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Tag: viciados em música

A Livs me indicou para essa tag e ó: foi difícil de responder. Passei dias pensando nas músicas que escolheria e, ainda assim, tenho a sensação de que se responder de novo as mesmas perguntas na semana que vem escolheria músicas diferentes. Coisa de geminiana? Pode ser. Mas eu acho que é mais culpa da minha falta de memória, com certeza deixei de fora músicas que adoro e não lembrei. :p

1 – Uma música romântica: Home – Edward Sharpe & the Magnetic Zeros


Música romântica não precisa ser parada, né? Amo a letra dessa música. AMO!
Taí uma que estará na trilha sonora do meu casamento, algum dia. Hahaha. ;)

2 – Uma música que te define: Velha e louca – Mallu Magalhães

Caramba, essa foi difícil. Como assim uma música que me define? Como uma música só pode me definir? Desculpa, acho que não rola isso. Então escolhi a música com a qual me identifico às vezes. Hahaha.
A parte com que mais me identifico é bem essa:

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom

Quanto mais velha fico, menos paciência para os outros enfiando o bedelho nas minhas coisas e decisões eu tenho. ;)

3 – Que música não sai da sua cabeça? Sea of love – Cat Power

Uma das minhas músicas favoritas, super curtinha, romântica e simples. A voz da Cat Power combina super bem, coisa mais linda!
Conheci essa música quando assisti Juno. Aliás, toda a trilha sonora do filme é ótima, duvido você não se divertir com as músicas da Kimya Dawson.
Vira e mexe ela fica grudada na minha cabeça e como ouvi ontem, passei a manhã cantarolando ela. :)

4 – Uma música que quando você ouve, você chora: The letter edged in black – Johnny Cash

I bowed my head in sorrow and in sadness
The sunshine of my life, it all had fled
When the post man brought that letter yesterday morning
“Saying come home my boy, your dear old mother’s dead.”

Preciso dizer mais alguma coisa? Toda vez que ouço essa música fico com os olhos cheios d’água.

5 – Qual é sua música predileta no momento? Sugar – Marron 5

Não sei exatamente se é a minha predileta, mas é uma das que morro de vontade de sair dançando quando ouço e sempre fico feliz. Coloquei até na lista de músicas pra correr, de tanto que me dá pique.

6 – Que música você não consegue gostar? Qualquer uma do Jimmy Hendrix

Desculpa, mas não rola. Acho chaaaaaato solo de guitarra, morro de tédio. Nem as mais famosas dele consigo achar muito legais, no máximo aguento enquanto tocam no rádio.

7 – Cite um trecho de sua música predileta: Meu amigo Pedro – Raul Seixas


Eu não faço a mínima ideia de qual seja a minha música favorita. Mesmo. Sei nem dizer qual é a banda que mais gosto, quanto mais escolher uma música só. Não rola.
Então escolhi minha música favorita do Raul Seixas, que ele escreveu para o irmão. Depois que descobri que essa era a história da música, acho muito legal a letra. E tem maior verdade do que esse trecho abaixo? Acho que não. Tudo realmente acabada onde começou, na nossa família. <3

Pedro, onde você vai eu também vou
Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou
É que tudo acaba onde começou

8 – Sua música predileta brasileira: Eu preciso dizer que te amo – Cazuza, Bebel Gilberto e Dé


Ai que romântica! Hahaha.
Amo essa música, mas tem que ser exatamente nessa versão. É a primeira gravação, do dia em que eles compuseram a letra e a música, em um dia preguiçoso na serra do Rio. Amo a voz, amo o começo com o barulho do gravador sendo ligado, o violão calminho… não sei dizer se realmente é minha música brasileira favorita na vida (nunca sei definir essas coisas!), mas é uma das que sempre que ouço fecho os olhos e fico cantando juntinho, sabe? Bem brega, adoro. Hahah. :D

9 – Abra seu player em modo aleatório e diga qual é a 5ª música a tocar: Down the line – Buddy Holly

Eu basicamente só escuto música no modo aleatório. Só às vezes coloco um ou outro disco inteiro para ouvir, basicamente quando vicio nele (tipo o 1989 da Taylor Swift) ou quando gosto muito de todas as músicas e uso em momentos de muito trabalho, pra me dar um pique (tipo Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais).
Como já estava ouvindo música no modo aleatório enquanto escrevia o post, fechei e abri novamente o iTunes, pra ter exatamente a quinta música. Hahaha. E foi Buddinho fofo que saiu, esse lindo. <3

10 – Tagueie 5 blogs:

Lecticia, Miche, Ba, Mari e Dani.

BEDA-2015

O fim, o início e o meio

Já falei por aqui que Raul Seixas é uma das melhores coisas no rock nacional, pra mim. Exatamente por isso estava doida para assistir o documentário Raul – o início, o meio e o fim desde que ouvir dizer que estava sendo produzido. Um documentário com entrevistas de amigos, fãs, jornalistas e todo o tipo de gente que conviveu com o Maluco Beleza. Cenas de shows, a vida em casa… tudo isso me deixou bem curiosa e doida para correr ao cinema.

Ontem consegui um tempinho e fui assistir. O documentário é bem completo, mostra desde a época em que Raul descobriu Elvis (ah, sempre o rei) e resolveu virar uma estrela. Queria ir para Hollywood, ser famoso, aparecer no cinema. Abriu fã clube, começou sua própria banda… e foi isso o que definiu sua vida. Saiu da Bahia para trabalhar como produtor musical no Rio, casou, descasou, juntou, desjuntou, teve filhas… e no meio disso tudo conheceu Paulo Coelho e começou a parceria mais famosa (mas não a mais frutífera) que teve. Conheceu a drogas, mas não largou o alcóol que desde o começo da adolescência já tomava. Saiu do país, voltou, fez muito sucesso e ficou esquecido sem pisar em um palco por 4 anos. Se afundou nas drogas e na bebida, passou a ter problemas de saúde. Conheceu Marcelo Nova e fez com ele seu último disco e sua última turnê. Morreu sozinho, deitado na cama, de pijama.

Saí ainda mais apaixonada por Raul e por sua obra. Me emocionei em muitos momentos, quis cantar junto todas as músicas. Raul foi isso: uma dessas forças que aparecem aqui na Terra às vezes e deixam um legado difícil de esquecer. A parte mais triste foi constatar que ele, por muito pouco, não morreu totalmente esquecido pela mídia. Estava acabado e viciado, mas não sem talento. Acabou virando uma lenda com um quê de chacota, com fama de ídolo hippie dos tiozões motoqueiros.

Um conselho? Assista ao documentário, mesmo que você não seja fã. Vai ser bom para você perceber que Raul foi muito maior do que essa lenda piadista, foi o berço de boa parte do rock nacional.

Sendo Fred por um dia

Acho que nunca falei por aqui, mas gosto bastante de Queen. Sempre achei que tinha herdado esse gosto do meu pai, até que dei um super dvd do Queen pra ele e ele NUNCA assistiu. Hahaha.Gosto das músicas, do visual e da persona do Fred Mercury. Exatamente por isso adorei a campanha que a The Mercury Phoenix Trust está fazendo em parceria com a Viva Cazuza.

Aproveitando que o Fred e o Cazuza tem muito em comum (os dois eram vocalistas de bandas de rock, polêmicos, morreram de Aids e tem instituições que levam o nome deles), as intituições juntaram forças para arrecadar dinheiro para o tratamento de pessoas com Aids aqui no país. A primeira ação para incentivar as doações é o Freddie for a day, que acontece na próxima segunda-feira, dia 5.

A ideia do Freddie for a day é muito simples: você se juntar aos milhares de fãs ao redor do mundo que também irão se fantasiar de Fred no dia 5 e aproveitar o embalo para pedir doações para a Viva Cazuza. Legal, né? Tô pensando seriamente em usar meu bigodinho do BigoDay na segunda-feira, já que me vestir toda que nem ele não vai rolar.

No site ainda tem dicas de como se vestir como ele, um concurso de fotos e um app para você colocar óclão, bandana ou bigode na sua foto e ficar a cara de algum dos dois cantores. Adorei!

PS: Esse post não é pago, não. Gostei da ideia e resolvi falar um pouco dela por aqui. ;)