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Swiss Pass: um truque que vale a pena usar

Quando a gente pensa em Europa, pensa em viajar de trem. Essa era uma das nossas grandes vontades nessa viagem. Viajei de Paris para a Suíça e da Suíça para Paris de trem usando tickets ponto a ponto, o que é bem fácil de fazer. Você escolhe o trecho, a data e o horário e pronto, feito.

Como íamos ficar 20 dias hospedados na minha irmã e a distância entre as cidades não é muito grande, nos programamos para fazer várias viagens bate-e-volta enquanto estivéssemos lá. Começamos pensando em comprar passes diários para os dias e destinos pré definidos mas quando somamos o total, minha irmã deu a dica de comprarmos um Swiss Pass por alguns euros a mais. Com ele poderíamos usar todo tipo de transporte público do país à vontade, teríamos entrada grátis em mais de 400 museus e desconto em alguns outros passeios (como nos trens panorâmicos). Vantajoso, né?

Como a gente nunca tinha viajado assim, fui pesquisar. Encontrei esse post da Paula explicando super bem como funciona esse tipo de passe na Europa e achei bem tranquilo.

15 dias depois de andar pra cima e pra baixo dentro da pochete ele ficou assim, bem surrado. :X
15 dias depois de andar pra cima e pra baixo dentro da pochete ele ficou assim, bem surrado. :X

Escolhemos o passe (15 dias corridos) e pesquisamos preços. Comprando diretamente do site da SBB sairia mais barato em euros, mas a gente teria que pagar IOF da compra no cartão de crédito e torcer para a cotação do dia em que a fatura fosse fechada estivesse num preço justo. Fiz as contas e vi que se comprasse em alguma agência de viagens aqui no Brasil eu me livraria do IOF, já que eles cobravam o preço final em reais. Assim conseguiria economizar alguns reais, mesmo que o preço que me passavam aqui estivesse um pouco mais caro em euros. Isso no ano passado, quando o dólar (que é a moeda para a qual o cartão converte as compras em Euro) estava mais amigo do que atualmente, hein?

Encontrei três lugares vendendo: a TAM Viagens, a CI Intercâmbio e a STB. Liguei, cotei nas três e vi que a STB tinha taxas um pouquinho mais caras do que as outras duas. Sendo assim, resolvi fechar com a TAM Viagens porque tem loja deles aqui pertinho de casa e seria mais prático. O atendimento foi ótimo, mas eu tinha algumas dúvidas (a data de validade do ticket deveria vir impressa como eu tinha visto em algumas imagens do Google? Comprando aqui eu teria direito à entrada grátis nos museus?) e eles não souberam me responder. Acredito que tenha sido pela falta de prática em vender esse tipo de produto, já que a atendente me disse que nunca tinha vendido um. Fiquei insegura com o serviço e desisti de comprar com eles.

No dia seguinte fui à CI Intercâmbio. A atendente também não respondeu minhas dúvidas com muita firmeza, mas depois que eu a ajudei a procurar no sistema, tudo resolvido. Chegou a hora de pagar e eles aceitam pagamento em cartão de crédito, mas não tem a máquina! Teríamos que deixar uma cópia do nosso cartão por lá e não gostamos disso. E assim eliminamos a CI também.

Já que estávamos perto da STB, resolvemos ir até lá. Atendimento ótimo, dúvidas prontamente respondidas, pagamento por boleto… fechamos na hora. Com as taxas extras cobradas por eles saiu um pouquinho mais caro, mas valeu a pena. Pagamos em real, tivemos apoio por aqui para tirar dúvidas, recebemos tudo direitinho e ainda economizamos. Os passem vieram grampeados juntos e com um mapa de toda a malha ferroviária suíça + a lista das atrações em que tínhamos entrada grátis ou com desconto. Foi só preencher com o número dos nossos passaportes e esperar chegar na Suíça.

Compramos a opção de Super Saver, em que você e mais uma pessoa paga mais barato por ele, mas tem que andar obrigatoriamente juntas sempre que utilizarem o transporte público. Como estávamos eu e o Henrique e iríamos viajar o tempo todo juntos, valeu a pena. Economizamos um pouquinho nisso. Foi por isso que os passem vieram juntos.

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Ao chegar na Suíça fomos ao balcão de informações da estação de trem e um funcionário preencheu a data inicial e calculou até que dia o passe valeria. Também carimbou e pronto, passe válido. Já pudemos naquela hora mesmo começar a pegar trem numa boa.

O Swiss Pass acabou sendo uma escolha PERFEITA. Não tivemos que pagar a entrada em praticamente nenhum castelo, museu ou atração a que fomos durante os dias pela Suíça. Andamos de barco, tram e trem pra cima e pra baixo. Só teve um dia em que saí sem o Henrique e comprei o passe de tram normal e pronto, sem problemas.

Em toda viagem de trem um funcionário passa para checar os tickets. Você apresenta à ele seu passaporte e o Swiss Pass (por isso ele ficou tão surrado depois da viagem, era muito manuseado). Nas vezes em que estávamos sentados separados no trem, apontávamos para o outro e falávamos que aquela era a pessoa que estava com o nome no nosso passe (ou com o passe). Simples, rápido e sem dor de cabeça. Para entrar em barcos e nas atrações fazíamos o mesmo procedimento. No tram nunca chegaram a pedir, mas seria assim também.

Como fomos no verão, a restrição de não poder utilizar o passe para subir até o topo de algumas montanhas não foi problema, isso não estava em nossos planos mesmo. Uma coisa que é bom ficar ligado é sempre checar se a rota que você quer fazer de trem não passa pela Alemanha, França ou Itália. Como o passe é suíço, ele não vale para esses países e mesmo se o seu trem só passar em uma estação em algum outro país você pode ter problemas. Vale fazer baldeação para evitar isso, já que a maioria dos destinos tem rotas diversas para chegar lá. ;)

Eu indico muito o Swiss Pass para todo mundo, sério. Foi uma tranquilidade tão grande saber que não precisávamos nos preocupar em comprar passes, pagar a entrada das atrações e poder escolher se voltaríamos de trem ou se gastaríamos mais tempo andando de barco por paisagens lindas. Além disso, a economia com a entrada em atrações foi ENORME. Com certeza comprarei o passe novamente na próxima viagem de vários dias por lá. 

Amsterdam – dicas

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Não vou compartilhar o roteiro e o mapa dos nossos dias em Amsterdam porque não seguimos eles para quase nada. Hahaha. A grande maioria dos lugares que mostrei aqui não estavam neles, então achei que seriam inúteis para vocês. ;)

Dicas:
– Em Amsterdam todo mundo fala inglês perfeitamente. Não teve uma pessoa com quem eu tenha falado que tivesse inglês ruim, os coitados devem é ter sofrido para me entender. Hahaha.
– No mercado a maioria das águas é com gás. Eu odeio água com gás e tomo água o dia todo, então me ferrei dois dias seguidos tentando encontrar a que era sem gás. Peguei a azul marinho em um dia e ela tinha MUITO gás. No dia seguinte peguei outra cor e tinha menos gás, mas ainda tinha. Só acabei descobrindo qual era a cor da tampa da água sem gás (que eu não lembro mais, desculpa aí) porque a caixa do mercado me avisou. Ela disse que a maioria dos turistas erra e acaba tomando água com gás sem querer. Muito gente fina essa menina.
– O que eu acho que você não pode deixar de provar por lá? Stroopwafel (amor eterno, amor verdadeiro) e refrigerante de cassis. Aqui no Brasil eu evito ao máximo tomar refrigerante, mas esse de cassis era bom demais e eu tomei feito uma louca. Delicioso! <3
– Você vai encontrar muita gente fazendo “turismo-woohoo” por lá, se acabando na maconha. Vi de grupos de adolescentes à excursões de vovôs que saíam malucos dos coffeeshops fazendo o maior auê. E eram turistas, porque a galera da cidade que frequenta os coffeeshops ficava de boa sentada nas mesinhas da calçada fumando, conversando, numa boa. Já no trem um turista muito louco sentou ao meu lado e, além de feder a maconha e estar totalmente chapado, foi comendo um bolinho de maconha muito fedido o caminho todo. Depois ainda lambeu o papel, foi muito nojento. A cara do rapaz que estava sentado de frente pra nós dois e via tudo de camarote foi impagável. Hahaha.
Tome cuidado com as bicicletas. A cidade é realmente cheia delas e, se você não tomar cuidado, pode acabar sendo atropelado por uma ou causar um acidente. Preste muita atenção.
Respeite a entrada e saída das pessoas nos vagões de trem e metrô. Não coloque os pés nos assentos. Vi gente levando bronca por causa disso.
Ande. Pegamos metrô só no primeiro dia porque as mochilas estavam pesadas e o trem para ir e voltar do aeroporto. Fora isso, andamos o tempo todo e foi tranquilo. Dá para andar com a câmera na mão, sem medo de ser assaltada (que saudade disso!), as ruas são na maioria planas e você não se cansa muito. Quando cansar, é só encontrar o canal mais próximo e dar uma paradinha para descansar e apreciar a vista ;)

Amsterdam – Lugares que conheci por acaso

Quantas vezes já falei por aqui que ter tido a Paula para passear com a gente por Amsterdam foi uma maravilha? Foi com ela que acabamos conhecendo a maioria dos lugares que não estavam em nosso roteiro e que foram muito legais. Andar pela cidade, ver com mais calma o dia-a-dia da cidade e descobrir cantinhos cheios de história é gostoso demais e fez os nossos dias pela cidade serem muito mais especiais. :)

Canais

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Que Amsterdam é toda cortada por canais você provavelmente já sabe. Antes de ir encontrei alguns roteiros falando sobre os canais mais bonitos, quais geram fotos mais legais… e, sinceramente, não lembro o nome de nenhum por onde a gente passou e chegou uma hora em que eles pareciam quase todos iguais. Tem TANTO canal, o tempo todo, fica difícil de guardar os nomes e acho um pouco de bobeira sair procurando um em específico só porque dizem que lá dá para fazer fotos mais bonitas. Em todos dá para tirar fotos legais. Mas eles são lindos mesmo e, se der, dizem que vale a pena fazer um passeio de barco por eles. A gente não fez, mas a próxima vez que eu voltar para lá no verão não saio de lá sem fazer. ;)

amsterdam-canais02 amsterdam-canais03 amsterdam-canais04Blue Cafe

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O Blue Cafe é um restaurante que fica no topo de um shopping e, de lá, você tem uma vista super bonita da cidade. Eu queria ir desde que li essa lista da Paula com 5 coisas para se fazer na cidade e não decepcionou. A gente chegou em cima da hora para fecharem, então só pedi uma água e tiramos as fotos bem rapidinho. Aliás, se você for lá ver a lista da Paula vai ver o que ela acha do Winkel 43, onde ela levou a gente para comer uma das melhores tortas de maçã da nossa vida. <3

Depois, lendo no Ducs Amsterdam, descobri que o shopping onde o Blue Cafe está foi construído no local onde um dia existiu a primeira prisão de Amsterdam, onde processavam o Pau Brasil tirado daqui da nossa terra. O prédio original foi derrubado, mas mantiveram um dos portões, com essa escultura da foto abaixo.

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 Vlaams Friteshuis Vleminckx

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Bem em frente à esse portal da antiga prisão que eu falei aí em cima tem uma ruazinha. Andando nem 100 metros por ela você vai encontrar, no número 33, uma portinha que vende batatas fritas. Eu tinha lido em algum lugar que essas eram consideradas as melhores batatas da cidade e como tava quase na hora do almoço, resolvi provar. E ó: beeeem boa. E beeeeeem cheia de maionese! Hahaha. Quase tive um treco de tanto comer, o Henrique tinha comido muito no café da manhã e só pegou um pouquinho pra provar.

E sim, tô olhando essa foto e sentindo saudades das batatas. Que fome!

Browerij ‘t IJ

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A gente pensa em Holanda e vem logo à cabeça a imagem de moinhos. E aí você chega em Amsterdam e não tem moinho nenhum pra ver. Hahaha.

Esse, da Browerij ‘t IJ é o único da cidade. A cervejaria artesanal é bem popular, mas não sei dizer se tem cerveja boa porque quando passamos por ela tínhamos acabado de almoçar um lanche delicioso, estávamos quase rolando. Mas uns amigos foram há pouco tempo e elogiaram muito, então agora estou doida para provar também. Hahaha.

amsterdam-broujMercado de pulgas da Waterlooplein

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Toda vez que lembro dessa praça começa a tocar Abba na minha FM mental. Hahaha.

É um mercado de pulgas ao ar livre, mas além das coisas antigas também dá para encontrar muita coisa nova. É a boa e velha feirinha hippie, sabe? A gente só andou e olhou, não compramos nada (não cabia nem mais uma agulha nas nossas mochilas)… é um passeio legal, dá para ver peças de roupa e objetos bem curiosos.

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