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Amsterdam – Anne Frank Huis

Eu sei, Amsterdam tem MUITO museu. E sim, eu sei que todo mundo tem que ir em vários museus na cidade porque eles são imperdíveis. Maaaaas…. eu só fui em dois. Ha! A gente foi a vários castelos e museus durante toda a viagem e quando chegamos em Amsterdam já estávamos meio cansados da coisa, sabe como? Por isso focamos só em dois que queríamos muito: a casa da Anne Frank e o do Van Gogh. Era para eu falar dos dois nesse post, mas acabei falando taaaanto sobre a casa da Anne que ficaria enorme se fizesse isso. Quem sabe outro dia não falo do museu do Van Gogh, né? ;)

Não tenho foto alguma de lá porque é probido fotografar lá dentro. Então peguei fotinhas no São Google para ilustrar, porque é demais e eu não podia deixar de mostrar algumas imagens aqui.

Essas viraram minhas fotos favoritas da Anne. Comprei postal com algumas delas. Foto: mimmis.olsson
Essas viraram minhas fotos favoritas da Anne. Comprei postal com algumas delas. Foto: mimmis.olsson

A Anne Frank Huis é a casa onde Anne Frank, sua família e alguns amigos ficaram escondidos dos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Otto, seu pai, tinha uma empresa nesse prédio e aproveitou o sótão para abrigar a família. Hoje o museu ocupa o prédio original e o do lado.

Pegamos uma fila grande e um tanto demorada para fazer a visita, mas você pode comprar os ingressos no site e ir direto para a entrada na hora marcada. Bem mais tranquilo. ;)

Ao entrar, você vai conhecendo a história de Anne em detalhes. Os anos em que a família morou na Alemanha, a vida que levavam depois de se mudarem para Amsterdam, os amigos que os ajudaram a permanecer escondidos dos nazistas por dois anos e os amigos que se esconderam junto com eles. Essa parte é toda nos primeiros andares do prédio, então você vai passando por onde os funcionários andavam na empresa do pai de Anne sem saber de nada sobre os judeus escondidos a alguns metros.

Em uma dessas salas tem uma maquete que mostra a disposição dos móveis na época do esconderijo. Como os nazistas esvaziaram todos os cômodos quando prenderam os Frank, o pai de Anne não autorizou que colocassem móveis parecidos de volta, pois ele queria que as pessoas vissem o lugar como ele realmente tinha ficado. Por isso a maquete é bem interessante, só nela você consegue ter uma visão geral dos móveis que ficavam por lá.

Foto: MX Award
Foto: MX Award

Você vai caminhando e subindo escadas e de repente dá de cara com a famosa porta/estante de livros que Anne tanto fala em seu diário. A estante é super normal e fica difícil imaginar que há uma porta atrás dela. Ao passar ali, você sobe para os cômodos do esconderijo, vazios e com as paredes deixadas exatamente como estavam no dia em que a família foi levada dali. No quarto de Anne ainda podemos ver os recortes de famosos que ela colava na parede, exatamente como eu imaginava.

Você pode passar por todos os cômodos mas não pode subir ao sótão, onde Anne deu seu primeiro beijo. A escada para lá está baixada, mas há uma tampa de acrílico que impede de subir. Uma pena, a vista lá de cima deve ser bem legal, como Anne dizia.

Depois de passar pelos cômodos você acaba entrando no prédio do lado, sem perceber. Ali há telas com depoimentos de pessoas que conheceram Anne ou passaram algum tempo no mesmo campo de concentração por onde ela e seus familiares passaram. Também há algumas curiosidades sobre os funcionários de Otto que ajudaram a família a se esconder e vídeos de pessoas (famosas ou não) sobre a importância do Diário de Anne para eles.

O banheiro do esconderijo. Foto: n8
O banheiro do esconderijo. Foto: n8

A última parada é a lojinha e olha: eu queria TUDO. Hahaha. Lojinha de museu sempre tem várias coisas legais, mas a da Anne tinha edições lindas do diário (a mais legal, com a capa meio fofinha foi lançada no final do ano passado aqui no Brasil. LINDA!), alguns outros livros sobre a família e a vida dos judeus durante a Guerra, postais e tudo quanto é tipo de presentinhos. Saí de lá com um livro muito legal com muitas fotos e curiosidades sobre o esconderijo e alguns postais. Na mesma noite devorei todo o livro, de tão interessante que é. Quero reler para resenhar direitinho para vocês, porque é muito legal.

Na resenha do livro já falei um pouquinho sobre a piração que sempre tive com a história da Anne, então você pode imaginar a emoção que foi estar lá, na casa onde ela, sua família e seus amigos passaram alguns anos escondidos. Sempre ouvi dizer que tudo é muito pequeno e imaginava assim mesmo, mas estar lá e realmente ver o quão pequeno era o espaço e imaginar passar anos sem sair dali é um tanto quanto sufocante. É bem comum você encontrar pessoas chorando durante a visita e confesso que eu mesma fiquei com os olhos cheios d’água várias vezes. É impossível para mim imaginar todo o sofrimento pelo qual aquela e tantas outras famílias passaram durante aqueles anos.

Caso você esteja se perguntando sobre a casa onde Anne morava antes de ir para o esconderijo, ela ainda existe. Fica na Merwedeplein, no sul de Amsterdam, onde hoje fica uma estátua da menina. Hoje não é habitada por ninguém, nem aberta a visitações. Houveram algumas visitações de um único dia, mas o apartamento é usado principalmente como abrigo para escritores refugiados que eram perseguidos em seus países de origem. Você pode ver um vídeo do apartamento aqui.

Mais informações: Site oficial

Amsterdam – Spuistraat

A Spuistraat é uma rua com um grande atrativo para mim, que amo grafite: é praticamente uma galeria a céu aberto. Não tinha colocado a rua no meu roteiro original, mas logo que chegamos lá eu comecei a pesquisar no Ducs Amsterdam coisas diferentes para fazer e caí nesse post. Como já tinha lido um pouco sobre squats e as fotos que achei no Google mostravam artes lindas, fomos até lá.

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Antigamente uma rua cheia de escritórios e sem graça, a Spuistraat mudou de rumo quando em 1983 squatters invadiram um de seus prédios e fizeram ali um dos squats mais famosos da cidade.  Localizado no número 199, o De Slang – The Snake House serviu de residência para vários artistas e criativos idealistas e foi assim que a rua foi ganhando cores e desenhos ao longo dos anos. Há anos existem batalhas judiciais para devolver o prédio aos donos e, na última semana, os nove últimos moradores do squat saíram do imóvel voluntariamente (após terem resistido por alguns dias).

A fachada do De Slang, com uma faixa chamando para assinar a petição contra a retomada do prédio.
A fachada do De Slang, com uma faixa chamando para assinar a petição contra a retomada do prédio.

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A rua é curtinha e realmente tem grafites lindos, mas não sei como ficará agora que o De Slang não existe mais. Vale a pena dar uma passada por lá para ver como tudo está, duvido que os grafites desapareçam da noite para o dia. ;)

Berlim – Ampelmann, Trabant e o Buddy Bär

Andando por Berlim é impossível não notar a presença constante de três ícones da cidade: o homenzinho do farol Ampelmaan, o carrinho simpático Trabant e as estátuas de urso com suas versões coloridas e divertidas. Eu não podia deixar de falar um pouco mais sobre eles, foi bem divertido andar por lá e dar de cara com algum desses três ícones a todo momento. ;)

Ampelmann

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Andando pela antiga parte Oriental da cidade você vai reparar que os bonequinhos nos sinais de pedestres são diferentes dos usados na outra parte da cidade. Esses tem chapéu, um contorno diferente e são chamados de Ampelmann (em uma tradução livre, “o homem do semáforo”).

Foram criados após um psicólogo de trânsito chegar à conclusão de que as pessoas responderiam melhor aos sinais de trânsito se eles fossem menos impessoais e mais simpáticos, criando um laço afetivo com os cidadãos. E assim todos os sinais para pedestres do lado Oriental ganharam o contorno desse homenzinho simpático.

Depois da queda do Muro houve a unificação dos sinais e eles foram substituídos pelos universais (iguais aos que usamos aqui no Brasil). Isso gerou uma revolta entre os moradores do ex-lado comunista, tiveram que fazer uma votação para saber se mudavam para o contorno universal e, claro, o Ampelmann ganhou. Assim boa parte dos sinais que ficam na antiga parte Oriental da cidade voltaram a ter o Ampelmann como ícone.

Hoje há uma rede de lojas (chamava Ampelmann) que vende todo tipo de produtos com os bonequinhos. Tem camiseta, chaveiro, copo, camiseta, imã, marcador de página, guarda-chuva, bolsa, toalha… os ítens são uma graça e a gente entrava em todas as lojas da rede que víamos, já que em cada uma encontrávamos alguma coisa diferente. Todo o lucro gerado pela venda desses produtos é de direito da antiga Alemanha Oriental, servindo para realizar melhorias na área. Trouxe para casa um par de imãs, são meu xodó.

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Mais informações: Site oficial

Trabant

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O Trabant era o carro “oficial” da Alemanha Oriental. Produzido por uma indústria alemã especificamente para venda do lado comunista do país, tinha a carroceria feita de um material plástico muito parecido com fibra de vidro e que barateava seu custo. Isso gerou até um grande problema nos anos 90, já que não conseguiam eliminar as carrocerias antigas (que não eram recicláveis) e tiveram que desenvolver um fungo para isso (!!!).

A palavra Trabant significa “companheiro de viagem” e era exatamente isso o que ele era para os moradores do lado oriental do país. O chamavam de Trabi (acho muito mais legal esse apelido do que o nome original) e podiam chegar a, no máximo, 100 km/h com ele.

Claro que depois da queda do Muro o carro deixou de ser tão usado e alguns donos até os abandonavam na rua quando percebia o quão obsoleto ele era. Hoje você pode até alugar um para andar pela cidade, cada um tem uma pintura diferente (tipo esse de bolinhas na foto aqui embaixo) e são super bonitinhos. É em um dele que você pode entrar no DDR Museum.

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Mais informações: Trabi-Safari

Buddy Bär

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O urso é o símbolo das armas de Berlim há vários séculos e acabou se tornando o símbolo da cidade (está até na bandeira dela). Em 2003, inspirado na Cow Parade, foi criado o Buddy Bär (um “urso camarada” de 2m de altura) e enviado para 350 artistas fazerem suas versões próprias, para serem expostas nas ruas da cidade. Quando mais de um urso era exposto junto, eles eram colocados lado a lado para parecer que estavam dando as mãos, simbolizando união.

Hoje os Buddy Bärs são exibidos no mundo todo (já passaram até pelo Rio de Janeiro) e muitos continuam pelas ruas de Berlim, geralmente na porta de consulados ou estabelecimentos comerciais.

Eu, bobona que sou, tirei foto com vários. HAHAHAHA. Sempre de mãozinha pra cima porque queria imitar a pose deles. Se eu sempre me empolguei com a Cow Parade, imagina se não ia me empolgar com ursos gigantes? Até parece. :p

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berlim-ursos03Mais informações: Site oficial