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Suíça – Yverdon Les Bains – Maison d’Ailleurs

No último post sobre a viagem, falei um pouco sobre a cidade e o museu com a história dela, então hoje resolvi falar do meu passeio favorito na cidade, o Museu de Ficção Científica chamado Maison d’Ailleurs.

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Eu tinha lido antes que o museu tinha muita coisa sobre Jules Verne e que era imperdível por isso. Fiquei curiosa, mas vou confessar: nunca li nada do autor. NADA. Sabia que o cara escreveu Vinte Mil Léguas Submarinas e meu conhecimento parava por aí. Tô falando isso por um motivo bem simples: tudo o que vou falar daqui pra frente poderia ser bem diferente caso eu fosse fã do cara.

Ao entrar no museu, passamos pela parte em que estava exposto todo o material sobre Ficção Científica moderna. Quadrinhos, filmes, livros… tudo que foi importante de alguma maneira para o tema. Tem uma parte bem legal onde você pode ouvir trilhas sonoras de filmes, em cabines. A gente passou um bom tempo por lá xeretando tudo.

Isso é papel recortado! :O
Isso é papel recortado! :O

Depois, entramos na área reservada para as exposições temporárias. Demos sorte e pegamos uma bem legal com obras de arte inspiradas em super heróis. A mostra era sensacional, com colagens, pinturas e esculturas. Em uma sala estavam várias estátuas de heróis feridos, com sangue dourado saindo deles. Em outra, havia versões dos heróis quando ainda estavam dentro da barriga da mãe e, sério, achei sensacional. Com certeza essa mostra foi a parte mais divertida de toda a visita.

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Depois, passamos para o prédio ao lado por uma passarela e caímos em uma sala bem grande, dedicada ao Jules Verne. Tinha bastante figurino de peças escritas por ele, manuscritos, pôsters de filmes e peças. Também tinha algumas obras de arte e uma parte com maquetes, que estava fechada no dia em que fomos. Sinceramente? Depois de ter me divertido tanto com a parte dos super heróis, achei essa parte bem fraca.

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Sempre rolam essas exposições temporárias e, geralmente, os temas são super legais (na semana seguinte à que eu fui, ia começar uma de Game of Thrones!). Vale a pena conferir no site para ver qual é a do momento. Até janeiro de 2016 é uma de robôs.

Maturidade zero ao ver que tinha uma exposição toda sobre super heróis. Xp
Maturidade zero ao ver que tinha uma exposição toda sobre super heróis. Xp

Mais informações: Site oficial

Suíça – Yverdon Les Bains – Musee d’Yverdon et région

Eu nunca tinha ouvido falar de Yverdon Les Bains e, quando perguntei para minha irmã se ela já conhecia a cidade, ela me disse que também nunca tinha ouvido falar. Procurei e não achei muita coisa de gente que visitou a cidade, mas estava decidida a ir. Por quê? Porque vi que a cidade tinha um museu de moda e outro de ficção científica. Ahhhh, eu tinha que ver isso de perto!

Chegamos cedo na cidade e fomos procurar o tal museu de moda, que era pertinho da estação de trem. E não achamos. Rodamos, rodamos e nada. Até que vi que tinha uma plaquinha pequenininha falando que a área de moda estava fechada até dali algumas horas. E aí fomos ver outras coisas na cidade, nos empolgamos e quando vimos já estava tarde. Perdi o museu de moda, mas por fotos que vi no Google ele não era nada demais e os outros passeios na cidade valeram MUITO a pena.

Monumento à Pestalozzi, o morador mais ilustre da cidade.
Monumento à Pestalozzi, o morador mais ilustre da cidade.

Yverdon Les Bains é uma cidade na parte francesa da Suíça e, pelo que percebemos, é uma cidade mais pobre/comum. Não que seja uma cidade realmente pobre, mas foi a única onde vimos gente encarando, chegando perto para ver se rolava uma esmola e tal, sabe? Depois minha irmã disse que toda cidade estabelece um dia para a distribuição de drogas aos viciados e que provavelmente fomos à Yverdon no dia da distribuição deles e, por isso, encontramos tanta gente com cara de acabada, cansada e pidona perto da estação de trem. Pode ser uma explicação também, porque quanto mais nos afastamos da estação mais tranquila a cidade ficava.

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A praça central de Yverdon les Baines. Essa aranha pendurada era para promover a mostra que rolava no museu de ficção científica.
A praça central de Yverdon les Baines. Essa aranha pendurada era para promover a mostra que rolava no museu de ficção científica.

Acabamos caindo em uma praça central da cidade e, lá, vimos um castelo. Como sabíamos que com o Swiss Pass tínhamos entrada de graça em praticamente todos os museus e castelos, resolvemos xeretar. O castelo não era muito grande, então achamos que não teria muita coisa a se ver, mas nos enganamos totalmente.

Como a gente não sabia muito sobre a história da cidade, achamos o museu super completo. A história começa a ser contada desde da era do Ferro, passa por todas as eras (e etapas da sociedade local), até o começo do século passado. Tem algumas salas bem recheadas com artefatos, pedaços de pedras e até ossadas desses tempos mais remotos.

Um crânio mais alongado encontrado na região.
Um crânio mais alongado encontrado na região.

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Como o próprio nome da cidade dá a dica, a região ficou conhecida por ser onde as pessoas iam passar férias, aproveitando as termas e se banhando (nos tempos em que não era todo mundo que tinha banheiras de verdade em casa). Era um destino turístico super concorrido, famoso e chique.

Tem também muitas salas cheias de objetos antigos (câmeras fotográficas, caixas de cigarro, aparelhos médicos). A impressão que dá é que mantiveram viva a memória da sociedade e da tecnologia daquela época, não se prenderam somente à história física da cidade.

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Ali no castelo morou um pedagogo super famoso, chamado Johann Heinrich Pestalozzi. Hoje, dizem que ele é um dos pais da pedagogia moderna (tem até escolas por aqui com o nome dele). O cara era muito popular já naquela época e recebia várias visitas e presentes ilustres. Um desses presentes foi uma múmia, trazida diretamente do Egito. É a múmia mais bem conservada que existe e está em exposição em uma salinha bem pequena, só dela. Não tirei foto porque eu e meu medo de estátuas não conseguimos ficar muito tempo por perto, tal era a conservação dela. Hahaha. X)

Também tem uma sala cheia de bicicletas antigas, salas e salas com manequins vestido uniformes (creepy!) e armas militares, um sótão com exposição de fotos e, no final, uma sala bem grande com uma barca de madeira que data de algum período realmente antigo (muito mais de 1000 anos, com certeza) e que já não lembro.

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Toda a visita é guiada por áudio, provavelmente disponível em francês, alemão, italiano ou inglês. Não tenho certeza, mas não lembro de ter encontrado áudio guia em português na Suíça.

Acho que passamos umas 3h vendo todo o museu. Quando saímos, sentamos na praça para comer nossos sanduíches feitos em casa (viajante pobre, benhê! Nada de restaurante pra gente.) e quase tive meu lanche roubado por um passarinho super assanhado. Hahaha.

Bem em frente à saída do castelo fica o museu de ficção científica. Eu ia falar dele hoje também, mas o post já estava muito grande. Logo logo falo, achei sensacional!

Mais informações: Site oficial

Suíça – Vevey – Alimentarium

Ao sairmos do Château Chillon pegamos um barco e fomos para Vevey, uma cidade próxima à Montreux. As cidades são bem próximas e em uns 20 minutinhos estávamos lá. De trem seria ainda mais rápido, mas o passeio de barco é uma delícia e fez valer os minutinhos a mais.

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Vevey é a cidade natal da Nestlé e também a cidade escolhida por Charles Chaplin para passar seus últimos anos de vida. É bem pequenininha e dizem que o mercado de natal da cidade é super famoso (isso não sei porque não fui nessa época). A casa que foi a primeira sede da Nestlé hoje é um museu sobre alimentação, chamado Alimentarium. Em em frente ao prédio há um garfo “espetado” no meio do rio e a estátua de Charles Chaplin. :)

Passeamos pouco pela cidade porque já era fim de tarde e o tempo foi esfriando muuuito. Também não queríamos voltar para casa tão tarde e tínhamos que correr para não perder o trem. Sendo assim, só visitamos o Alimentarium e andamos um pouco até o museu de fotografia (que era legal, mas basicamente só um conjunto de câmeras antigas e exposições de fotos).

O garfo gigante marca a localização do Alimentaruim para quem vem meio rio.
O garfo gigante marca a localização do Alimentaruim para quem vem meio rio.

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A visita ao museu é rapidinha e cheia de encontros com estudantes suíços que foram levados em excursões educativas. Praticamente em todas as salas encontramos grupos tendo explicações de professores.

Passeamos por salas onde vemos objetos antigos que serviam para fazer comida, como o consumo de certos grupos de alimentos pode ajudar ou atrapalhar nosso organismo, o processo de fabricação de alguns alimentos e caímos em uma sala interativa, onde podemos testar nossa resistência física, ter experiências sensoriais com a comida e passar um tempo interagindo e se divertindo.

Henrique testando o quanto teria que andar na rodinha de rato para queimar as calorias de um chocolate. :D
Henrique testando o quanto teria que andar na rodinha de rato para queimar as calorias de um chocolate. :D

Claro que por ser um museu criado e mantido pela Nestlé, também conhecemos um pouco mais sobre a história da empresa. Passamos por salas e corredores cheios de embalagens antigas (LINDAS!) e até entramos na sala onde era o gabinete do presidente e fundador da empresa.

O museu é bem legal, mas não é aquela coisa imperdível, sabe? Nós fomos mais porque ele estava incluso no Swiss Pass e como queríamos ir até a cidade para conhecer o museu de fotografia, aproveitamos.

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O quão fofo é esse kit de acampamento em uma mala? :O

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Mais informações: Site oficial