cinema

Andei lendo: Garota Exemplar | Gillian Flynn

garota-exemplar

Sempre tive curiosidade de ler Garota Exemplar, só pelo nome. Nunca tinha lido resenha dele ou procurado saber mais e jurava que era um livro água com açúcar, bem tipo Nicolas Sparks. Hahaha. Só quando saiu o trailer do filme, lançado no ano passado, que descobri que era uma história de mistério. Fiquei com mais vontade ainda de ler, adoro livros de crimes. :)

Nick e Amy Dunne se conheceram em Nova Iorque, casaram e tinham uma vida fabulosa por lá. Isso até ambos perderem o emprego, a mãe de Nick ficar doente e eles resolverem se mudar para a cidade natal de Nick, no interior do Mississippi. A ideia da mudança veio em uma época em que a relação dos dois já não estava tão bem e só ajudou a piorar tudo.

No aniversário de cinco anos de casamento, Amy desaparece. Os móveis da sala indicam que houve uma briga, o ferro de passar roupa ligado na tomada indica que Amy não tinha intenção de sair de casa e a presença de marcas de sangue no local mostram que ela foi ferida antes de ser tirada de casa. Ao longo da investigação, a falta de álibi e a relativa calma de Nick faz com que ele se torne o suspeito número um de ter assassinado a esposa.

Os pais de Amy são autores de uma série de livros infantis muito famosa, escrita desde a infância da filha. No livro, Amy Exemplar é sempre a aluna, amiga e filha perfeita, fazendo escolhas certas, levando uma vida correta e sendo querida e amada por todos. É com essa pressão que a Amy verdadeira cresce, é a esse padrão que ela sente que tem que corresponder. Por causa disso, o sumiço de Amy se torna uma febre nacional, com programas e programas dedicados ao assunto.

O livro todo é narrado por Nick e Amy e, mais para o final, acabamos descobrindo que uma das narrativas estava nos enganando o tempo todo. Achei muito interessante toda essa construção, realmente me surpreendeu. Também fez com que eu fosse alternando minha torcida, hora desejando que Amy ainda estivesse viva e hora achando que ela era uma chata, tinha que estar morta mesmo. Hahaha.

Quero muito assistir ao filme, mas ainda não deu tempo. Achei ótima a escolha de Ben Affleck e Rosamund Pike para os papéis principais, mas confesso que já imaginava os personagens com a cara deles enquanto lia, por causa do trailer. :X

Preço: R$ 22,41 no Submarino.

Este livro me ajudou a cumprir o item 04 do 2015 Reading Challenge.

BEDA-2015

Suíça – Yverdon Les Bains – Maison d’Ailleurs

No último post sobre a viagem, falei um pouco sobre a cidade e o museu com a história dela, então hoje resolvi falar do meu passeio favorito na cidade, o Museu de Ficção Científica chamado Maison d’Ailleurs.

mason-dailleurs01

Eu tinha lido antes que o museu tinha muita coisa sobre Jules Verne e que era imperdível por isso. Fiquei curiosa, mas vou confessar: nunca li nada do autor. NADA. Sabia que o cara escreveu Vinte Mil Léguas Submarinas e meu conhecimento parava por aí. Tô falando isso por um motivo bem simples: tudo o que vou falar daqui pra frente poderia ser bem diferente caso eu fosse fã do cara.

Ao entrar no museu, passamos pela parte em que estava exposto todo o material sobre Ficção Científica moderna. Quadrinhos, filmes, livros… tudo que foi importante de alguma maneira para o tema. Tem uma parte bem legal onde você pode ouvir trilhas sonoras de filmes, em cabines. A gente passou um bom tempo por lá xeretando tudo.

Isso é papel recortado! :O
Isso é papel recortado! :O

Depois, entramos na área reservada para as exposições temporárias. Demos sorte e pegamos uma bem legal com obras de arte inspiradas em super heróis. A mostra era sensacional, com colagens, pinturas e esculturas. Em uma sala estavam várias estátuas de heróis feridos, com sangue dourado saindo deles. Em outra, havia versões dos heróis quando ainda estavam dentro da barriga da mãe e, sério, achei sensacional. Com certeza essa mostra foi a parte mais divertida de toda a visita.

mason-dailleurs02 mason-dailleurs03 mason-dailleurs04

Depois, passamos para o prédio ao lado por uma passarela e caímos em uma sala bem grande, dedicada ao Jules Verne. Tinha bastante figurino de peças escritas por ele, manuscritos, pôsters de filmes e peças. Também tinha algumas obras de arte e uma parte com maquetes, que estava fechada no dia em que fomos. Sinceramente? Depois de ter me divertido tanto com a parte dos super heróis, achei essa parte bem fraca.

mason-dailleurs07

Sempre rolam essas exposições temporárias e, geralmente, os temas são super legais (na semana seguinte à que eu fui, ia começar uma de Game of Thrones!). Vale a pena conferir no site para ver qual é a do momento. Até janeiro de 2016 é uma de robôs.

Maturidade zero ao ver que tinha uma exposição toda sobre super heróis. Xp
Maturidade zero ao ver que tinha uma exposição toda sobre super heróis. Xp

Mais informações: Site oficial

Os 5 últimos assistidos no Netflix #4

Platoon


Diretor: Oliver Stone
Ano de lançamento: 1986
Duração: 1h59
O que achei: ★★★★☆ 

Já tinha ouvido falar do filme , mas nunca me interessei muito até que assistimos ao Roast do Charlie Sheen, em que ele disse que era um dos filmes de que mais se orgulhava de ter participado. Aí bateu curiosidade.
Charlie é Chris, um rapaz de família rica que resolve se alistar como soldado na Guerra do Vietnã. Ele sai de casa pensando que será um herói, mas se depara com todo o horror da guerra, com os perrengues e perigos de ser o exército inimigo tão longe de casa.
O filme é bem legal, cheio de personagens interessantes (adorei o Sgt. Elias, do Willem Dafoe). Dá um certo nervoso só de pensar nas condições dos soldados, na loucura que era tudo aquilo e no tanto de droga que eles usavam para escapar um pouco da realidade.
Gostei bastante, gosto quando o Charlie Sheen faz papéis em filmes mais sérios.

A invasão (The arrival)


Diretor: David Twohy
Ano de lançamento: 1996
Duração: 1h55
O que achei: ★☆☆☆☆ 

No mesmo dia em que assistimos Platoon, assistimos esse. Isso que dá pesquisar por um ator específico no Netflix. Hahaha.
Zane Zaminsky (Charlie Sheen) é um astrônomo que capta sinais vindos do céu e resolve investigar isso, mesmo depois de perder o emprego por ter tocado no assunto. Zane vai para o México investigar, pessoas são assassinadas pelos alienígenas e o filme todo é a maior viagem. Na metade do filme eu já estava torcendo para tudo acabar logo. Hahaha.
Geralmente gosto de filmes com essa temática, mas nesse era tudo tão bizarro que virou galhofa, sabe? :/

A arte da conquista (The art of getting by)


Diretor: Gavin Wielsen
Ano de lançamento: 2011
Duração: 1h23
O que achei: ★★★☆☆ 

George (Freddie Highmore) é um adolescente solitário e um tanto problemático. Ele vive sem ter vontade de fazer nada, não vê importância em pensar no futuro e acaba levando a vida sem grandes ambições. Um dia ele conhece Sally (Emma Roberts), uma das garotas mais populares da escola e de quem fica amigo.
Toda a relação de George e Sally é baseada no amor que ele sente por ela, mas a menina faz questão de ignorar todos os indicativos disso e, claro, acaba sendo uma maledeta com ele.
É um filme de amor adolescente, um tanto mais complexo do que estamos acostumados a assistir. Gostei bastante, fiquei torcendo pelo George o tempo todo e feliz porque o final foi como eu queria (mas não posso falar, né?).

What happened, Miss Simone?


Diretor: Gavin Wielsen
Ano de lançamento: 2015
Duração: 1h42
O que achei: ★★★☆☆ 

Nina Simone foi uma das grandes vozes americanas e, aposto, você demorou muito para ouvir falar nela. Eu sempre gostei muito de cantoras americanas das décadas de 50 e 60, mas confesso que nunca tinha ouvido muitas músicas dela ou procurado saber um pouco mais sobre sua história.
Esse documentário dá uma boa ideia sobre a importância musical de Nina, mas mostra também o lado fodasticamente político dessa mulher. Ela escreveu a música que viria a se tornar praticamente o hino do ativismo negro nos Estados Unidos, se pronunciou publicamente contra a Guerra do Vietnã, participou de manifestações pelos direitos civis e apoiou com dinheiro as causas em que acreditava. Para se fazer isso, sendo mulher, negra e famosa, naquela época era preciso muita coragem.
Ela sofreu abusos do marido e agente por muitos anos e, segundo sua filha, repassou esses abusos para ela quando se separou. Teve muitos problemas pessoais, pois sofria de problemas psicológicos e teve que tomar remédios controlados.
Toda essa parte problemática é muito mais explorada no documentário do que a parte musical e isso me frustrou um pouco. Mesmo adorando saber histórias biográficas dos artistas, gostaria de ter conhecido um pouco mais sobre a obra musical da cantora enquanto assistia.

Sherlock


Ano de lançamento: 2010
Episódios: 11
O que achei: ★★★★★ 

Já li algumas histórias de Sherlock Holmes, já assisti aos filmes com o Robert Downey Jr. e tinha muita curiosidade em assistir essa série. Várias pessoas já tinham me falado bem e eu estava só vencendo a preguiça de assistir aos episódios super longos (em média 1h40 cada). Aí um dis estava aqui em casa de bobeira, coloquei e em menos de 10 minutos já estava adorando. O Henrique ficou curioso, pediu para eu voltar o episódio desde o começo e pronto: ficamos os dois viciados.
Escolheram super bem os atores: Benedict Cumberbatch (de O Jogo da Imitação)  é Sherlock e Martin Freeman (o Bilbo Bolseiro, d’O Hobbit) é o Watson. Os dois tem uma química muito boa juntos!
Os episódios são praticamente longa-metragens e mesmo assim não são cansativos. Acontece tanta coisa em cada um deles que não é aquela coisa de enrolação, sabe? Cada temporada tem, no máximo, 5 episódios, então também é rapidinho de assistir tudo.
Como é uma produção inglesa, o humor da série é bem característico. Eu adorei, me diverti horrores.
Estou doida para assistir aos novos episódios, que saem no ano que vem.