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Sintra – Quinta da Regaleira e o centro da cidade

Sintra é a fofura em forma de cidade. Antiga, com história, com prédios e casas lindas… eu e o Henrique voltamos falando que ela é a Embu das Artes dos lisboetas. Cheia de artistas vendendo suas obras nas ruas (pelo menos aos sábado, quando fomos), artesanato, lojinhas e restaurantes. Na cidade, as atrações mais concorridas são o Castelo dos Mouros e o Convento dos Capuchos, mas nós deixamos os dois de lado porque eu estava fascinada pela Quinta da Regaleira e queria passar o dia por lá.

Enquanto estava pesquisando para montar o roteiro, a Mari já tinha me dito que Sintra era uma das coisas que eu não podia deixar de conhecer. E aí dei de cara com uma daquelas listagem de “Lugares enigmáticos que você tem que conhecer antes de morrer” (era algo assim, não guardei o link.) e a Quinta tava lá. E aí me apaixonei e enfiei na cabeça que conhecê-la era minha prioridade em Portugal.

Saímos de Lisboa e fomos de trem à Sintra. É bem fácil, o trem é tranquilo e rápido. Em coisa de 30 ou 40 minutos estávamos lá. Da estação de trem, subimos à pé até a Quinta da Regaleira, conhecendo um pouco a cidade. O caminho é um pouco íngreme, mas nada demais. Tem também um ônibus que sai do centro da cidade, mas eu gosto de andar e não achei que valesse a pena.

O Palácio da Regaleira.
O Palácio da Regaleira.

Você deve estar se perguntando o que que o lugar tem, pra eu ter cismado tanto com ele. Pois bem, a Quinta da Regaleira é uma propriedade super grande, que tem como prédio principal o Palácio da Regaleira. Há também jardins (LINDOS!), lagos, grutas e algumas construções super enigmáticas.

No começo de sua história, o local era um simples palácio, com jardins lindos, onde os abastados da região se encontravam. Mais tarde foi vendida para um brasileiro rico, Carvalho Monteiro, que resolveu que a propriedade teria construções que o lembrassem de suas ideologias e interesses. E aí o lugar começou a ficar realmente interessante.

Há o Patamar dos Deuses, onde estão estátuas de 9 deuses gregos, porque a mitologia grega inspirou Carvalho Monteiro a pensar nos jardins da propriedade. Na Torre da Regaleira, você deveria ter a sensação de se encontrar no eixo do mundo.

O Poço Iniciático é a construção mais famosa da propriedade, já que se acredita que lá eram realizados rituais de iniciação maçônica. Dizem até que foi lá que Fernando Pessoa foi iniciado. Com nove patamares, o poço teria sido inspirado na Divina Comédia de Dante, invocando os círculos do inferno, paraíso e purgatório. É muito interessante, super úmido e escuro lá dentro. Desci e subi suas escadas e olha: cansa. Mas é muito legal ficar lá tentando imaginar que tipo de rituais realizavam ali.

De todas as construções, minha favorita é o palácio. Aqueles tetos de madeira trabalhada, os animais feitos de pedra, a beleza das pinturas das paredes.. tudo isso me encantou.

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O que é a beleza desse teto? :O

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O Poço Iniciático visto do topo...
O Poço Iniciático visto do topo…
... e do fundo.
… e do fundo.

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Para mais informações: Site oficial e vídeo.

Sintra

A prefeitura da cidade.
A prefeitura da cidade.

Voltamos à pé para o centro da cidade e ficamos nos perdendo pelas ruazinhas dele. Tem bastante ladeira, casinhas lindas, lojinhas de souvenirs e a doceria mega famosa da cidade, a Periquita. Entramos para comer os famosos travesseiros de Sintra e sim, eles são uma delícia! Vale a pena cada caloria ingerida. :)

Entramos também no Posto de Turismo da cidade e lá foi onde encontrei os galos decorativos mais bonitos e modernos que vi em Portugal. Pena que fiquei com dó de pagar 15 euros em um, como era começo de viagem eu achei que era melhor guardar o dinheiro. Voltei para casa pensando nesse galo! Hahaha. Tudo bem, volto lá um dia e compro.

Almoçamos em um dos restaurantes mais simples que vimos e lembro que a comida estava boa, mas não me lembro nem o que comi. Só lembro da Sagres Radler que tomei e fiquei viciada. Também tirei poucas fotos da cidade porque a bateria da câmera acabou! Hahaha. Pelo menos essa foi a única vez durante toda a viagem que isso aconteceu enquanto estávamos passeando.

Pode entrar e pedir um travesseiro, sem medo!
Pode entrar e pedir um travesseiro, sem medo!

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Para mais informações: Piriquita e Câmara Municipal de Sintra.

Lisboa – passeando por Belém

Deixei para ir em um domingo aos pontos turísticos mais clássicos de Lisboa e me dei mal. Como domingo é o dia em que a entrada em algumas atrações é de graça e as filas estavam ABSURDAS. Era muita gente, o sol estava castigando e a gente queria andar mais pela cidade. Acabei só conhecendo esses três lugares por fora, um dia eu volto para conhecer por dentro.

Belém é um bairro um pouco (mas bem pouco mesmo) afastado do centro de Lisboa e li em algum lugar que antigamente o caminho até ele era feito só por barcos à vapor. Hoje é tranquilo de chegar, tem bondinho pra lá. Só é bom ficar de olho na carteira e na bolsa, porque é o bondinho mais muvucado que vi. ;)

Mosteiro dos Jerónimos

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O mosteiro mais famoso da cidade foi construído com dinheiro vindo do comércio das especiarias que Vasco da Gama trouxe das Índias. É esse o motivo dele ser tão grande e tão detalhado: queriam mostrar a riqueza do país, na época. Conseguiram porque, olha, o lugar é lindo. Por fora a arquitetura do lugar é de uma riqueza enorme. Mesmo “só” tendo esculturas em pedra (nada daquele monte de dourado que os franceses tanto gostavam), é rico em detalhes, perfeito. Lindo mesmo.

Só entramos na igreja anexa à ele, onde estão enterrados o próprio Vasco da Gama e Luíz Vaz de Camões. A igreja por dentro é bem grande e escura, com aqueles vitrais lindos e super coloridos que todas as igrejas antigas têm.

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Para saber mais: Site oficial

Padrão do Descobrimento

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Praticamente em frente ao Mosteiro, fica o monumento aos descobridores portugueses, na beira do Rio Tejo. Ele é bem alto, com escultura de diversos descobridores importantes na história do país (e sim, tem o “nosso” Pedro Álvares Cabral lá) e você pode subir para apreciar a vista para o outro lado do Tejo, mas duas coisas nos impediram: achamos meio caro (nem lembro quanto era, pra dizer a verdade) e a fila estava grandinha. Essa coisa de pagar só para ver a vista da cidade normalmente não me faz a cabeça.

No chão da praça onde ele fica há um mapa mundi mostrando quais foram as terras descobertas por todos os que estão representados no monumento. É legal ver e lembrar a potência que Portugal era, naquela época.

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Desculpa, a gente não resistiu aos boizinhos. :p
Desculpa, a gente não resistiu aos boizinhos. :p

Para saber mais: Site oficial

Torre de Belém

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A torre foi construída para servir como defesa da cidade, já que de lá os soldados ficavam de olho caso algum inimigo chegasse (e podiam atirar neles dali, se preciso). Hoje ela é considerada um patrimônio mundial da UNESCO. Nela eu queria muito ter entrado, mas a foi a maior fila que vi durante toda a viagem e deixamos passar. Tudo bem, tenho certeza que volto pra lá para conhecer direitinho, em um dia de semana e sem tanta fila.

E o cachorrinho segurando a bolsinha?
E o cachorrinho segurando a bolsinha?

Para saber mais: Site oficial

O verdadeiro pastelzinho de Belém

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Nunca fui muito chegada à nenhum pastel de nata por um simples motivo: os doces portugueses com creme de ovos sempre tiveram um lugar maior no meu coração e por isso nunca dei bola para os pastéis. Mas isso foi até comer os pastéis originais, feitos na confeitaria de Belém onde eles foram vendidos pela primeira vez (porque foram inventados mesmo foi pelo povo do Mosteiro dos Jerónimos). Aliás, dizem que só os pastéis que são vendidos na Fábrica Pastéis de Belém é que podem ser chamados assim, os outros são só pastéizinhos de nata.

Cara, que delícia! A massa é meio folhada, o creme tem o doce e a textura perfeitos.. e fica ainda melhor com um pouco de canela por cima. Tô aqui salivando enquanto escrevo isso. Com certeza essa é a visita que ninguém que vai à Belém pode deixar de fazer.

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Para saber mais: Site oficial

ROTAROOTS de março: 5 coisas para fazer em Santo André

Era para eu ter postado isso no mês passado, mas perdi os dias. Como hoje é aniversário de Santo André, resolvi postar mesmo assim. :)

Desde que voltei para Santo André ando apaixonada pela minha província querida. Eu e o Henrique estamos redescobrindo nossos lugares favoritos, conhecendo novos e ficando tristes com os que gostávamos e fecharam. Continuamos indo bastante para São Paulo mas nada é melhor do que ter programas legais pertinho de casa, né? Foi por isso que corri para montar essa lista. Santo André tem sim muita coisa legal e chegou a hora de eu falar de cinco delas.

1 – Sabina e o Pinguinário

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Quando soube que havia um pinguinário na cidade fiquei doida para conhecer mas enrolei pra caramba. Até que no inverno do ano passado minha irmã estava por aqui com a Becca e como estava frio ela procurou algo diferente para fazer e lembramos do Sabina. Lá fomos nós passar a tarde vendo cobras, dinossauros, pinguins e algmas experiências de ciências. Foi bem divertido, pena que não conseguimos ver o planetário. Vale a visita, com ou sem criança. A gente foi para levar a Becca, mas nos divertimos tanto quanto ela.
Serviço: Sabina Parque Escola do Conhecimento – Rua Juquiá, s/nº (entrada na altura do nº 135).

2 – Burger Map

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Desculpa, mas essa é a melhor hamburgueria do ABC. É super bem decorada (presta atenção ao papel de parede dos banheiros!), a comida é boa e eles tem Vanilla Coke. A torta de maçã também é uma delícia.
Serviço: The Burger Map – Rua das Aroeiras, 442.

3 – Paranapiacaba

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Essa vila de Santo André (pois é, não é uma cidade!) é muito legal. Ir até lá é viajar no tempo vendo casas antigas que foram construídas por ingleses quando eles estavam fazendo a linha ferroviária da região no século XIX. O cemitério da cidade é uma graça, todo macabro. Também tem trilha pra quem curte, coisa que nunca fiz por lá mas sei que tem muita gente que foi e gostou.
É um passeio bom para um dia inteiro, principalmente se for no inverno. Muito frio, muita neblina, uma vista linda. Adoro! <3
Em junho/julho sempre tem o festival de inverno, com shows e teatro.
Serviço: site oficial da vila.

4 – Assistir um concerto da Orquestra Sinfônica de Santo André no Teatro Municipal (de graça!)

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A OSSA é considerada uma das melhores orquestras do país e vou te dizer: merece estar onde está. Eles são realmente muito bons!
Quando eu era adolescente esse foi o meu programa favorito por alguns meses e agora ando doida para assistir à Orquestra novamente. Alguns domingo por mês eles fazem concertos gratuitos aos sábados, vale a pena checar as datas na Fanpage deles.
Serviço: site oficial da OSSA.

5 – Ir à feirinha hippie do Ipiranguinha

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Santo André tem feirinhas de artesanato a semana toda, mas essa é a mais tradicional. Realizada aos domingo em um dos parques mais antigos da cidade, fica bem cheia e tem comidas bem gostosas. O parque tem palco e de vez em quando você é pego de surpresa com algum show ou teatro gratuito acontecendo por lá.
Cresci indo quase todos os domingo nessa feirinha porque é perto da casa da minha avó e eu enchia o saco da minha mãe para comprar roupa nova pra minha Barbie. Hahaha.
A barraca de cocada é ponto obrigatório, hein? A de doce de leite é minha favorita. <3
Serviço: Parque Antônio Fiáquer – Rua Coronel Seabra, s/n. Todos os domingos, das 9h às 17h.

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Imagens: minhas, Wikipedia, Prefeitura de Santo André e Astra.