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Andei lendo: Fazendo meu Filme 1 | Paula Pimenta

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Morria de curiosidade de ler alguma coisa da Paula Pimenta e não pensei duas vezes quando encontrei um exemplar de Fazendo Meu Filme para troca no Skoob. Tô cheia de livros para trocar por lá (você pode dar uma olhada aqui) e tinha alguns créditos, então não passei vontade. :)

Fani e uma menina de 16 anos um pouco tímida, caseira e apaixonada por filmes. Os favoritos são filminhos “de amor”, como ela diz. Hahaha. O bom e velho água com açúcar, né? Tem uma paixonite pelo professor de Biologia, duas amigas do peito, um melhor amigo e uma turminha de amigos com quem sempre senta na hora do recreio. Ela vai para o colégio, estuda inglês e faz academia. Preenche as horas vagas assistindo filmes em casa, indo ao cinema com as amigas ou para algumas baladinhas. Uma adolescente totalmente normal.

Leo, seu melhor amigo, é um menino super querido por todos, amigos de todo mundo, popular e vive agradando a Fani. Faz tudo pela amiga, é super companheiro e, claaaaaro, totalmente apaixonado pela Fani. Hahaha. E mais óbvio ainda: ela nem percebe. É livro de adolescente, né? Tem que ter algum caso de amor bem clássico pra gente se identificar. ;)

Os pais de Fani resolvem que seria ótimo para ela fazer intercâmbio por um ano e passar seu último ano do colégio em algum outro país. A menina nem tem certeza se quer mesmo ir, mas vai no embalo e acaba passando em primeiro lugar em um concurso de intercambistas. Escolhe no susto ir para a Inglaterra e toda a história do livro tem data limite para se desenrolar: o dia 06 de janeiro, dia em que Fani embarcará para Brighton.

Apesar de Fani ser uma adolescente meio tapada para algumas coisas, ela é bem legal. A gente se apega à ela, sabe como? Leo também é um fofo, passei o livro todo torcendo por ele. O livro é bem legalzinho, li em um único dia enquanto tentava pegar uma cor na praia. Fiquei curiosa para ler os outros dois volumes da série, já tô indo lá procurar no Skoob. :D

Preço: R$21,90 no Submarino

Este livro me ajudou a cumprir o item 27 do 2015 Reading Challenge.

Andei lendo: Mustaine – Memória do Heavy Metal | Dave Mustaine e John Layden

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Henrique praticamente só ouve heavy metal. Eu gosto, mas não é muito o que escuto quando estou sozinha. Hahaha. Mesmo assim, tem uma ou outra banda que me ganhadepois de tanto ouvir no carro com o Henrique e acabo tendo na minha playlist de todo dia também. Esse é o caso do Megadeth.

Dave Mustaine é o fundador, guitarrista principal e vocalista da banda – que é considerada uma das maiores do gênero no mundo – e eu já tinha ouvido tanta história doida sobre ele que corri para pegar o livro quando o Henrique ganhou de aniversário. Furei a fila totalmente, nem deixei ele ler antes. Hahaha.

Dave teve uma infância difícil, em uma família um tanto conturbada. Cresceu entre religiosos fervorosos e, já no começo da adolêsncia, fez tudo o que podia para contestar essas crenças e seguir por outro caminho. Encontrou nas drogas (álcool e maconha, a princípio) uma boa saída e seguiu com esse costume pelo resto da vida.

A música apareceu em seu caminho por acaso e virou sua grande paixão. Saiu de casa e, depois de passar por alguns trabalhos chatos e que não rendiam muito, virou traficante. Traficava basicamente só para seus amigos e para consumo próprio, mas conseguia dinheiro suficiente para viver.

No final da adolescência ele entrou para o Metallica, uma banda que estava apenas começando e que prometia ter muito futuro. Gravou demo, fez turnê com os caras da banda, morou com um deles por um tempo… considerava que tinha encontrado uma família e estava feliz. Passava os dias bêbado ou chapado com outras drogas e à noite tocava. Tinha todas as mulheres que quisesse, a vida era uma festa constante.

E aí veio o golpe: depois de aguentarem por alguns anos seu comportamento agressivo quando estava bêbado, os companheiros de Metallica não aguentavam mais. Acordaram Dave no meio de uma turnê e o avisaram que estava fora da banda. Tinham comprado uma passagem de ônibus para ele e pediram que ele fosse embora logo, para não perder o ônibus. E foi isso. Assim, sem grandes considerações, rápido e com muita dor.

Essa separação é algo que acompanha Dave até hoje, uma ferida que não fechou muito bem. Em vários momentos do livro ele fala do Metallica, diz que sempre se comparou a eles e que sofreu muito quando diziam para ele que a maior banda de metal do mundo não o quis mais. Para ele é algo muito pesado e triste ter conseguido chegar a ter apenas a segunda maior banda de heavy metal mundial e saber que está longe do Metallica, no primeiro lugar.

Após voltar para casa Dave voltou à velha rotina de antes: drogas e álcool o dia todo, sem muitas perspectivas de vida. Até que conheceu David Ellefson e, com ele, resolveu montar uma banda nova. Encontraram outro guitarrista e um baterista, ensaiaram, criaram músicas e gravaram discos. E foi aí que tudo começou a virar uma loucura maior ainda: Dave e todos seus companheiros de banda eram viciados em heroína e cocaína. O vício era parte muito importante da vida de todos e, com o tempo, a coisa começou a ficar fora de controle.

Ao longo dos anos Dave demitiu vários guitarristas e bateristas e se manteve viciado, sem querer ajuda ou admitir que tinha um problema. Entrou e saiu da reabilitação várias vezes, passou muito mal, quase perdeu a guarda dos filhos e a esposa. Até que, no começo dos anos 2000, encontrou um caminho na fé. Se converteu, conseguiu se livrar dos vícios (tendo algumas recaídas pelo caminho) e começou uma nova vida. Se separou do Ellefson no Megadeth e, até hoje, faz turnês e lança discos de muito sucesso com o Megadeth.

Gostei bastante da biografia. Dave não tem muitas papas na língua e conta várias histórias vergonhosas e bizarras, algumas até engraçadas. Geralmente autobiografias são um pouco enganadoras, já que as pessoas escrevem puxando a sardinha pro lado delas, né? Dave faz um pouco isso sim, mas não tanto. Ele escancarou bastante coisas que não é todo mundo que teria coragem de contar pra todo mundo. Achei honesto.

Preço: R$25,90 no Submarino

Este livro me ajudou a cumprir o item 14 do 2015 Reading Challenge.

Andei lendo: O Canto da Sereia | Nelson Motta

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Tenho esse livro há alguns anos, antes mesmo dele virar série na Globo. Peguei numa troca, ele tomou chuva durante o transporte nos Correios e fiquei com preguiça de ler um livro meio estufado. Hahaha. Bobeira, mas é verdade.

Na época da série da Globo deu vontade de ler, mas eu já estava com outro livro e deixei pra depois. Também não assisti a série justamente para não ter a surpresa estragada e saber antes da hora quem era o assassino da Sereia, só vi o primeiro capítulo. Agora que a Globo resolveu editar algumas séries e deixá-las em formato de 2h, lembrei do livro e ele foi o escolhido para ser a segunda leitura do ano. De novo não assisti a série na TV, deixei para procurar no Youtube depois que terminasse o livro. E fiz bem.

Sereia é uma cantora baiana de 23 anos que, em uma carreira de 2 anos, alcançou o estrelato. Suas músicas estouram nas rádios, milhares de fãs seguem seu trio elétrico no Carnaval, toda sua equipe lucra milhões. Toda sua carreira meteórica foi arquitetada por Tuta (o marketeiro), Paulinho (o produtor) e Mara (sua produtora pessoal e quem cuida das finanças). Sereia apenas tinha que se apresentar e cantar, sem se preocupar com negociação alguma.

Tudo ia super bem, a cantora era uma das mais esperadas para o Carnaval de Salvador, o povo cantava, dançava e se divertia seguindo seu trio elétrico… até que Sereia é atingida por um tiro, morrendo em frente às câmeras de TV e causando uma grande comoção.

Augustão, um jornalista/investigador/pau pra toda obra, estava trabalhando na segurança do trio elétrico de Sereia no dia do disparo toma como questão pessoal encontrar o assassino da cantora. Contratado por Mara para fazer uma investigação mais aprofundada, ele descobre muitas intrigas e caminhos que nunca imaginou que existissem. Traições, sexo, ambições e doenças fizeram com que o destino de Sereia mudasse para sempre. Muita gente está envolvida na história dos últimos dias de vida dela, de sua mãe de santo ao compositor de seus maiores sucessos.

O livro é gostoso de ler, mas eu já esperava por isso porque gosto da narrativa de Nelson Motta. A história é um pouco previsível (pouco depois do meio do livro eu já imaginava que teria o fim que teve), mas nem por isso perde a graça. Gosto muito de livros policiais, adoro ficar quebrando a cabeça para ver se adivinho quem é o criminoso.

Pelo pouco que vi da série da Globo, para a adaptação eles mudaram personagens (tiraram alguns e criaram outros) e escolheram atores com outras características físicas (a Sereia do livro é loira, na série da Globo ela é interpretada pela morena Isis Valverde). Mesmo assim estou curiosa para assistir a adaptação.

Preço: R$38,90 no Submarino

Este livro me ajudou a cumprir os itens 10 e 49 do 2015 Reading Challenge.