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Suíça – Yverdon Les Bains – Musee d’Yverdon et région

Eu nunca tinha ouvido falar de Yverdon Les Bains e, quando perguntei para minha irmã se ela já conhecia a cidade, ela me disse que também nunca tinha ouvido falar. Procurei e não achei muita coisa de gente que visitou a cidade, mas estava decidida a ir. Por quê? Porque vi que a cidade tinha um museu de moda e outro de ficção científica. Ahhhh, eu tinha que ver isso de perto!

Chegamos cedo na cidade e fomos procurar o tal museu de moda, que era pertinho da estação de trem. E não achamos. Rodamos, rodamos e nada. Até que vi que tinha uma plaquinha pequenininha falando que a área de moda estava fechada até dali algumas horas. E aí fomos ver outras coisas na cidade, nos empolgamos e quando vimos já estava tarde. Perdi o museu de moda, mas por fotos que vi no Google ele não era nada demais e os outros passeios na cidade valeram MUITO a pena.

Monumento à Pestalozzi, o morador mais ilustre da cidade.
Monumento à Pestalozzi, o morador mais ilustre da cidade.

Yverdon Les Bains é uma cidade na parte francesa da Suíça e, pelo que percebemos, é uma cidade mais pobre/comum. Não que seja uma cidade realmente pobre, mas foi a única onde vimos gente encarando, chegando perto para ver se rolava uma esmola e tal, sabe? Depois minha irmã disse que toda cidade estabelece um dia para a distribuição de drogas aos viciados e que provavelmente fomos à Yverdon no dia da distribuição deles e, por isso, encontramos tanta gente com cara de acabada, cansada e pidona perto da estação de trem. Pode ser uma explicação também, porque quanto mais nos afastamos da estação mais tranquila a cidade ficava.

Musee d’Yverdon et région

A praça central de Yverdon les Baines. Essa aranha pendurada era para promover a mostra que rolava no museu de ficção científica.
A praça central de Yverdon les Baines. Essa aranha pendurada era para promover a mostra que rolava no museu de ficção científica.

Acabamos caindo em uma praça central da cidade e, lá, vimos um castelo. Como sabíamos que com o Swiss Pass tínhamos entrada de graça em praticamente todos os museus e castelos, resolvemos xeretar. O castelo não era muito grande, então achamos que não teria muita coisa a se ver, mas nos enganamos totalmente.

Como a gente não sabia muito sobre a história da cidade, achamos o museu super completo. A história começa a ser contada desde da era do Ferro, passa por todas as eras (e etapas da sociedade local), até o começo do século passado. Tem algumas salas bem recheadas com artefatos, pedaços de pedras e até ossadas desses tempos mais remotos.

Um crânio mais alongado encontrado na região.
Um crânio mais alongado encontrado na região.

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Como o próprio nome da cidade dá a dica, a região ficou conhecida por ser onde as pessoas iam passar férias, aproveitando as termas e se banhando (nos tempos em que não era todo mundo que tinha banheiras de verdade em casa). Era um destino turístico super concorrido, famoso e chique.

Tem também muitas salas cheias de objetos antigos (câmeras fotográficas, caixas de cigarro, aparelhos médicos). A impressão que dá é que mantiveram viva a memória da sociedade e da tecnologia daquela época, não se prenderam somente à história física da cidade.

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Ali no castelo morou um pedagogo super famoso, chamado Johann Heinrich Pestalozzi. Hoje, dizem que ele é um dos pais da pedagogia moderna (tem até escolas por aqui com o nome dele). O cara era muito popular já naquela época e recebia várias visitas e presentes ilustres. Um desses presentes foi uma múmia, trazida diretamente do Egito. É a múmia mais bem conservada que existe e está em exposição em uma salinha bem pequena, só dela. Não tirei foto porque eu e meu medo de estátuas não conseguimos ficar muito tempo por perto, tal era a conservação dela. Hahaha. X)

Também tem uma sala cheia de bicicletas antigas, salas e salas com manequins vestido uniformes (creepy!) e armas militares, um sótão com exposição de fotos e, no final, uma sala bem grande com uma barca de madeira que data de algum período realmente antigo (muito mais de 1000 anos, com certeza) e que já não lembro.

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Toda a visita é guiada por áudio, provavelmente disponível em francês, alemão, italiano ou inglês. Não tenho certeza, mas não lembro de ter encontrado áudio guia em português na Suíça.

Acho que passamos umas 3h vendo todo o museu. Quando saímos, sentamos na praça para comer nossos sanduíches feitos em casa (viajante pobre, benhê! Nada de restaurante pra gente.) e quase tive meu lanche roubado por um passarinho super assanhado. Hahaha.

Bem em frente à saída do castelo fica o museu de ficção científica. Eu ia falar dele hoje também, mas o post já estava muito grande. Logo logo falo, achei sensacional!

Mais informações: Site oficial

Berlim – ai que saudade!

Essa noite sonhei que estava em Berlim passeando, voltava para o Brasil e voltava para Berlim, dessa vez para morar. E aí acabei aqui, sentada olhando fotos de lá. Ô saudade! <3

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A entrada do Zoo. Linda, né?
A entrada do Zoo. Linda, né?

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Clica aí, colega! #20

Siiiiiim! Um post de links em plena sexta-feira. Fazia tempo que isso não acontecia, né? O último foi em junho! Desculpa aí.

Os links não estão muito atualizados, tem coisa que guardei aqui há semanas e eu sei bem que o risco de você já ter visto o link a essa altura é enorme, mas vai que não viu? Então tô linkando. :p

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– Sabe o que é frequência afetiva? Eu vivo sofrendo de culpa por não conseguir ver todos os amigos o quanto que gostaria e me identifiquei muito com esse texto do Eduardo Benesi.
– A gente sempre vê relatos de transgêneros, mas eu nunca tinha lido a história pela ótima de uma mãe. Vale a pena ler essa matéria da Época.
– Você usa absorventes internos? Então é seu DEVER ler essa matéria da Vice e prestar atenção à embalagem dos seus.
– A gente já viu vários livros e filmes sobre a vida dos presos homens no Brasil, mas faltava olhar um pouco mais de perto a vida das mulheres encarceiradas. Essa matéria da Galileu sobre o livro “Presos que menstruam” mostra o absurdo a que são submetidas as mulheres nas penitenciárias brasileiras.
– Como tia, eu tento sempre prestar atenção ao que falo para as sobrinhas. Adorei esse texto sobre o empoderamento infantil de meninas, do Lado M. Vale a pena todo mundo ler, para repensar alguns conceitos que passamos para as crianças sem nem ao menos entender o por quê.

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– Uma ação publicitária que mostra na prática como é a vida de uma mulher (que recebe, em média, 30% a menos que os homens ocupando os mesmos cargos de trabalho). A ação era bem simples: no restaurante todos os pratos pedidos por homens tiveram um acréscimo de 30%. Vale a pena ver o vídeo no post do Hypeness, as reações são interessantes. A ação provavelmente foi criada para tentar prêmio em Cannes e mesmo assim não perde o mérito. ;)
– O canal GNT ganhou nova identidade nas chamadas e aberturas de programas (linda, aliás) e, por ser totalmente baseada na tipografia exclusiva criada por um profissional argentino, levantou a questão: porque o Brasil não tem tradição em tipografia?
– iPhone é legal, né? Pois é, eu também não me vejo comprando nenhum outro celular. Só tem um detalhe: o seu está gravando nele horários e endereços de onde você vai todos os dias. Um tanto assustador, né? Fiquei sabendo disso nesse artigo da Esquire e lá mesmo aprendi a acabar com essa brincadeira.
Lec é uma mulher muito legal e fez uma lista de 5 regras para quem quer dividir apartamento. Ela escreveu para roomates, mas ó: algumas valem também para marido e mulher, irmãos, todo mundo.
– Vira e mexe alguém que sigo/conheço na internet tem filho e eu fico apaixonada pelo bebê. Clarice, a filha da Nanda, é minha paixonite do momento. Que menina mais linda! A Nanda tira fotos dela toda semana para acompanhar seu crescimento e fez um post bem legal explicando como fazer isso (tem até a dica de tutorial para aprender a colocar a arte com o número da semana no body).

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Lya foi responsável por um novo vício: George Ezra. Foi lendo esse post dela sobre o mocinho inglês que tudo começou.
– A Luiza deu dicas de como substituir a cabeceira da sua cama de forma barata e fácil. Achei a coisa mais linda essa “cabeceira” amarela aí de cima!
– A modernidade chegou ao tradicional Chuck Taylor All Star. A Nike (dona da marca desde 2003) resolveu fazer uma versão um pouco mais confortável do modelo. Visualmente não mudou muito, mas a empresa promete que o Chuck II será mais gostoso de ser usado por longos períodos. Fiquei bem curiosa, sou fã do modelo tradicional. Você pode ver a notícia inteira aqui no Gizmodo.
– Como viver sem um carregador portátil para o celular? Eu comprei um no camelô e me arrependi, quebrou rapidinho. Agora estou precisando urgentemente de um que preste e esse post da Bia com dicas para escolher um novo foi bem útil.
– Pronto, já tenho desculpa para voltar a Berlim: 10 lugares criativos e de graça na cidade. O único lugar dessa lista que consegui visitar foi a East Side Gallery, alguns outros estavam na minha lista e não rolaram e outros eu nunca tinha ouvido falar. Tô morta de vontade de pegar o primeiro avião e é tudo culpa do Follow the Colours.

E hoje também saiu um post que escrevi para o Mais 20 minutos, da Letz: como iniciar na corrida. Tem dicas bem básicas, mas que valem ser lembradas caso você esteja querendo começar a correr também. ;)