leituras

A garota que lê

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Texto super gracinha (tô meio Hebe hoje, me deixa) que li aqui. Me identifiquei bastante com alguns pedaços. hahaha. :p

Foto daqui.

Andei lendo: Precisamos falar sobre o Kevin | Lionel Shriver

Começo hoje um intensivão de Andei lendo. Deixei de falar de alguns livros legais que li e resolvi falar deles durante uma semana inteira, um por dia. Vocês aguentam? :)

Nunca tinha ouvido falar desse livro até a Karina me emprestar. Achei a foto da capa ótima e a a sinopse melhor ainda: a história de um adolescente americano de classe média alta que faz um dia de matança na escola, tudo contado por sua mãe.

Demorei um pouco para ler o livro porque achei que a primeira metade dele é um tanto enfadonha. Eva é uma mulher mega interessante, criadora de uma empresa de guias de viagem e que já rodou o mundo, mas só sabe falar sobre cada mínimo sentimento, analisa tudo e remói o tempo em que ainda não tinha filhos. A partir da metade do livro é que a história realmente se desenvolve.

Desde pequeno Kevin é um garoto estranho que sente prazer em magoar as pessoas, é uma criança quieta, não brinca com nada nem ninguém. Com o passar do tempo ele fica pior, até virar um adolescente super reservado, dissimulado e com poucos amigos. Ele planeja cada detalhe do ataque aos colegas de escola e olha, crédito pra ele porque o plano é super amarradinho e bem bolado. haha.

Gostei bastante do final, embora tenha achado um pouquinho previsível. Fiquei mais contente com ele porque, apesar de mórbido, deu fim à um personagem que eu tinha achado super chato e que bem que merecia o fim que teve. O problema foi o fim de outro personagem, completamente inocente e que não merecia o final que teve também.

Histórias de assassinatos e crimes sempre me pegam e essa achei bem legal, apesar de ter pensado em abandonar o livro antes da metade (não tava brincando quando disse que a primeira metade do livro é bem chata e meio desnecessária).

Vocês sabem que eu sou a louca que fica fascinada pelo mundo dos livros que leio, né? Passei alguns dias pesquisando sobre os crimes desse tipo que já aconteceram, vi fotos, entrevistas… e me lembrei de Bang, Bang, You’re Dead, a peça que virou filme e fala exatamente sobre isso. Lembro de ter gostado quando li o script da peça há muitos anos atrás e não ter gostado tanto assim do filme.

Andei lendo: Poderosa | Sérgio Klein

Pedi o livro no Trocando Livros por pura curiosidade. Um livro infanto-juvenil sobre uma adolescente, escrito por um homem tinha potencial, né?

O livro conta a história de Joana Dalva (sim, é uma brincadeira engraçadinha com Joana D’arc),  uma menina de 13 anos que ainda não menstruou, quer ser escritora e mora com pai, mãe, avó e irmão mais novo. Os pais estão quase se separando, a avó vive na cama desde que teve um derrame e o irmão é um pentelho. Ela tem uma melhor amiga, é apaixonada pelo menino mais disputado do colégio e, claro, odeia a gostosona/cabeça-oca que atrai todas as atenções dos meninos. Até que ela descobre que tudo o que escreve vira realidade e faz algumas “adaptações” por conta própria.

Joana é uma daquelas meninas sabe-tudo: sabe escrever melhor que os colegas, analisa a postura da mãe no relacionamento com o pai, se acha mais entendida que as amigas… e me deu preguiça. Ela é engraçadinha e sagaz em alguns momentos mas, no geral, achei chatinha.

Talvez o livro seja infantil demais pra mim (oi? é pra meninas adolescentes e eu tô aqui com mais de 1/4 de século, né?), mas achei chatinho. Tiradinhas bobas, história mega previsível e algumas falhas que denunciam que foi um homem que escreveu (como uma mulher iria estar no salão depilando a virilha, com a janela meio aberta? IMPOSSÍVEL!).

Outra coisa que me desagradou: a sensação ao ler o livro. Não gosto só de ler, gosto de toda a experiência de ler um livro: ver a diagramação, a capa, sentir o papel nas mãos. E aí acheio o maior problema do livro. Achei a driagramação interna beeeem feinha, a letra é meio grande demais e a entrelinha pequena. Além disso, e o papel escolhido (um couche mais grossinho), dá a sensação de estar lendo uma revista ou um grande folheto. :/