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Dez minutos, dez querências: Kipling na Acquarelashop

Eu sei que eram para ser só 5 querências em 5 minutos, mas dessa vez não deu. Hahaha. A Acquarelashop me convidou para conhecer os produtos da Kipling que eles vendem e eu não consegui ficar só 5 minutos navegando por ela, muito menos querer só 5 coisas.

O motivo: a Kipling é uma das minhas marcas favoritas na vida. Tudo começou quando minha irmã trouxe para casa uma bolsa da marca quando eu tinha uns 12 anos e eu usava escondida sempre que podia. Hahaha. Aos 13 ganhei da minha irmã uma necessaire deles para carregar na mochila da escola. Aos 15 passei no vestibulinho para o colégio e ganhei de presente da minha irmã (sempre ela!) uma mochila que me acompanhou pelo colégio, pela faculdade e só foi doada ano passado, quando me mudei. Resumindo: não consegui escolher só cinco peças e passei um bom tempo na loja porque tenho todo um apego afetivo pela marca. <3

Olha só o que fez meus olhos brilharem:

querencdfias-kipling-acquarela1a01 – Mala Pequena Youri Spin 55 – Eu PIRO nas malas da Kipling. Primeiro porque acho lindas, segundo porque gosto das cores e estampas (tão mais fácil para achar na esteira do aeroporto!) e terceiro porque por ser de tecido fica mais leve e sobra mais peso para encher de coisas. Não tenho mala de bordo, só uma grandona para despachar e achei essa de animal print beeeem lindona.
02 – Mochila Class Seoul – Já falei por aqui que estou querendo uma mochila nova, né? Tenho usado bastante no dia-a-dia, mas sempre viajo com a minha (na falta de mala de bordo, é nela que carrego o que preciso durante o vôo) e essa tem um tamanho bom e gamei no tom do amarelo.
03 – Bolsa Média Eldorado – Uma das coisas que sempre vão na minha mala é uma bolsa pequena, leve, transpassada no corpo, bem fechadinha e que dê para carregar numa boa, com tudo o que você precisa e sem espaço para você enchê-la de coisas. Usei por anos e anos uma que herdei/roubei da minha irmã (aquela que ela comprou quando eu tinha uns 12 anos!) e a outra que uso agora voltou com o fecho quase rasgando da última viagem de tanto que judiei da coitada. Gostei do tamanho dessa, da cor e principalmente porque ela é bem fechadinha, assim não tem como alguém enfiar a mão e roubar o que você tem ali – falei que gosto de bolsa assim pra ir pro Centro de SP também? Pois é. :D
04 – Necessaire Creativity S – Essa é a versão mais atual da necessaire que ganhei da minha irmã aos 13 anos e que uso até hoje. A minha já está bem velhinha (são 17 anos de uso, né!) e gostei da vermelha. É boa para carregar absorventes e/ou remédios.
05 – Estojo Cute – Sou doida por papelaria e a primeira coisa que comprei quando entrei na faculdade foi um estojo desse modelo para levar cheio de canetas pras aulas. Lindo, coube um monte de coisa… e eu perdi na primeira semana de aula. Preciso dizer que quem encontrou não devolveu? Pois é. Agora não estudo mais, mas ele é bom para carregar escovas de dente, pentes ou até pincéis de maquiagem.

querencdfias-kipling-acquarela201 – Carteira Brownie – Já tive uma carteira desse modelo (dessa cor, inclusive) e adorava ela, cabia tudo e mais um pouco. Usei por anos e anos e aí troquei por uma que em menos de um ano já estava feiosa. Tá na hora de trocar, né? E peguei mania de que carteira tem que ser vermelha.
02 – Bolsa Média Beonica – Tenho várias bolsas, mas um preta de tamanho médio é coringa demais. Tenho uma de couro nesse mesmo tamanho e ela já tá pedindo arrego e é super pesada. Essa tem textura de cobra e é muuuito mais leve que a minha. Tem em branco e preto também e é ainda mais linda! Gostei do macaquinho que vem nela também, muito mais adulto do que os tradicionais, né? Desse não tenho nenhum! Hehehe.
03 – Bolsa grande Yestin – Gosto de bolsa pequena e média, mas as grandonas são minhas favoritas. Amei a combinação de cor (quase a do blog, né?) e a estampa dessa. Ótima pra combinar fácil, mas com um charme a mais.
04 – Bolsa Grande Halia – Esse tom de azul tá ótimo para combinar com qualquer coisa e o tamanho é do jeitinho que eu gosto!
05 – Carteira New Money – Sou adepta das carteiras grandes, mas essa estampa Chevron tá uma graça, né? É pequena, mas tem compartimentos separados e zíper, bem segura e prática. Achei tão fofa que até finjo que o coral dela é vermelho. Hehehe.

Andei lendo: 12 anos de escravidão | Solomon Northup

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Como já contei aqui, quando recebi o Lev para testar ganhei 4 livros na loja e ebooks da Saraiva. Dos quatro, o que mais me chamou a atenção foi Doze anos de escravidão, porque o filme foi muito comentado e eu ainda não tinha assistido.

O livro é todo contado por Solomon Northup, um americano que viveu até seus 33 anos como um homem livre no estado de Nova Iorque, na metade dos anos 1800. Northup tinha família, filhos, amigos, uma vida relativamente confortável. Até que um dia conheceu dois homens que lhe prometeram emprego em um circo, o enganaram e o venderam como escravo no Sul do país, onde a escravidão ainda era uma coisa legal na época.

Ao virar escravo, não só a liberdade foi tirada de Northup. Ele perdeu seus documentos, suas roupas, seu dinheiro e até seu nome. Para não encontrarem Solomon, ele foi renomeado de Platt e espancado quando tentou contestar o estado em que se encontrava.

Depois de aprender que lhe seria de mais valia não comentar com ninguém sobre seu passado de homem livre enquanto esperava a melhor hora para escapar, Solomon viveu por 12 anos como escravo em fazendas na Louisiana. Passou pelas mãos de três donos, dois deles bastante cruéis. Sofreu espancamentos, tomou chibatadas, passou fome, foi obrigado a dar chibatas em companheiros. A gente aprende na escola sobre a época da escravidão (que não foi muito diferente aqui e quem qualquer outra parte do mundo), mas acho que nunca conseguimos imaginar direito como eram os dias dessas pessoas. Os relatos sobre os sofrimentos que Solomon presenciou e viveu são o que mais marcam. Mães separadas dos filhos, abuso sexual, abuso de poder, falta de esperança, condições desumanas… tudo é dito muito claramente, já que estava muito vívido nas lembranças de Solomon enquanto ele escrevia o livro, pouco depois de conseguir de volta sua liberdade.

Aliás, saber que Solomon reencontra sua liberdade antes mesmo de eu começar a ler o livro é o que faz com que a leitura de tanto sofrimento seja mais suportável. A liberdade lhe foi dada novamente após a ajuda de um canadense que foi trabalhar na fazendo onde ele estava, uma carta foi enviada à conhecidos em Nova Iorque e houve uma grande mobilização para trazê-lo de volta à sua terra.

Depois de solto, Solomon escreveu o livro e passou o resto de seus dias lutando pela abolição da escravatura em todo o país. Deu palestras, viajou e, algum tempo depois, sumiu da vida pública. A data exata e o motivo de sua morte não são conhecidos.

Gostei muito do livro e corri para assistir ao filme. Do filme não gostei tanto, mudaram algumas coisinhas na história e achei algumas bem desnecessárias. :/

Recentemente traduziram o relato de um ex-escravo que conseguiu fugir em NY, mas que trabalhou no Brasil. Parece que era comum ex-escravos escreverem suas histórias, como uma forma de protesto para ajudar as leis abolicionistas.

Preço: R$19,90 no Submarino

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Testando o Lev da Saraiva

Sempre tive muita curiosidade em testar um leitor digital de livros. Pensava muito em comprar um, mas minha grande dúvida sempre foi se eu me adaptaria à leitura fora do papel. Já havia tentado ler no celular e no computador, mas minha vista sempre ficava cansada muito rápido e tirava o prazer de ler. Mesmo sabendo que leitores digitais têm luminosidade pensada para se parecer com o papel, ficava ressabiada.

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Achei o máximo quando o pessoal da Saraiva me enviou o Lev para testar porque finalmente eu iria poder ver se me adaptava ou não à esse jeito moderno de ler. O modelo que recebi é o top de linha, com iluminação de LED.

Informações ténicas

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O Lev tem 12×16,6cm e 0,9 cm de largura. É bem fininho e leve, pesando 190gr. Tem tela de 758x1024px, wi-fi, tela antirreflexo, entrada para cartão MicroSD e é touch-screen. A capacidade e de até 4.000 títulos e a bateria dura semanas. Funciona como leitor de PDF. A bateria é recarregada através de uma porta USB. A extensão usada para os arquivos de livros é .epub.

Variedade de livros e capas

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Toda a compra de livros só pode ser feita pela loja da saraiva, o que já era de se esperar. A seleção de livros é bem extensa e tinha tudo o que procurei. Há a sessão de livros em oferta, com alguns achados mais antigos a partir de R$6. Todos os dias um livro mais atual entra em oferta, por 24h, geralmente por R$9,90.

A lista de livros atuais, fora de promoção, tem um preço um pouco acima do que eu esperava. Os livros do John Green, por exemplo, começam em R$16,90. Achei um pouco caro, considerando que encontramos facilmente uma cópia impressa do mesmo livro pelo menos valor (considerando que na cópia digital a editora não tem todo o gasto com papel, impressão, estoque e transporte que tem na cópia impressa).

A sessão de livros gratuitos tem livros antigos e/ou clássicos, como A Metamorfose e a Pátria de chuteiras. Também tem bastante títulos de auto-ajuda e alguns livros mais atuais e de autores menos famosos.

Além disso, quando você entra pela primeira vez na loja Saraiva pelo Lev, recebe alguns livros grátis. Você não consegue escolher os livros, é um pacote fechado e surpresa. Por sorte, um dos que vieram no pacote que recebi estava na minha lista de desejos há tempos.

As capas oficiais também são vendidas pelo site da Saraiva, em três opções de cor (preto, rosa e azul) e custam R$79,90. Pesquisei no Mercado Livre e por lá o preço é mais amigo: R$39,90.

O que achei

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Li apenas um livro inteiro com o Lev, mas o levei para tudo quanto é canto. No começo fiquei com medo de tirá-lo da bolsa no trem e metrô, mas o medo passou quando vi que agora é comum ver pessoas com seus leitores digitais no transporte coletivo. Ninguém me olhou estranhando ou me deu impressão de que queria roubá-lo. Ponto pra sociedade! Hahaha.

O fato dele ser leve é muito bom. Colocava na bolsa e ele não pesava quase nada, uma benção depois de uma vida toda com dor no ombro no final do dia por carregar livros pesados.

O reflexo na tela realmente não existe e a luz é super útil para ler deitada na cama, de noite. É forte o suficiente para você ver bem a tela, mas não para acordar quem está dormindo do teu lado. Testei isso, li um tempão enquanto o Henrique dormia e ele nem notou a luz. Fora que é muito mais confortável ler na cama segurando o “livro” com uma só mão.

A navegação toda é feita através do único botão do aparelho. Super simples pra quem tá acostumado com o iPhone e o iPad que também seguem o mesmo sistema.

No começo não me dei muito bem com o touch-screen, não conseguia passar as páginas direito. Foi só acostumar, depois que peguei o jeito não tive mais problemas. Enquanto procurava livros na loja, também tive alguns problemas de clicar e a tela não mudar, talvez porque estava dando um toque muito sutil na tela.

A bateria não durou tanto tempo. Depois dos dois primeiros dias de uso, tive que recarregá-lo, o que achei normal já que todo aparelho eletrônico vem com pouca bateria de fábrica. Também recebi a dica de desligar o wi-fi, que consome mais bateria. Também peguei o costume de desligar a luz quando estava lendo em ambiente claro e não precisava dela. Depois de uma semana e meia de uso, lendo por uma hora quase todos os dias, precisei recarregar novamente. Conclusão: a bateria não dura tanto assim, quando li que durava semanas imaginei que durasse pelo menos por duas semanas inteiras.

Passar arquivos em PDF para o aparelho é super simples. Basta conectá-lo ao computador e permitir que o computador tenha acesso aos arquivos que estão nele. A leitura de PDF também é super tranquila, igual à dos arquivos de livros .epub.

Terminei o teste querendo um leitor digital o quanto antes, me apeguei ao bichinho e foi duro devolvê-lo. </3

Preço: R$299 (sem luz) ou R$479 (com luz)
Mais informações: Site oficial