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Vlog #1: os #2AnosCM e o dia em que saltei de paraquedas com a #SecretRunningSociety

Siiiim, habemus vlog!

Lutei um tempão para fazer um vídeo desse tipo porque: 1 – não tenho uma vida tão interessante assim e 2 – não fazia a mínima ideia se ia conseguir gravar muita coisa, já que ia depender só do celular. Daí calhou de, na mesma semana que me perguntaram porque eu não fazia vídeos assim, eu ter um final de semana super agitado pela frente. Então resolvi gravar, editar e botar no ar. Mas agora tô aqui roendo as unhas pra saber o que vocês acharam. Muito longo? Falei muito? Editei mal? Não querem mais que eu faça vídeos assim? Quero saber! Hahaha.

Foi um final de semana super legal. Começou com a nossa comemoração de 2 anos do Corre Mulherada e acabou com uma ação INCRÍVEL da Puma, a #SecretRunningSociety. Contei um pouco mais sobre essa experiência lá no Corre Mulherada, mas eu não podia deixar de falar um pouco mais sobre isso aqui também.

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Na porta do avião, pronta para saltar. Sorrisão! :D

Já cansei de falar por aqui o quanto meus irmãos influenciaram minha vida de várias formas. E foi por causa da minha irmã que eu botei na cabeça que nunca iria saltar de paraquedas. Ela é toda aventureira e uma vez resolveu fazer o curso para poder saltar sozinha de paraquedas. Passou alguns meses indo para Boituva todo final de semana, até que chegou o grande dia e ela saltou sozinha. E aterrissou bem em cima de uma moita cheia de carrapatos. Voltou para casa, tomou milhares de banhos até conseguir tirar tudo e nunca mais saltou. Não sei se esse foi o motivo ou se ela simplesmente não gostou de saltar sozinha, mas foi assim. E aí que eu botei na cabeça que, descoordenada e sem jeito como sou, nunca conseguiria saltar nem que fosse acompanhada. Fora o medo da parte lenta do salto, já que de altura e de cair rápido eu não tenho medo algum. Odeio qualquer coisa que vá muito lentamente na altura, sabe? Teleférico, bondinho… acho um horror.

Aí quando me falaram que para completar os 10k do percurso que a Puma tinha me levado para fazer eu teria que saltar de paraquedas, topei na hora. Confesso que já estava torcendo para ser algo do tipo desde que chegamos à Boituva. Uma coisa doida, porque eu nunca teria saído de casa para saltar, uma vontade que eu nem sabia que tinha. Ali descobri que sempre tive essa vontade, só me faltava um pouquinho de coragem. E fui, saltei e AMEI. A parte da queda livre é sensacional, com certeza a minha favorita. A parte em que a queda é controlada pelo paraquedas já é mais de boas e mesmo assim, a que me deu mais frio na barriga. Hahaha. Ainda estou meio boba, não consegui encontrar uma palavra para descrever a sensação que não seja um palavrão. Hahaha. Foi mesmo um dia inesquecível.

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Swiss Pass: um truque que vale a pena usar

Quando a gente pensa em Europa, pensa em viajar de trem. Essa era uma das nossas grandes vontades nessa viagem. Viajei de Paris para a Suíça e da Suíça para Paris de trem usando tickets ponto a ponto, o que é bem fácil de fazer. Você escolhe o trecho, a data e o horário e pronto, feito.

Como íamos ficar 20 dias hospedados na minha irmã e a distância entre as cidades não é muito grande, nos programamos para fazer várias viagens bate-e-volta enquanto estivéssemos lá. Começamos pensando em comprar passes diários para os dias e destinos pré definidos mas quando somamos o total, minha irmã deu a dica de comprarmos um Swiss Pass por alguns euros a mais. Com ele poderíamos usar todo tipo de transporte público do país à vontade, teríamos entrada grátis em mais de 400 museus e desconto em alguns outros passeios (como nos trens panorâmicos). Vantajoso, né?

Como a gente nunca tinha viajado assim, fui pesquisar. Encontrei esse post da Paula explicando super bem como funciona esse tipo de passe na Europa e achei bem tranquilo.

15 dias depois de andar pra cima e pra baixo dentro da pochete ele ficou assim, bem surrado. :X
15 dias depois de andar pra cima e pra baixo dentro da pochete ele ficou assim, bem surrado. :X

Escolhemos o passe (15 dias corridos) e pesquisamos preços. Comprando diretamente do site da SBB sairia mais barato em euros, mas a gente teria que pagar IOF da compra no cartão de crédito e torcer para a cotação do dia em que a fatura fosse fechada estivesse num preço justo. Fiz as contas e vi que se comprasse em alguma agência de viagens aqui no Brasil eu me livraria do IOF, já que eles cobravam o preço final em reais. Assim conseguiria economizar alguns reais, mesmo que o preço que me passavam aqui estivesse um pouco mais caro em euros. Isso no ano passado, quando o dólar (que é a moeda para a qual o cartão converte as compras em Euro) estava mais amigo do que atualmente, hein?

Encontrei três lugares vendendo: a TAM Viagens, a CI Intercâmbio e a STB. Liguei, cotei nas três e vi que a STB tinha taxas um pouquinho mais caras do que as outras duas. Sendo assim, resolvi fechar com a TAM Viagens porque tem loja deles aqui pertinho de casa e seria mais prático. O atendimento foi ótimo, mas eu tinha algumas dúvidas (a data de validade do ticket deveria vir impressa como eu tinha visto em algumas imagens do Google? Comprando aqui eu teria direito à entrada grátis nos museus?) e eles não souberam me responder. Acredito que tenha sido pela falta de prática em vender esse tipo de produto, já que a atendente me disse que nunca tinha vendido um. Fiquei insegura com o serviço e desisti de comprar com eles.

No dia seguinte fui à CI Intercâmbio. A atendente também não respondeu minhas dúvidas com muita firmeza, mas depois que eu a ajudei a procurar no sistema, tudo resolvido. Chegou a hora de pagar e eles aceitam pagamento em cartão de crédito, mas não tem a máquina! Teríamos que deixar uma cópia do nosso cartão por lá e não gostamos disso. E assim eliminamos a CI também.

Já que estávamos perto da STB, resolvemos ir até lá. Atendimento ótimo, dúvidas prontamente respondidas, pagamento por boleto… fechamos na hora. Com as taxas extras cobradas por eles saiu um pouquinho mais caro, mas valeu a pena. Pagamos em real, tivemos apoio por aqui para tirar dúvidas, recebemos tudo direitinho e ainda economizamos. Os passem vieram grampeados juntos e com um mapa de toda a malha ferroviária suíça + a lista das atrações em que tínhamos entrada grátis ou com desconto. Foi só preencher com o número dos nossos passaportes e esperar chegar na Suíça.

Compramos a opção de Super Saver, em que você e mais uma pessoa paga mais barato por ele, mas tem que andar obrigatoriamente juntas sempre que utilizarem o transporte público. Como estávamos eu e o Henrique e iríamos viajar o tempo todo juntos, valeu a pena. Economizamos um pouquinho nisso. Foi por isso que os passem vieram juntos.

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Ao chegar na Suíça fomos ao balcão de informações da estação de trem e um funcionário preencheu a data inicial e calculou até que dia o passe valeria. Também carimbou e pronto, passe válido. Já pudemos naquela hora mesmo começar a pegar trem numa boa.

O Swiss Pass acabou sendo uma escolha PERFEITA. Não tivemos que pagar a entrada em praticamente nenhum castelo, museu ou atração a que fomos durante os dias pela Suíça. Andamos de barco, tram e trem pra cima e pra baixo. Só teve um dia em que saí sem o Henrique e comprei o passe de tram normal e pronto, sem problemas.

Em toda viagem de trem um funcionário passa para checar os tickets. Você apresenta à ele seu passaporte e o Swiss Pass (por isso ele ficou tão surrado depois da viagem, era muito manuseado). Nas vezes em que estávamos sentados separados no trem, apontávamos para o outro e falávamos que aquela era a pessoa que estava com o nome no nosso passe (ou com o passe). Simples, rápido e sem dor de cabeça. Para entrar em barcos e nas atrações fazíamos o mesmo procedimento. No tram nunca chegaram a pedir, mas seria assim também.

Como fomos no verão, a restrição de não poder utilizar o passe para subir até o topo de algumas montanhas não foi problema, isso não estava em nossos planos mesmo. Uma coisa que é bom ficar ligado é sempre checar se a rota que você quer fazer de trem não passa pela Alemanha, França ou Itália. Como o passe é suíço, ele não vale para esses países e mesmo se o seu trem só passar em uma estação em algum outro país você pode ter problemas. Vale fazer baldeação para evitar isso, já que a maioria dos destinos tem rotas diversas para chegar lá. ;)

Eu indico muito o Swiss Pass para todo mundo, sério. Foi uma tranquilidade tão grande saber que não precisávamos nos preocupar em comprar passes, pagar a entrada das atrações e poder escolher se voltaríamos de trem ou se gastaríamos mais tempo andando de barco por paisagens lindas. Além disso, a economia com a entrada em atrações foi ENORME. Com certeza comprarei o passe novamente na próxima viagem de vários dias por lá. 

Amsterdam – Spuistraat

A Spuistraat é uma rua com um grande atrativo para mim, que amo grafite: é praticamente uma galeria a céu aberto. Não tinha colocado a rua no meu roteiro original, mas logo que chegamos lá eu comecei a pesquisar no Ducs Amsterdam coisas diferentes para fazer e caí nesse post. Como já tinha lido um pouco sobre squats e as fotos que achei no Google mostravam artes lindas, fomos até lá.

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Antigamente uma rua cheia de escritórios e sem graça, a Spuistraat mudou de rumo quando em 1983 squatters invadiram um de seus prédios e fizeram ali um dos squats mais famosos da cidade.  Localizado no número 199, o De Slang – The Snake House serviu de residência para vários artistas e criativos idealistas e foi assim que a rua foi ganhando cores e desenhos ao longo dos anos. Há anos existem batalhas judiciais para devolver o prédio aos donos e, na última semana, os nove últimos moradores do squat saíram do imóvel voluntariamente (após terem resistido por alguns dias).

A fachada do De Slang, com uma faixa chamando para assinar a petição contra a retomada do prédio.
A fachada do De Slang, com uma faixa chamando para assinar a petição contra a retomada do prédio.

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A rua é curtinha e realmente tem grafites lindos, mas não sei como ficará agora que o De Slang não existe mais. Vale a pena dar uma passada por lá para ver como tudo está, duvido que os grafites desapareçam da noite para o dia. ;)