adolescentes

Andei lendo: Os garotos corvos – 1º livro d’A Saga dos Corvos | Maggie Stiefvater

Há algumas semanas resolvi participar de uma brincadeira no Facebook que é tipo uma corrente (ou pirâmide até) de livros. A pessoa posta a mensagem explicando a brincadeira, os amigos que se interessam em enviar um livro para um desconhecido se manifestam e também postam a mensagem e assim vai… achei muito interessante e como acho que livro nunca é demais (nem pra dar, nem pra receber), topei. No mesmo dia enviei um livro para uma desconhecida e, por enquanto, recebi 5 livros de desconhecidos e pelo visto só veio escolha boa. Um deles foi esse livro, que chamou minha atenção por ter personagens adolescentes e ser meio místico.

Blue é uma garota de 16 anos vinda de uma família de médiuns e que – olha só o azar – é a única que não nasceu com esse dom. O dom dela é o inverso – ela não pode ver nada, mas amplifica o dom de quem consegue prever e ver o sobrenatural. Sendo assim, cresceu ouvindo de todos previsões sobre sua vida (como a de que matará seu verdadeiro amor caso o beije), sem nunca poder ela mesma ver seu futuro. Sem saber nada sobre o pai, Blue vive com a mãe, algumas parentes e amigas da mãe, em uma casa onde todas atendem clientes que as buscam para saber mais sobre a vida.

Morando em Henrietta, Blue cresceu conhecendo e se mantendo afastada dos garotos ricos do colégio interno para meninos que há na cidade, chamada Academia Aglionby. Ela tem vários trabalhos para conseguir ter algum dinheiro, já que a profissão da mãe não rende muita grana e a vida é apertada.

Como Blue amplifica os poderes de médiuns, ela acompanha Neeve (a meia-irmã de sua mãe) ao Caminho dos Mortos, um local onde, em um dia específico todos os anos, o espírito das pessoas que morrerão nos próximos 12 meses faz uma procissão e acaba tendo a visão do espírito de um garoto que estuda em  Aglionby (que ela reconhece por estar vestido com o uniforme de Aglionby, que tem um corvo bordado no peito). Como ela não é médium, fica aturdida pela visão e pergunta o nome do garoto – Gansey.

À primeira vista Gansey é o típico garoto corvo (apelido dados aos alunos do colégio interno): super rico, super arrumadinho, bonito, esnobe e superficial. Só que aí a gente vai conhecendo ele e se apaixonando: na verdade, ele só não sabe como não é ser rico, tenta ajudar aos amigos e é mega obssessivo sobre linhas ley (linhas místicas super poderosas que cruzam a cidade) e em encontrar o corpo de um antigo rei adormecido, Glendower. Sua turma de amigos é composta por Adam (um garoto pobre da cidade que trabalha para pagar os estudos e tem um lar problemático), Ronan (encrenqueiro de marca maior) e Noah (calado e sempre com aparência suja).

É claro que em um certo momento os caminhos de Blu e dos garotos corvo se cruzam, eles ficam amigos e, juntos, buscam a verdade sobre linhas ley e Glendower.

Achei as personagens muito envolventes. São adolescentes, fazem as besteiras que todo adolescente faz, mas conseguem ser mais profundas e interessantes. Fiquei pensando e não consigo ter um favorito entre eles, talvez o que eu menos goste é o Ronan (mas mesmo assim acho sua personalidade bem construída). Fora que eu sou um tanto cagona e a história mexe com espíritos e tudo mais, me deu um medinho. Hahaha.

O livro tem aventura, dramas pessoais, romance… devorei em dois dias, já emendei no segundo livro (que terminei ontem) e comecei a ler o terceiro. Foi uma surpresa muito boa, fazia tempo que eu não curtia tanto uma série literária. Espero que a empolgação continue com os próximos livros.

Preço: R$28,90 na Saraiva

Tag: Descobrindo Novos Blogs

Simbora retomar o ritmo de posts com uma tag. :D

Adoro responder tags porque sempre acabo tendo que pensar em algo que geralmente não penso em falar por aqui, é um bom exercício. A Miche me indicou pra essa tag em abril (isso que tem outra tag indicada por ela de antes que ainda não respondi, desculpa!) e achei bem interessante: devo citar quem me indicou (a Michelli, vai lá visitar o blog dela!), responder as perguntas que ela fez e fazer novas perguntas para quem eu indicar. Fácil fácil. :)

As perguntas da Miche:

Auto retrato LINDO que a Miche fez.
Auto retrato LINDO que a Miche fez.

1. Qual livro você está lendo?
Passei um tempinho sem ler e no feriado de semana passada comecei Bling Ring, sobre aqueles adolescentes que invadiram e roubaram casas de celebridades nos Estados Unidos. O livro é até que interessante, estou no finalzinho já.

2. Qual música está tocando em loop no seu radinho?
Não tô viciada em nenhuma música, até abri o iTunes pra ver se tinha alguma muito tocada ultimamente e nada. Uma banda que a anos não ouvia e voltei a ouvir frequentemente é Natiruts.

3. Um canal do YouTube pra gente seguir (não vale o seu).
Um dos meus favoritos ultimamente é o Garagem de Unicórnio, da Karen Jonz – tetra campeã mundial de skate e conterrânea da Província. Me divirto assistindo os vídeos dela.

4. Mostra pra gente a foto mais bonita que você já tirou. Por que você considera ela a mais bonita?

henrique-titlis

Adoro essa foto do Henrique, que tirei em dezembro do ano passado, no Monte Titlis, na Suíça. Acho o visual lindo, as cores tão bonitas, o enquadramento e ainda me lembra a primeira vez que vi neve. <3

5. Um lugar que você gosta de ir comer.
Gosto muito de hamburguer e recentemente descobri uma hamburgueria sem frescura que faz um beeeem bom. Chama Criminal Burguer e fica na Vila Leopoldina, em São Paulo.

6. Conte pra gente a história de um dia que você achou gostoso de viver.

vevey-barco
No último passeio de barco do dia.

Era 18/06/2014, um dia depois do meu aniversário (que já tinha sido bem legal, aliás). Acordei na casa da minha irmã, tomei café e peguei o trem com o Henrique para passarmos o dia em Montreux. Descemos do trem e fomos andando por toda a cidade até o Castelo de Chillon. Durante a caminhada passamos por uma nuvem de insetos, derrubei meus óculos e até lascou a lente (hoje sempre dou risada quando lembro da cena). De lá pegamos um barco para Vevey, uma cidade próxima. O passeio de barco foi uma delícia, pegamos junto com uma turma super animada de idosos ciclistas, todos conversando e dando risada. Em Vevey tiramos foto com uma estátua do Charles Chaplin (que morou na cidade até sua morte), visitamos o museu da Nestlé (cheio de crianças e professores) e na volta resolvemos trocar o trem pelo barco novamente, em parte do percurso. Ficamos um tempo sentados na beira do rio esperando o horário de saída do barco, com um carrossel atrás de nós, um dia super calmo… foi uma delícia. O passeio de barco foi lindo e, como já era horário de saída do pessoal que tinha ido trabalhar, estava um pouco cheio. No caminho passamos por várias crianças em canoas tendo aula com um professor. Descemos acho que em Lucerna e corremos ladeira acima para não perdermos o trem que sairia em 5 minutos. Hahaha. Sentei no trem quase tendo um treco pelo esforço. Chegamos em casa, jantamos com minha irmã, cunhado e sobrinha e fomos dormir. Fim. <3

7. Qual foi sua paixão platônica de adolescente?

leo-john
Léo como Romeu e Uncle Jesses. <3

Não tive nenhuma paixão platônica arrasadora, mas achava Leonardo DiCaprio e o John Stamos (eterno Uncle Jesse) lindos! Hahaha.

8. Qual sua flor predileta?
Dama da noite, por causa do perfume. Adoro o cheiro, me lembra muito minha infância porque minha mãe tinha um pé no nosso quintal.

9. Qual seu conto de fadas preferido e por quê?
Nunca fui muito ligada em contos de fadas. Quando era pequena eu tinha uma coleção do Círculo do Livro só com contos adaptados com personagens da Disney, mas nunca fui muito fã. Acho que se tivesse que escolher um, ficaria com Os Três Porquinhos, só porque sempre achei legal a parte em que o Lobo destrói as casas. Hahaha.

10. Qual o último filme que você viu?
Pixels: O Filme. Achei bem engraçadinho, vi num domingo à noite enquanto bordava uma toalha no sofá de casa. :)

Agora, minhas perguntas:

01 – Qual seu dia favorito no ano? | 02 – Se você pudesse comer qualquer coisa agora mesmo, o que seria? | 03 – Qual a série mais legal do momento? | 04 – Hermione ou Katniss? | 05 – Escolha uma cor para vestir, uma para pintar o cabelo e uma para decorar o quarto. Por que você escolheu essas cores? | 06 – Qual aspecto da sua vida te traz mais felicidade? | 07 – Qual livro ou gibi marcou sua infância? Conta aí a história pra gente. | 08 – Você vai se casar amanhã. Qual vai ser sua música para ir até o altar? | 09 –  O que todo mundo gosta e você odeia? | 10 – Qual seria sua primeira compra ao ganhar milhões na loteria?

Pra quem indico? Gostaria de ver as respostas da Anne, da Livs, da Ju, da Nanda e da Lec. Mesmo que elas não respondam, fica aqui a indicação dos blogs delas, todos que adoro. :)

Os 5 últimos assistidos no Netflix #4

Platoon


Diretor: Oliver Stone
Ano de lançamento: 1986
Duração: 1h59
O que achei: ★★★★☆ 

Já tinha ouvido falar do filme , mas nunca me interessei muito até que assistimos ao Roast do Charlie Sheen, em que ele disse que era um dos filmes de que mais se orgulhava de ter participado. Aí bateu curiosidade.
Charlie é Chris, um rapaz de família rica que resolve se alistar como soldado na Guerra do Vietnã. Ele sai de casa pensando que será um herói, mas se depara com todo o horror da guerra, com os perrengues e perigos de ser o exército inimigo tão longe de casa.
O filme é bem legal, cheio de personagens interessantes (adorei o Sgt. Elias, do Willem Dafoe). Dá um certo nervoso só de pensar nas condições dos soldados, na loucura que era tudo aquilo e no tanto de droga que eles usavam para escapar um pouco da realidade.
Gostei bastante, gosto quando o Charlie Sheen faz papéis em filmes mais sérios.

A invasão (The arrival)


Diretor: David Twohy
Ano de lançamento: 1996
Duração: 1h55
O que achei: ★☆☆☆☆ 

No mesmo dia em que assistimos Platoon, assistimos esse. Isso que dá pesquisar por um ator específico no Netflix. Hahaha.
Zane Zaminsky (Charlie Sheen) é um astrônomo que capta sinais vindos do céu e resolve investigar isso, mesmo depois de perder o emprego por ter tocado no assunto. Zane vai para o México investigar, pessoas são assassinadas pelos alienígenas e o filme todo é a maior viagem. Na metade do filme eu já estava torcendo para tudo acabar logo. Hahaha.
Geralmente gosto de filmes com essa temática, mas nesse era tudo tão bizarro que virou galhofa, sabe? :/

A arte da conquista (The art of getting by)


Diretor: Gavin Wielsen
Ano de lançamento: 2011
Duração: 1h23
O que achei: ★★★☆☆ 

George (Freddie Highmore) é um adolescente solitário e um tanto problemático. Ele vive sem ter vontade de fazer nada, não vê importância em pensar no futuro e acaba levando a vida sem grandes ambições. Um dia ele conhece Sally (Emma Roberts), uma das garotas mais populares da escola e de quem fica amigo.
Toda a relação de George e Sally é baseada no amor que ele sente por ela, mas a menina faz questão de ignorar todos os indicativos disso e, claro, acaba sendo uma maledeta com ele.
É um filme de amor adolescente, um tanto mais complexo do que estamos acostumados a assistir. Gostei bastante, fiquei torcendo pelo George o tempo todo e feliz porque o final foi como eu queria (mas não posso falar, né?).

What happened, Miss Simone?


Diretor: Gavin Wielsen
Ano de lançamento: 2015
Duração: 1h42
O que achei: ★★★☆☆ 

Nina Simone foi uma das grandes vozes americanas e, aposto, você demorou muito para ouvir falar nela. Eu sempre gostei muito de cantoras americanas das décadas de 50 e 60, mas confesso que nunca tinha ouvido muitas músicas dela ou procurado saber um pouco mais sobre sua história.
Esse documentário dá uma boa ideia sobre a importância musical de Nina, mas mostra também o lado fodasticamente político dessa mulher. Ela escreveu a música que viria a se tornar praticamente o hino do ativismo negro nos Estados Unidos, se pronunciou publicamente contra a Guerra do Vietnã, participou de manifestações pelos direitos civis e apoiou com dinheiro as causas em que acreditava. Para se fazer isso, sendo mulher, negra e famosa, naquela época era preciso muita coragem.
Ela sofreu abusos do marido e agente por muitos anos e, segundo sua filha, repassou esses abusos para ela quando se separou. Teve muitos problemas pessoais, pois sofria de problemas psicológicos e teve que tomar remédios controlados.
Toda essa parte problemática é muito mais explorada no documentário do que a parte musical e isso me frustrou um pouco. Mesmo adorando saber histórias biográficas dos artistas, gostaria de ter conhecido um pouco mais sobre a obra musical da cantora enquanto assistia.

Sherlock


Ano de lançamento: 2010
Episódios: 11
O que achei: ★★★★★ 

Já li algumas histórias de Sherlock Holmes, já assisti aos filmes com o Robert Downey Jr. e tinha muita curiosidade em assistir essa série. Várias pessoas já tinham me falado bem e eu estava só vencendo a preguiça de assistir aos episódios super longos (em média 1h40 cada). Aí um dis estava aqui em casa de bobeira, coloquei e em menos de 10 minutos já estava adorando. O Henrique ficou curioso, pediu para eu voltar o episódio desde o começo e pronto: ficamos os dois viciados.
Escolheram super bem os atores: Benedict Cumberbatch (de O Jogo da Imitação)  é Sherlock e Martin Freeman (o Bilbo Bolseiro, d’O Hobbit) é o Watson. Os dois tem uma química muito boa juntos!
Os episódios são praticamente longa-metragens e mesmo assim não são cansativos. Acontece tanta coisa em cada um deles que não é aquela coisa de enrolação, sabe? Cada temporada tem, no máximo, 5 episódios, então também é rapidinho de assistir tudo.
Como é uma produção inglesa, o humor da série é bem característico. Eu adorei, me diverti horrores.
Estou doida para assistir aos novos episódios, que saem no ano que vem.