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Andei lendo: Perdão, Leonard Peacock | Matthew Quick

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Leonard Peacock é um adolescente que mora sozinho, já que seu pai fugiu do país porque estava sendo procurado pelo governo e sua mãe foi morar em Nova Iorque para trabalhar como estilista. Ele passa os dias completamente sozinho, já que não tem amigos na escola. A única relação verdadeira que tem é com Walter, um idoso que mora perto, com quem passa os dias assistindo à filmes antigos e com Herr Silverman, seu professor sobre o Holocausto. É uma vida totalmente solitária.

O livro começa na manhã do aniversário de 18 anos, com Leonard decidido a usar uma arma nazista herdada pelo pai para matar seu ex-melhor amigo, Asher Beal, e se suicidar em seguida. Ele toma o café, corta seu cabelo e separa quatro presentes que entregará ao longo do dia para pessoas importantes em sua vida. Tudo isso sempre pensando em sua mãe, que nem se lembra de seu aniversário e para quem acredita que sua morte será um alívio.

Leonard vai contando um pouco de sua história e de como tudo o levou até aquele momento e decisão. São coisas separadas que o marcaram e o transformaram para sempre. Tudo poderia ter sido completamente diferente somente pelo fato dele ter alguém em quem confiar e com quem contar. Vai dando uma angústia enorme, uma tristeza, definitivamente não é uma história leve.

No geral, achei o livro todo uma tristeza só. A falta de atenção, carinho e proximidade na vida de Leonard foi me deixando cada vez pior conforme o livro foi avançando, dava vontade de encontrar o menino e dar uma abraço, sabe? Isso provavelmente quer dizer que o livro é bom, né? Realmente me envolvi com a história, fiquei torcendo pelo personagem. Gostei.

Preço: R$20,90 no Submarino

Este livro me ajudou a cumprir o item 41 do 2015 Reading Challenge.

Andei lendo: O guardião de memórias | Kim Edwards

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David era um garoto muito pobre que perdeu a irmã ainda no começo da adolescência, conseguiu estudar e agora é um médico respeitado. Norah é uma mulher jovem e sem grandes feitos na vida. Os dois se conhecem, se casam e estão esperando gêmeos.

Norah entra em trabalho de parto durante uma nevasca e, ao chegar ao hospital, descobre que o médico que faria seu parto não conseguirá chegar ao hospital. Claro que quem faz o parto é David, mas ele conta com a ajuda da enfermeira Caroline. O primeiro a nascer é Paul, um lindo menininho. Logo depois quem nasce é Phoebe, que também era linda mas tinha Síndrome de Down. É 1964, David tem medo da reação da sociedade e da esposa e resolve mandar Caroline levar Phoebe para uma instiuição para crianças com Down, dizendo à Norah que a menina faleceu ao nascer.

Caroline acha a instituição horrível e resolve ficar com Phoebe. Se muda da cidade e cria a menina com a ajuda de amigos e de uma caminhoneiro com quem se casa.

Por causa do “falecimento” de Phoebe, o casamento de Norah e David vai acabando aos poucos. O relacionamento de Paul com o pai também é super conturbado, cheio de rancor e ódio. No meio de tudo isso David vira um fotógrafo famoso e Norah uma empresária de sucesso no ramo de viagens. Fica bem claro que os dois tomaram esse rumo para tentar trabalhar melhor o luto com a ausência da filha e para preencher o vazio que cresceu entre os dois. A vida familiar deles está longe do que poderia ser e David nunca conta aos dois a verdade sobre a filha.

O final me surpreendeu bastante, eu realmente não previa o que aconteceu. Achei isso bem legal, foi uma quebra inusitada na história, mas que também resolveu tudo muito rápido, sabe? Me pareceu que 250 páginas foram pura enrolação e no final a autora correu para terminar tudo logo.

Esse foi o livro mais demorado para ler do ano, até agora. A história é interessante, mas a narrativa da autora não engata, sabe? Ela detalha algumas coisas (o cair da neve, o vento que bate nas árvores, etc) e isso quebra muito o ritmo do livro.Ganhei de uma amiga que adorou a história (que é mesmo bem boa!), mas enrolei um pouco para começar porque tinha lido algumas críticas ruins no Skoob. A maioria falava sobre o ritmo da narrativa e nisso tenho que concordar. Eu não me dou muito bem com autores que detalham tudo demais (como o Tolkien), então sofri um pouco para ler mais de 20 páginas por vez. :/

O livro virou um filme feito para a TV americana há alguns anos e fiquei com vontade de assistir, até comecei outro dia mas parei. Olha o trailer:

Preço: R$11,61 no Submarino.

Este livro me ajudou a cumprir os itens 15 e 31 do 2015 Reading Challenge.

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3 amigas, 6 fotos, todo dia 9. O formato do projeto fotográfico já é bem conhecido e eu, Dani e Mari resolvemos fazer um só nosso e escolhemos temas aleatoriamente. Eu no Brasil, a Mari em Portugal e Dani na Nova Zelândia. Oceanos separando a gente, enquanto fotografamos o mesmo tema durante o mês. ;)

Verde não é uma cor que eu goste muito, foi difícil encontrar o que fotografar (porque eu não queria fotografar só plantas, né). Tive que me virar nos 30 aqui.

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Logo que fomos morar juntos o Henrique fez duas luminárias para o nosso antigo escritório. Uma delas acabou virando presente para um casal de amigos, mas a outra continua com a gente. Fica no criado-mudo do Henrique e adoro a luz esverdeada dela. É feita com um vaso de vidro e fubecas, das mais simples. :)

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Na hora do desespero fui olhar a geladeira atrás de algo verde e bonito e não achei. Então fiz um close do alface judiado que comprei ontem. Hahaha. :p

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Eu não sou boa com plantas. Todas que já tentei ter acabaram morrendo, mas ganhei essa suculenta e juro que estou tentando ser uma boa mãe para ela. Já tem mais de mês e continua viva, acho que é um bom sinal.

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Uno! Quem não tem ódio da pessoa que não sabe embaralhar e distribui mãos de uma cor só? Desculpa, eu tenho ódio mas também sou do time que embaralha super mal as cartas. Foi mal.

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Reuni tudo de verde que tenho no meu escritório e deu só isso. Algumas canecas, lápis de cor, canetinhas e um tsuru de papel que era enfeito do casamento de um amigo e que tive dó de jogar fora. Tão bonitinho e bem feito, vai ficar por aqui por muito tempo ainda.

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O Henrique ganhou esse livro de aniversário da minha mãe e eu ando doida pra ler, só me falta tempo. Adoro essa capa verdona, chama muito a atenção.

Vai lá ver os verdes da Dani e da Mari também. ;)