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Made by… Feito por Brasileiros

Não sei se já falei por aqui, mas sou doida por prédios antigos. Meio abandonados então, eu piro. E tenho que confessar que era por esse motivo que eu queria tanto visitar a Made by… Feito por Brasileiros, realizada no prédio do antigo Hospital Matarazzo, fechado há mais 20 anos.

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A exposição iria até o dia 12/10 e, como não consegui ir até o dia, já tinha dado como perdida a vontade de conhecer o hospital por dentro antes que ele seja demolido/restaurado/sabe-se lá o que vão fazer com o coitado. Aí ontem fui com uma amiga à exposição do Castelo Rá-Tim-Bum e, com uma espera de quase 7h para poder entrar, desistimos. Resolvi procurar pela Made By… no Google, vai que tinham prorrogado, né? E tinham! A exposição vai até hoje, das 10h às 12h e das 14h às 16h. Então se você tá à toa hoje, recomendo que vá!

Pelo nome, eu achava que só veria trabalhos de artistas plásticos brasileiros, mas não. Tem muitos nomes internacionais e, sendo bem sincera, pouquíssimos eu conhecia. Dos mais famosos, tem o brasileiro Vik Muniz e o uruguaio Álvaro de García Zuñiga. Muita arte conceitual, muita instalação com vídeo.. eu não sou muito chegada, não entendo muita coisa, mas gostei muito de algumas.

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É de Vik uma das áreas mais interessantes: uma sala que conta a história de um hipocondríaco que, de tanto acreditar que estava doente, teria somatizado cálculos renais. Os médicos o operaram às pressas, mas ele não resistiu. Depois da operação, a surpresa: os cálculos não eram visíveis à olho nu. Ao olharem o recipiente onde colocaram eles, ninguém via nada. Ao balançar o mesmo recipiente, ouviam o barulho dos cálculos batendo. Colocaram líquido no recipiente e ta-da: os cálculos transparentes apareceram! Muito doida essa história! Encontraram os cálculos e todos os documentos que contam a história em um dos cofres que ficavam na sala da diretoria do Hospital. Nesse vídeo dá pra ver um pouco:

Os cálculos "invisíveis".
Os cálculos “invisíveis”.

Gostei tanto dessa parte que acho que todo o Hospital merecia ter ganho uma exposição só com histórias que aconteceram por lá. Seria super interessante. Fiquei pensando nisso ao ler essa matéria com antigos funcionários que voltaram ao prédio durante a exposição.

A exposição tem áreas fechadas, inclusive aquela em que alagaram tudo e onde, acho, era o necrotério do Hospital. Também li que algumas outras áreas foram fechadas por conta de uma outra obra que fazia “chover” dentro das salas e que estaria prejudicando ainda mais o prédio já arruinado, mas não sei se isso é verdade. A foto abaixo é dessa área.

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Uma instalação muito interessante e linda de morrer é a realizada na Capela da instituição. Toda feita com tecido, tricô e crochê, ocupa todo o teto e algumas partes do chão. É cheia de luzes que vão acendendo e apagando, fazendo um efeito lindo. É lindo demais ao vivo, não acho que as fotos tenham feito justiça à beleza da instalação.

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Os prédios do Hospital Matarazzo são enormes. E lindos. E detonados. E eu não acredito que provavelmente boa parte deles será demolida. O complexo foi comprado por um grupo francês que, até agora, não anunciou oficialmente no que transformará o local. Há boatos de que vire um complexo de lojas, estúdios e cinemas, somente com a fachada preservada. Será? Espero que algo além do que a fachada seja restaurada.

Exposição Nordeste reinventado na imagem gravada

Semana passada eu tinha um compromisso próximo ao Centro Cultural São Paulo e cheguei adiantada. Para matar o tempo, resolvi dar uma volta pelo Centro, já que fazia um tempão que não ia lá.

Quando entrei, a surpresa: está rolando a mostra Nordeste reinventado na imagem gravada, com xilogravuras representando 70 anos de arte nordestina. E olha: que coisa mais linda!

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Adoro xilogravura e fiquei um tempão lá admirando os trabalhos. Sempre imagino todo o tempo e trabalho que fazer a gravura na madeira exige, ainda mais porque você tem que pensar no desenho espelhado e tudo mais. É uma arte que merece muito reconhecimento e vale a visita. Tem artes lindas, antigas e novas. Os temas também vão variando, conforme o tempo passa. É muito interessante, já que a gente tá acostumado com as xilogravuras nordestinas mais tradicionais, retratando o dia-a-dia do sertanejo.

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A entrada na mostra é de graça e ela fica aberta até dia 12/10/2014. Tem mais informações aqui.

Buenos Aires – grafittes

Sou apaixonada por grafitti e fiquei maluca na cidade. A Galeria Bond Street foi o ponto alto para isso, mas pela cidade você também vê vários muito bonitos. Até os trens do metrô são grafitados. LINDO LINDO LINDO!buenos-grafitti1

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