apartamento

O que aprendi com a minha primeira casa

Deixar pra trás meu querido apartamento de frente pra pracinha não foi muito fácil. O espaço era bom, a gente tinha decorado cada cantinho do jeitinho que a gente queria (faltava muito ainda para terminar, mas tudo bem) e o bairro era uma delícia. Mas olha, agora que já se passou quase um mês desde que me mudei, a dó de deixá-lo já praticamente sumiu. O apartamento novo é maior, pertinho da família, em um bairro tão gostoso quanto e tá ficando ainda mais com a nossa cara.

Fiz essa lista enquanto estava me despedindo da casa antiga, morreeeendo de dó e pensando em tudo o que passamos por lá. Delícia de momento. <3

Coisas que eu adorava e ficara pra trás: estante da sala e o papel de parede, a parede azul do quarto, o varal de fotos da porta de entrada, o aparador com os únicos quadros da casa, a vista linda pro nascer do sol e o tampo da cozinha feito pelo namorado. <3
Coisas que eu adorava e ficaram pra trás: estante da sala e o papel de parede, a parede azul do quarto, o varal de fotos da porta de entrada, o aparador com os únicos quadros da casa, a vista linda pro nascer do sol e o tampo da cozinha feito pelo namorado. <3

1 – Armários são muito bem-vindos, mas eles te ajudam a ter tranqueiras. Sim, meus amigos. Quanto mais lugar para guardar de tudo e manter longe dos olhos, mais tranqueiras que você não usa e não precisa você vai ter.

2 – Dá para viver com pouquíssimos móveis. Claro que é muito mais confortável ter pelo menos os móveis básicos, mas dá pra viver sem alguns deles numa boa. Nos primeiros meses eu não tinha absolutamente nenhum móvel além da minha cama e olha: sobrevivi. Depois vieram basicamente todos quase de uma vez só, menos a mesa de jantar. Essa a gente nunca comprou e só sentíamos falta dela quando os amigos vinham jantar.

3 – Investir em uma boa cama nunca é demais. Experimente quantos colchões forem necessários, pague mico deitando no meio de várias lojas… não se acanhe. Uma boa cama vai fazer você sonhar em voltar para casa sempre que estiver cansado e olha, isso não tem preço.

4 – Você vai sentir falta dos seus pais. Tenho uma relação ótima com os meus e realmente gostava de morar com eles e da nossa rotina diária. Senti muita muita muita falta deles no começo e descobri que todo mundo que sai de casa sente, é normal. Sorte que o colo deles vai estar sempre pronto pra você, sempre que você quiser.

5 – Há limites para panos de pratos. Eu bordo e sempre fiz meus paninhos de cozinha. Também ganhei alguns de amigas e, como eles são baratinhos, no começo comprava sempre que via algum bonitinho pela frente. Resultado: tenho uma gaveta cheia deles, uso praticamente só os mesmos sempre e estou levando vários novinhos para a casa nova. Repito: não precisa sair estocando pano de prato como louco.

6 – Cada pequena conquista é uma grande conquista. Quando o sofá chega? Ô DELÍCIA! Tv na sala? AFE MARIA, VEM CÁ GLOBO SUA LINDA! Panela nova para repor aquela que você usou tanto que ficou toda estragada? NUNCA COMI COMIDA TÃO BOA! Vaso de flor que você ganhou de uma amiga? AI QUE LINDO AMO FLORES! Sério, é assim. E é gostoso pra caramba.

7 – Você vai fazer muita cagada. Vai botar fogo em pano de prato sem querer. Vai Lavar uma única peça vermelha junto com um monte branca sem querer e vai deixar tudo rosa.  Vai gastar muito mais produto de limpeza do que deveria. Mas tudo é, realmente, um aprendizado. Relaxa que tudo passa e pra tudo dá-se um jeito.

8 – Sua casa é o seu templo. Sabe quando você mora com seus pais e não deixa ninguém entrar no seu quarto, dar pitaco na decoração ou peidar lá dentro? Pois é, agora você tem uma casa inteira para se sentir assim. Hahaha. Você não vê a hora de voltar pra casa só pelo prazer de ficar em casa e nunca, nunquinha, vai convidar alguém que você não gosta para te visitar.

9 – Quanto mais parecida com você, mais acolhedora sua casa será. Coleciona action figures? Não se reprima, espalhe-os pela sala. Lê muito? Vale muito a pena escolher uma estante bem bonita para ostentar suas centenas de livros. Espalhe sua personalidade pela casa, sem ter vergonha. Eu enfeitava minha estante da sala com brinquedos e era bem feliz.

10 – Quadros e cortinas fazem falta. Tive poucos quadros pela casa (e muitos gravuras guardadas no armário esperando por molduras) e nenhuma cortina, em nenhum cômodo. Depois de um tempo, a falta de quadros nas paredes grita e você vê a necessidade de ter cortinas para poder andar tranquilamente de calcinha pela casa.

11 – Papel de parede não é brega. Aposto que você, algum dia da sua vida, achou que papel de parede é algo brega. Eu pensava assim, até me encantar com papéis lindos que vi na internet. E aí coloquei alguns em casa e me apaixonei. Eles deram vida aos cômodos. Enfeitaram as paredes de um jeito simples e nada cansativo. Virei fã de carteirinha do treco.

12 – Nada é para sempre e um lar pode ser feito em qualquer lugar. Antes do apartamento anterior, eu só tinha tido uma outra casa: a dos meus pais. NUNCA tinha me mudado, então não tenho prática nenhuma nisso. E o nosso antigo apartamento me mostrou isso: não importa onde esteja sua casa, ela vira um lar quando você leva tudo o que e quem gosta. Lá já foi meu lar, hoje é aqui. :)

Quando parei e mudei

Estava esperando tudo se organizar pelo menos um pouco para vir falar aqui sobre a mudança que tomou conta da minha vida, por minha escolha.

Há dois anos e meio me mudei para São Paulo com o Henrique, para um apartamento delicioso que era nosso. Tanto eu quanto o Henrique ficamos mais perto do trabalho. A gente achava que ia ter uma vida mais tranquila, menos corrida, com mais tempo para outras coisas além do escritório. Resultado: erramos a previsão. Morar mais perto deu abertura para que a gente se jogasse ainda mais no trabalho e deixássemos nos levar pela loucura que é nossa área. Sair depois do horário, virar noite, trabalhar de final de semana e feriado… não foi só depois que saímos de Santo André que essas coisas passaram a acontecer, mas foi quando tudo realmente começou a pesar e a cansar. Eu poderia falar bastante sobre o quão cansativa e desgastante é a vida dentro de uma agência de publicidade, o quão louco é esse mercado, o quão loucos são os donos que passam por cima de leis trabalhistas como se isso não fosse nada. Mas, né? Talvez isso seja assunto para um outro post.

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Conversamos muito e, ainda no primeiro semestre de 2013, traçamos uma mudança radical e alguns planos. Botamos em ação e, assim, nosso querido apartamento foi posto à venda. Demorou alguns meses, mas vendemos ele para uma família linda que tenho certeza que será super feliz morando ali. E o que vem agora?

Eu saí da agência, o Henrique saiu da produtora que tinha com um amigo. Voltamos para Santo André, nossa querida cidade. Alugamos um apartamento por aqui, vamos tirar um tempo para repensar o que queremos fazer da vida e, principalmente, o quanto vamos deixar o trabalho mandar nela. Vamos viajar um tanto também, porque ninguém é de ferro e a gente praticamente nunca se deu esse prazer.

A excitação com a vida nova se mistura um pouco com a tristeza de deixar a vida velha, eu confesso. Nossa vida não era ruim, muito longe disso. Era em um bairro delicioso, com a casa decorada do nosso jeitinho, com aquele gosto de conquista de ter a própria casa. Trabalhávamos com o que gostamos, mesmo que em um esquema meio absurdo que é ditado pelo mercado. Tínhamos amigos por perto, visitávamos sempre a família… mas a gente sempre pode querer mais, né? E se a vida apresentou essa oportunidade de parar um pouco, repensar e escolher o que vai ser dela daqui pra frente, a gente não podia deixar passar.

E essa é a razão do meu sumiço por aqui. Corri em novembro para deixar freelas e o trabalho na agência em ordem. Corri em dezembro para encontrar um bom apartamento em Santo André. Corri em janeiro para me mudar e com outras coisas que apareceram no meio do caminho. Uma correria danada, mas muito boa (pelo menos na maior parte).

Estou ansiosa e muito curiosa para saber como será esse meu 2014. Mal posso esperar pelas coisas todas que quero fazer, pelas surpresas que vão pintar no caminho… me desejem sorte. ;)

366 Nuncas: #239 a #245

#239 – 26/08/2012

Estreia de job do namorado, então grudamos no sofá para assistir. Nunca tinha assistido à um episódio inteiro de FDP, só uma cena ou outra enquanto ele trabalhava. Gostei bastante.

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#240 – 27/08/2012

Foi dia de gravação lá em casa. Morro de vergonha desse tipo de coisa, nunca consigo falar bem olhando para a câmera. Mas também nunca tinha gravado nada lá em casa, foi um pouco mais tranquilo. O resultado mostro logo logo pra vocês. :)

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#241 – 28/08/2012

Cresci vendo meu pai ler Sherlock Holmes mas nunca tinha lido nada com o personagem. Achei esse livro quando fui comprar presente para o meu pai no mês passado, gostei (capa dura e formato menor, quem resiste?) e tô adorando. Mr. Holmes é uma peça!

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#242 – 29/08/2012

Momento confissão: não consigo gostar muito do Tom Cruise. Tem filmes com ele que eu adoro (Top Gun!), mas ele nunca é um diferencial para mim. Nunca fui assistir nada só porque ele estava no elenco. Não conheço muito da história dele, então também não sei dizer se esse foi o primeiro musical dele. Só sei que eu nunca tinha visto Tom Cruise fazendo musical. Acabei gostando, o único problema do filme é a vozinha chaaaaata da menina que canta. Podiam ter escolhido outra voz.

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#243 – 30/08/2012

Me mudei há um ano e desde que tenho minha bancada estava precisando de banquetas para ela. Não tinha comprado até agora porque sempre mudava o modelo que a gente queria. Até que deixamos de frescura e compramos. Nunca tinha tido banqueta em casa, é tão legal. Parece bar. Hahaha. <3

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#244 – 31/08/2012

Nunca tinha pensado MESMO e trazer um cachorro para o apartamento, até que vi esse pug liiiindo. Tô apaixonada, mas ainda tenho que criar coragem para pagar o que pedem por ele. Esse não vou ter dó de deixar o dia todo sozinho, trancado em casa.

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#245 – 01/09/2012

Não sou fã de verão, de calor, nem de praia. Mas os pais do Henrique compraram um apartamento na praia e a gente foi até lá conhecer. Eu era a única que nunca tinha ido ao apartamento e adorei. E o maior milagre: também gostei de ir para a praia. Nesse dia só andamos, nada de pegar praia meeeeeeeesmo. Mesmo assim achei gostoso. :)

Perceberam uma coisa? NÃO TEM NENHUMA FOTO DE COMIDA ESSA SEMANAAAA! Aleluia, irmãos!