livros

Andei lendo: Asterios Polyp | David Mazzucchelli

asterios-polyp

Quando li Azul é a cor mais quente, comentei com um amigo que estava querendo ler mais quadrinhos legais e ele, na hora, me disse que eu tinha que ler Asterios Polyp. Não quis me contar muito da história, mas falou que eu realmente precisava ler o livro e que ele tinha certeza de que eu ia amar. Como esse amigo sempre acerta (o gosto musical dele é fantástico, nunca me indicou uma banda da qual eu não gostasse), na mesma hora fui pesquisar o livro. Achei o preço meio salgado (estava quase R$70!), então esperei a Black Friday e comprei. Só que aí eu já estava lendo outras coisas e fui deixando o livro parado na estante…

Asterios Polyp é um arquiteto cinquentão, cheio de si. Ele dá aulas em uma faculdade, é um arquiteto famoso entre seus colegas e, ainda assim, nunca viu algum de seus projetos sair do papel. Asterios é arrogante pra caramba, mulherengo e realmente bem escroto em vários momentos. Ainda assim, consegue conhecer uma mulher gente fina que se apaixona por ele e com quem se casa.

O livro começa com o incêndio do apartamento de Asterios, de onde ele foge apenas com a roupa do corpo e alguns pertences. Isso dá um estalo na cabeça dele e o faz pegar o primeiro ônibus na rodoviária, sem destino. Ele chega à uma cidadezinha do interior, arranja um emprego em uma oficina mecânica e passa a morar com a família de seu patrão. Toda a história é contada por Ignácio, o irmão gêmeo de Asterios que morreu ao nascer.

asterios-polyp2

A cada pedaço da história atual, temos um vislumbre do que aconteceu com Asterios no passado. Isso é muito legal no livro, as partes são visualmente bem diferentes (o passado é todo em tons de rosa, roxo e azul e a atualidade é toda em roso, azul e amarelo). Como Asterios é arquiteto, o livro todo tem ilustrações muito bonitas, algumas partes bem geométricas e até abstratas. É realmente um livro bem bonito de se ver.

Já a história não me cativou, até quase o final do livro. Não consegui gostar nem um pouco de Asterios, então não me apeguei a ele. Foi até um pouco difícil terminar a leitura, para falar a verdade. Deixei parado mais de semana na mesa da sala até ter coragem de continuar. E aí, bem no finalzinho, estava bem curiosa para saber o que aconteceria e não larguei mais.

A história é cheia de mensagens mais profundas, algumas que levam à reflexões. O que nossas ações e palavras podem fazer com a vida de outras pessoas? O que a gente realmente é, debaixo do que achamos que somos? Qual a importância do que os outros pensam sobre nós e o quanto deixamos que isso comande nossa vida?

Não é um livro que eu leria de novo, mas até que gostei da leitura. Não daria uma nota 7, mas também não ficaria abaixo de 5.

asterios-polyp3

David Mazzucchelli, o autor do livro, foi um dos artistas por trás da grande revolução dos quadrinhos no final da década de 80, trabalhando em séries do Demolidor e do Batman. Vendo esse livro, eu nunca imaginaria isso. É uma história e ilustração muito distante do universo dos heróis, achei sensacional a versatilidade do artista.

Preço: R$42,90 no Submarino

Este livro me ajudou a cumprir os itens 17 e 40 do 2015 Reading Challenge.

Tag: Taylor Swift Book

Tô escrevendo esse post pra mostrar pra vocês que eu tardo, mas não falho. A Lec me indicou nessa tag em março (!!!) e só agora resolvi parar para pensar nas respostas. X)

Achei a ideia dessa tag sensacional, ainda mais porque com o último álbum a Srta. Swift entrou de vez pra minha playlist. Ouço tanto 1989 que já sei de cor todas as músicas, até a ordem. Aí juntarem ela e livros em uma única tag foi demais pra mim. Eu TINHA que responder.

taylor-yes

1) We Are Never, Ever Getting Back Together (ou livro ou série que você estava amando, até que decidiu terminar pra nunca mais voltar): livros da Marian Keyes. Li, de uma só tacada, três livros da série dela sobre as irmãs Walsh e enjoei de um jeito que só de olhar pras capas dos livros dela me dá um bode.

2) Red (ou um livro com a capa vermelha): Serial Killers – Louco ou Cruel, da Ilana Casoy. Não sei vocês, mas adoro saber detalhes de crimes e assassinatos famosos. Histórias de Serial Killers então, melhor ainda. Os livros da Ilana Casoy são ótimos para quem gosta disso e esse é um dos meus favoritos dela.

3) The Best Day (ou um livro que te deixe nostálgica): Mate-me por favor, de Legs McNiel. Geralmente quando releio algum livro fico lembrando quando e onde o li pela primeira vez. Com esse livro, só de olhar para a capa lembro exatamente da época em que comprei, quando e onde li, o que tava rolando na minha vida. Adoro olhar pra ele e lembrar dos tempos de faculdade e do tanto de punk que eu ouvia naquela época. Fora que agora só existe a edição de bolso ou a separada em dois volumes, essa edição da imagem, igual à minha, é basicamente uma raridade. :p

4) Love Story (ou um livro com uma história de amor proibido): Sangue quente, de Isaac Marion. É uma história bem bobinha, mas divertida. Também foi a história de amor mais proibida que lembrei. Prefiro o livro ao filme e já falei do livro por aqui.

taylor-swift-book

5) I Knew You Were Trouble (ou um personagem mau pelo qual você se apaixonou mesmo assim): Dexter, de Jeff Lindsay. Tenho um certo problema em gostar dos mocinhos muito certinhos, então é até que comum eu gostar do malvadinho da história.  Mesmo o Dexter do livro sendo um tanto mais burro do que o Dexter da série de TV e os livros serem bem fracos, ele ainda é um dos assumidamente malvados que mais gosto. Como não amar esse serial killer? Não tem como. Já resenhei o livro aqui também.

6) Innocent (ou um livro que alguém tenha estragado o final pra você): nenhum. Não ligo nem um pouco de saber spoilers de livros, séries ou filmes. Geralmente eu mesma procuro no Google o que acontece na série. Hahaha. Continuo querendo saber tudo o que acontece para chegar ao final que eu já sei. Falei tudo isso pra dizer que mesmo que já tenham me contato o final de algum livro, isso nunca estragou a experiência de leitura pra mim.

7) You Belong With Me (ou um livro que você esteja ansiosa para o lançamento): nenhum. Tô tão atarefada com a minha fila de leitura enorme que não consigo nem acompanhar os lançamentos, que dirá ficar ansiosa por algo que nem foi lançado ainda. Mas eu bem que queria ler a biografia da JK Rowling, como a Lec.

8) Everything Has Changed (um livro com um personagem que se desenvolve bastante): Mustaine – Memórias do Heavy Metal, de Dave Mustaine. Quando comecei a ler a biografia do cara, não imagina que ele sairia de uma família super religiosa, viraria um rockeiro mega drogado (tá, essa parte todo mundo sabe) e, finalmente, abraçaria sua fé e viraria religioso. Esse final, com ele todo convertido à igreja, nem passava pela minha cabeça. Aqui tem minha resenha.

9) Forever and Always (ou seu casal literário favorito): Rony e Hermione. Desculpa, não sei ser adulta e escolher algum casal que não seja de Harry Potter.

10) Come Back, Be Here (ou um livro que você não gosta de emprestar com medo de que não volte nunca mais): tenho alguns que não empresto de jeito nenhum, são meus xodós e todos bem especiais. O Journals, do Kurt Cobain e dois que ganhei da Lec: Harry Potter – Page to screen e o Harry Potter – Film Wizardry. Esses não saem daqui de casa de jeito nenhum!

11) Mean (ou um livro que te deixou muito para baixo): Preciosa, de Sapphire. Como disse na época, esse foi o único livro que me fez passar fisicamente mal enquanto lia. A história é tão pesada, a personagem principal passa por tanto sofrimento e tanta injustiça… até hoje fico triste sempre que penso nele.

Andei lendo: Will & Will | John Green e David Levithan

willewill-john-green

Nunca tinha lido resenhas sobre esse livro, mas por ser metade escrito por John Green, sempre quis ler. Eu achava que o livro seria sobre um casal adolescente com os dois meninos chamados Will e ó: estava bem errada. Hahaha.

Will Grayson tem 18 anos, mora em Chicago e é um adolescente super comum: nem bonito nem feio, nem alto nem baixo, nem popular nem desprezado pelos colegas. A única coisa diferente sobre ele foi ter escrito uma carta para o jornal da escola defendendo seu melhor amigo, Tiny Cooper, quando ele foi banido do time da escola por ser gay. Will acredita que ficando calado e não se importando com nada conseguirá ter uma vida calma e sem grandes decepções. Isso vale para as garotas, nunca se envolve com elas e evita assim ter o coração partido.

O outro Will Grayson também tem 18 anos, mas não mora em Chicago (e sim em uma cidade perto) mas é um adolescente bem problemático: tem pouquíssimos amigos, não se abre com ninguém, tem depressão (e toma remédios para isso) e tem problemas financeiros. A única felicidade na vida de Will é seu relacionamento virtual com Isaac, um garoto de outra cidade por quem ele é totalmente apaixonado e com quem conversa muito pela internet (mas nunca sequer pelo telefone).

Não vou contar como a história dos dois Wills se encontra porque estragaria boa parte da surpresa para vocês, mas tenho que falar um pouco sobre os outros personagens. Tiny é um cara gigantesco, cheio de vida e quem realmente traz ação para a vida do primeiro Will. Ele escreve um musical sobre sua vida e consegue montar uma super produção com os recursos da escola. Fora que ele é todo apaixonado por tudo quanto é cara que dá bola para ele e vive começando e terminando namoros, bem adolescente mesmo. Ele e o primeiro Will foram meus personagens favoritos.

O livro é super leve e rapidinho de ler, ri muito com as falas do primeiro Will (parte do livro escrita pelo John Green). O outro Will Grayson é um tanto chatinho demais para o meu gosto e o fato dele narrar toda a história sem usar letras maiúsculas é um pouco irritante. Além disso, nenhum outro personagem dessa parte do livro me conquistou. Sinceramente, não acho que tentaria ler algo somente do David Levithan.

Se John Green lançasse um livro continuando a história do seu núcleo, com certeza eu leria.

Preço: R$19,90 no Submarino.

Este livro me ajudou a cumprir os itens 8 e 16 do 2015 Reading Challenge.

BEDA-2015