos. Eu bordo e sempre fiz meus paninhos de cozinha. Também ganhei alguns de amigas e, como eles são baratinhos, no começo comprava sempre que via algum bonitinho pela frente. Resultado: tenho uma gaveta cheia deles, uso praticamente só os mesmos sempre e estou levando vários novinhos para a casa nova. Repito: não precisa sair estocando pano de prato como louco.

6 – Cada pequena conquista é uma grande conquista. Quando o sofá chega? Ô DELÍCIA! Tv na sala? AFE MARIA, VEM CÁ GLOBO SUA LINDA! Panela nova para repor aquela que você usou tanto que ficou toda estragada? NUNCA COMI COMIDA TÃO BOA! Vaso de flor que você ganhou de uma amiga? AI QUE LINDO AMO FLORES! Sério, é assim. E é gostoso pra caramba.

7 – Você vai fazer muita cagada. Vai botar fogo em pano de prato sem querer. Vai Lavar uma única peça vermelha junto com um monte branca sem querer e vai deixar tudo rosa.  Vai gastar muito mais produto de limpeza do que deveria. Mas tudo é, realmente, um aprendizado. Relaxa que tudo passa e pra tudo dá-se um jeito.

8 – Sua casa é o seu templo. Sabe quando você mora com seus pais e não deixa ninguém entrar no seu quarto, dar pitaco na decoração ou peidar lá dentro? Pois é, agora você tem uma casa inteira para se sentir assim. Hahaha. Você não vê a hora de voltar pra casa só pelo prazer de ficar em casa e nunca, nunquinha, vai convidar alguém que você não gosta para te visitar.

9 – Quanto mais parecida com você, mais acolhedora sua casa será. Coleciona action figures? Não se reprima, espalhe-os pela sala. Lê muito? Vale muito a pena escolher uma estante bem bonita para ostentar suas centenas de livros. Espalhe sua personalidade pela casa, sem ter vergonha. Eu enfeitava minha estante da sala com brinquedos e era bem feliz.

10 – Quadros e cortinas fazem falta. Tive poucos quadros pela casa (e muitos gravuras guardadas no armário esperando por molduras) e nenhuma cortina, em nenhum cômodo. Depois de um tempo, a falta de quadros nas paredes grita e você vê a necessidade de ter cortinas para poder andar tranquilamente de calcinha pela casa.

11 – Papel de parede não é brega. Aposto que você, algum dia da sua vida, achou que papel de parede é algo brega. Eu pensava assim, até me encantar com papéis lindos que vi na internet. E aí coloquei alguns em casa e me apaixonei. Eles deram vida aos cômodos. Enfeitaram as paredes de um jeito simples e nada cansativo. Virei fã de carteirinha do treco.

12 – Nada é para sempre e um lar pode ser feito em qualquer lugar. Antes do apartamento anterior, eu só tinha tido uma outra casa: a dos meus pais. NUNCA tinha me mudado, então não tenho prática nenhuma nisso. E o nosso antigo apartamento me mostrou isso: não importa onde esteja sua casa, ela vira um lar quando você leva tudo o que e quem gosta. Lá já foi meu lar, hoje é aqui. :)

Sobre cigarros e UTI

Minha mudança estava agendada para o dia 16/01. A gente pegou as chaves dias antes, estávamos correndo para embalar o máximo possível na casa antiga e limpar a casa nova. E aí veio um acontecimento que abalou totalmente todos os planos, todas as certezas e a tranquilidade: meu pai saiu para comprar cigarro e foi atropelado, perto de casa, por um carro que entrava pela contramão em uma rua de mão única.

Turrão que ele é, não quis atendimento dos bombeiros e se negou a ir ao hospital. Estava andando, falando, sem dor e aparentemente com nada quebrado. Foi para casa, não conseguiu dormir muito bem e só no dia seguinte resolveu ir ao hospital porque estava com um zumbido no ouvido meio suspeito.

Foi, fez exames e o choque: traumatismo craniano, com entrada de ar no cérebro e formação de pequenos coágulos. A parte boa era que o crânio estava rachado, mas não afundado. Foi internado na hora, na UTI, para ficar em observação. E o tempo todo ele reclamava de ficar lá, queria ir embora, queria descer para fumar só um cigarrinho.

Era para meu pai ter ficado apenas 48h em observação, mas alguns fatores não ajudaram em nada. Ele já é idoso (completa 70 anos agora em julho) e, por isso exige mais cuidados. Ele fuma há mais de 50 anos, pelo menos um maço por dia e, adivinhem? Cigarro é uma droga, causa dependência e abstinência. Essa abstinência fez com que meu pai tentasse se levantar a todo momento, ficasse agressivo e arrancasse tudo o que estivesse nele: agulhas, eletrodotos e tudo mais. Ele teve que ficar amarrado, dia e noite. Ele se machucou, ficou cheio de roxos nos braços por causa da força com que ele arrancava tudo de si mesmo. É comum os idosos ficarem mais confusos na UTI (onde você não sabe se é dia ou noite e não consegue dormir muito bem) e é mais comum ainda vítimas de traumatismo apresentarem uma confusão maior. Aí o que piorou mais isso? Sim, a abstinência do cigarro, que fez com que meu pai ficasse ainda mais fora do ar. Foram nove dias de muita preocupação, muito choro, horas e horas no hospital. Ele só pode ir para o quarto quando um dos médicos liberou o uso de adesivos de nicotina e, assim, ele se acalmou.

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Foram mais dois dias de internação no quarto e, assim que os coágulos desapareceram e o ar diminiu, ele foi liberado para ir para casa. Fomos buscá-lo e, ao chegar na casa da minha mãe, a primeira coisa que ele fez foi procurar o cigarro. Pois é. Saiu do hospital falando que nem pensava mais em fumar, mas foi só sair de lá que ele já correu procurar o veneno. Foi bem triste, meu pai parecia um daqueles viciados que fica na neura procurando a droga, justificando o porque de usá-la e dizendo que é a última vez. Coisa mais triste.

E aí, por que eu tô contando tudo isso? Só pra dizer que se antes eu já odiava cigarro, agora tenho pavor. Uma droga liberada, vendida em qualquer esquina e que causa sérios danos à saúde. Peguei nojo e pavor. Se antes eu já não deixava ninguém fumar na minha casa, agora não quero que fumem nem na frente do prédio. Hahaha.