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Berlim – giro pela região do Parlamento

Ai, Berlim. Desde que voltei não tem uma semana em que eu não pense que é lá onde eu queria estar. Hahaha. A cidade roubou meu coração, deixei tanta coisa por ver, tanta foto pra tirar… com certeza volto pra lá, pelo menos, mais uma ou duas vezes. <3

Chegamos bem cedinho na cidade e saímos para ver alguns monumentos e lugares mais clássicos da cidade. Nessa lista entraria a Alexander Platz, mas eu não tirei foto alguma de lá. E também nem teria muito o que falar, é uma praça grande com muitas lojas, restaurantes e a torre de TV. Íamos para lá quase todos os dias, mas eu sempre deixava para fotografar depois e aí virou um lugar comum na viagem e acabei não fotografando nada. Ooops!

Visitamos esses quatro monumentos indo à pé de um ao outro. Eles são perto, no caminho você pode andar por uma das avenidas mais famosas da cidade, a 17 Juni (o dia do meu aniversário e data importante para os trabalhadores alemães) ou por dentro do Tiergarten (o maior parque da cidade). É um passeio bem gostoso.

Portão de Brandemburgo

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Sempre achei que o Portão fosse isolado, mais ou menos como o Arco do Triunfo, mas não é. Ele fica em um canteiro rodeado por outros prédios, bem junto ao que tem em volta dele. É lindo e foi eleita minha construção favorita em toda a cidade. Hehehe. Queria ter comprado um pingente pra minha pulseira com ele, bobeei e depois não encontrei mais. :(

Construído em 1791, o Portão era usado como entrada para a cidade e dava ao rei um acesso direto ao Tiergarten (que era o jardim do rei, existe até hoje e eu não entrei. Hahha). Foi bastante danificado na época da II Guerra Mundial e reconstruído depois. Também serviu como divisão entre a parte Oriental e Ocidental da cidade, na época do Muro de Berlim.

Como fomos bem na época de Copa do Mundo, estava rolando atrás do Portão a FIFA Fan Fest da cidade. As ruas eram fechadas no horário dos jogos, tinha um monte de barraquinha de comida e bebida e até roda gigante. Logo atrás do Portão ficava o palco do evento, que é toda essa estrutura metálica atrás dele na foto aí de cima. Assistimos um jogo do Brasil por lá, foi bem legal.

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Endereço: Pariser Platz – Mitte , 10117 – Berlim

Reichstag

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O Parlamento alemão é aberto à visitação e dizem que a vista do alto do domo de vidro é linda. Para conseguir entrar você tem que agendar horário antes, pela internet, de preferência com algumas semanas de antecedência. Há também a possibilidade de ficar na fila nos guichês em frente ao prédio e tentar alguma vaga, mas elas são enormes e geralmente as vagas acabam super rápido. A visita é grátis e tem até áudio guia em português.

Eu agendei nossa visita com quase um mês de antecedência, imprimi o comprovante com data e horário, cheguei meia hora antes… e me dei mal porque resolveram fazer uma sessão privada justo no dia e horário em que eu tinha agendado a visita e ninguém podia entrar no prédio. Que saco, fiquei doida da vida. Aí já não tinham mais vagas, tivemos que deixar para subir no Domo em uma próxima vez. Tá vendo como eu tenho que voltar pra essa cidade? Hehehe.

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Para agendar sua visita: Site oficial
Endereço: Platz der Republik 1 – Tiergarten, 11011 – Berlim

Memorial de Guerra Soviético

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Indo do Parlamento ao Siegessaule, passamos em frente à esse monumento e entramos para dar uma olhada. Uma grande “praça”, com colunas de mármore e granito, nomes e palavras em russo gravadas, uma estátua de soldado, dois sarcófagos e canhões usados em batalha “estacionados” nos cantos. A sensação é de ser um mausoléu à céu aberto. Talvez fosse essa a intenção, já que o memorial foi construído para homenagear os soldados soviéticos que morreram lutando na Segunda Guerra, poucos meses depois do fim da mesma.

Dizem que as pedras usadas na construção do memorial foram retiradas da casa de Hitler, após sua derrota. Será?

Endereço: Strasse des 17. Juni – Tiergarten, 10623 – Berlim

Siegessaule

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Também conhecida como Coluna da Vitória, o monumento é uma homenagem às conquistas do Império Alemão em várias guerras. No topo, a escultura de bronze representa a deusa romana Vitória. Dentro da torre existe um museu, mas quando fomos estava quase fechando e não entramos porque teríamos que ver tudo correndo.

Por fora você pode saber um pouco mais da história do monumento através de algumas placas explicativas, que ficam nas entradas dos túneis para se chegar até ele (no centro de um grande cruzamento, com cinco ruas). Chegando perto também dá para ver algumas marcas de destruição, da época da Segunda Guerra. O monumento não sofreu muito, mas as marcas continuam lá.

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Endereço: Großer Stern, 10557 – Berlin

Paris – o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel

Quis começar falando logo dos dois grandes ícones da cidade porque era o que eu mais queria ver de perto. Manja aquela lance de “OMG, tô aqui”? Foi olhando a Torre, de pertinho, que rolou comigo pela primeira vez na cidade.

A Torre vista de (nem tão) longe. :)
A Torre vista de (nem tão) longe. :)

Desde o começo, Paris era a minha cidade de “eu tenho que conhecer”. Escolhemos as cidades que visitaríamos levando em conta cidades que nós dois queríamos conhecer e Paris foi minha primeira escolha (a do Henrique foi Amsterdam). Sempre quis conhecer a cidade, mas a loucura mesmo em ir pra lá só começou quando estava procurando passagens e fiquei entre chegar por Paris ou por Milão. Fiquei feliz por ter feito essa escolha, foi um ótimo jeito de começar a segunda parte da viagem e terminá-la. Milão (e toda a Itália, aliás) ficou para uma próxima viagem.

Ao todo, passamos 8 dias na cidade (5 no começo de junho e dois no começo de julho) e deu para conhecer bastante coisa, andar, se perder, ir com calma. Já falei aqui que somos o tipo de viajante que prefere deixar de ver coisas à ver tudo correndo só para cumprir tabela, né? Deixamos muita coisa por ver, um dia a gente volta e conhece mais.

Arco do Triunfo

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Era nosso segundo dia na cidade e saímos para ver outras coisas, nos perdemos, andamos bastante e de onde quer que a gente olhasse, a Torre aparecia ao fundo. Isso fez com que a gente mudasse o roteiro do dia e resolvesse ir até ela. Mas aí olhamos para o lado e estávamos muito mais perto do Arco do Triunfo, então fomos visitá-lo primeiro.

Andamos toda a Champs-Elysées, olhamos as lojas – tem Disney Store! – e paramos aos pés do Arco. Aliás, gostei de passear pela Champs-Elysées, mas estava muito ocupada entrando e saindo de lojas que eu ainda não conhecia (sem comprar praticamente nada! Êta mulher econômica! Hahaha), que nem tirei fotos da rua. Tem loja de tudo quanto é coisa, restaurantes, turistas e MUITO brasileiro. Por Paris inteira você encontra alguém falando português, mas ali a concentração é absurda!

Foi Napoleão quem mandou construir o monumento, em 1806. Pode falar o que quiser de Napoleão, mas o cara tinha bom gosto. O Arco é LINDO e virou uma das minhas construções favoritas em Paris. <3

Cheio de tapumes no topo, em junho...
Cheio de tapumes no topo, em junho…
... e lindo, sem nada, em julho.
… e lindo, sem nada, em julho.

Da primeira vez que o vimos, estava em reforma, cheio de tapumes em cima. Quando voltamos, em julho, os tapumes tinham sumido. Que bom! Estava doida para tirar fotos melhores dele (queria TANTO ter fotografado mais Paris e Lisboa com a câmera nova, mas só a peguei quando cheguei na Suíça). Você pode subir ao topo do Arco para fotografar e ver a cidade, mas a gente passou. A beleza toda dele está em vê-lo, né? Já ia ver a cidade do topo na Torre Eiffel, na Sacré-Coeur e na Galerie Lafayette, então achei que não valia a pena pagar para subir e ver dali também.

Tiramos selfies a viagem toda. Já que era chato ficar pedindo para estranhos tirarem fotos nossas, nos viramos na moda. Hahaha.
Tiramos selfies a viagem toda. Já que era chato ficar pedindo para estranhos tirarem fotos nossas, nos viramos na moda. Hahaha.

Mais informações: Site oficial.

Torre Eiffel

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Saímos do Arco do Triunfo e pegamos uma rua lateral, chamada Av. Kléber e andamos até o final. Saímos logo atrás dos Jardins do Trocadéro, viramos por uma parede e PAH! TORRE EIFFEL NA CARAAAA! Sério, levei até um susto, porque a parede estava bloqueando totalmente minha visão e não estava vendo nem um pedaço da Torre até aquele momento. E foi ali que eu quase me belisquei pra acreditar que realmente estava cara a cara com um dos monumentos mais famosos do mundo, sobre o qual eu sempre tinha ouvido falar e não sabia quando (e se) ia conhecer. Pode parecer caipira, mas achei demais esse momento. Desculpa aí. ;p

A bicha é LINDA. Vista pelo lado do Trocadéro, com os jardins e as fontes de água na frente dela fica mais linda ainda. Entendi na hora o porquê de tanta gente ser apaixonada por ela. E eu, que nunca liguei muito pra ela, voltei querendo até pingente para minha pulseira com ela. Hahaha.

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Eu olhando toda boba pra Torre. :p
Eu olhando toda boba pra Torre. :p

Tinham me dito que à noite ela fica linda, mas durante esses primeiros dias por lá a gente andava tanto (nesse dia foram uns 17km), que voltávamos pra casa e não tínhamos pés ou pernas para voltar até lá depois das 22h, quando escurecia. E, por isso, vê-la toda iluminada ficou para julho. E olha: ainda bem que fui até lá conferir pessoalmente. Queríamos subir e eu tinha lido que o pôr-do-sol de lá de cima era lindo, então saímos do apartamento umas 20h, para dar tempo de pegar fila e subir antes do sol cair. A gente só não contava com a demora da fila – que nem estava muito grande, mas foi demorada porque fecharam os guichês por um tempo por algum motivo técnico. Quando acenderam as luzes da Torre, estávamos embaixo dela, na fila. E aí vimos todo mundo batendo palmas para ela. Tipo hippie que bate palmo pro pôr-do-sol na praia, sabe? Mas foi bem bonitinho.

Para quem não quer pegar fila, pode comprar os ingressos antecipadamente pelo site. Eu não comprei porque não sabia ainda se íamos na penúltima ou na última noite na cidade e não quis ficar presa ao compromisso. Mas vale a pena, você só tem que esperar dar o horário da visita e subir, sem filas.

Compramos o ingresso de elevador até o topo (tem opção só até o segundo andar com ou sem elevador) e custou €15 para cada um. A vista é LINDA, a cidade toda iluminada à noite fica uma beleza só. É muito cheio, então para fotografar você tem que ficar disputando espaço e se quiser só ficar lá parado, olhando tudo do alto, vai ter que ficar trocando de lugar toda hora porque sempre chegam uns grupos grandes que ficam te espremendo. Eu fiquei na dúvida se valia a pena pagar o ingresso até o topo ou não, já que achei caro. No final das contas não me arrependi, foi lindo olhar a cidade toda iluminada, e conhecer por dentro da Torre. Valeu muito a pena.

A cidade vista de lá de cima.
A cidade vista de lá de cima.

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Mais informações: Site oficial.