cultura

Andei lendo: Eu sobrevivi ao Holocausto | Nanette Blitz Konig

Há dois anos caí de paraquedas em uma palestra da Nanette König e, desde então, seu livro estava na minha lista de desejos. Por isso, quando finalmente assinei ao Kindle Unlimited (abençoada seja a promoção de 3 meses por R$ 1,99!), o livro foi um dos que entrou como prioridade na minha lista de leitura.

Basicamente o único problema de ler no Kindle: Não ter a capa do livro grandona para fotografar pro blog. :/

No livro Nanette narra com detalhes como era sua vida em Amsterdam, como foi sua passagem pelos campos (um de “triagem” e um de concentração) e como foram os anos seguintes à sua libertação. A riqueza de detalhes, principalmente nas passagens sobre os campos, é brutal. Nunca tinha lido um relato tão aberto de um sobrevivente do Holocausto e com tantos detalhes que me fizeram imaginar os horrores daquele tempo com maior nitidez.

Entre as histórias contadas no livro, com certeza a que mais foi comentada é a de como Nanette e Anne Frank se encontraram, o que conversaram e como ela ficou sabendo de sua morte, ainda no campo de concentração de Bergen-Belsen. Essa pode ser a passagem que mais causa interesse em quem nunca ouviu falar da autora, mas não é nem de longe a mais sofrida ou a que traz mais reflexão.

Eu já assisti a muitos vídeos, vi muitas fotos, visitei campos de concentração… mas ler este livro foi um soco no estômago. Virou aquele livro que recomendo à todo mundo que gosta de saber mais sobre a época da II Guerra Mundial.

Preço: a partir de R$ 19,99.

Andei lendo: Os garotos corvos – 1º livro d’A Saga dos Corvos | Maggie Stiefvater

Há algumas semanas resolvi participar de uma brincadeira no Facebook que é tipo uma corrente (ou pirâmide até) de livros. A pessoa posta a mensagem explicando a brincadeira, os amigos que se interessam em enviar um livro para um desconhecido se manifestam e também postam a mensagem e assim vai… achei muito interessante e como acho que livro nunca é demais (nem pra dar, nem pra receber), topei. No mesmo dia enviei um livro para uma desconhecida e, por enquanto, recebi 5 livros de desconhecidos e pelo visto só veio escolha boa. Um deles foi esse livro, que chamou minha atenção por ter personagens adolescentes e ser meio místico.

Blue é uma garota de 16 anos vinda de uma família de médiuns e que – olha só o azar – é a única que não nasceu com esse dom. O dom dela é o inverso – ela não pode ver nada, mas amplifica o dom de quem consegue prever e ver o sobrenatural. Sendo assim, cresceu ouvindo de todos previsões sobre sua vida (como a de que matará seu verdadeiro amor caso o beije), sem nunca poder ela mesma ver seu futuro. Sem saber nada sobre o pai, Blue vive com a mãe, algumas parentes e amigas da mãe, em uma casa onde todas atendem clientes que as buscam para saber mais sobre a vida.

Morando em Henrietta, Blue cresceu conhecendo e se mantendo afastada dos garotos ricos do colégio interno para meninos que há na cidade, chamada Academia Aglionby. Ela tem vários trabalhos para conseguir ter algum dinheiro, já que a profissão da mãe não rende muita grana e a vida é apertada.

Como Blue amplifica os poderes de médiuns, ela acompanha Neeve (a meia-irmã de sua mãe) ao Caminho dos Mortos, um local onde, em um dia específico todos os anos, o espírito das pessoas que morrerão nos próximos 12 meses faz uma procissão e acaba tendo a visão do espírito de um garoto que estuda em  Aglionby (que ela reconhece por estar vestido com o uniforme de Aglionby, que tem um corvo bordado no peito). Como ela não é médium, fica aturdida pela visão e pergunta o nome do garoto – Gansey.

À primeira vista Gansey é o típico garoto corvo (apelido dados aos alunos do colégio interno): super rico, super arrumadinho, bonito, esnobe e superficial. Só que aí a gente vai conhecendo ele e se apaixonando: na verdade, ele só não sabe como não é ser rico, tenta ajudar aos amigos e é mega obssessivo sobre linhas ley (linhas místicas super poderosas que cruzam a cidade) e em encontrar o corpo de um antigo rei adormecido, Glendower. Sua turma de amigos é composta por Adam (um garoto pobre da cidade que trabalha para pagar os estudos e tem um lar problemático), Ronan (encrenqueiro de marca maior) e Noah (calado e sempre com aparência suja).

É claro que em um certo momento os caminhos de Blu e dos garotos corvo se cruzam, eles ficam amigos e, juntos, buscam a verdade sobre linhas ley e Glendower.

Achei as personagens muito envolventes. São adolescentes, fazem as besteiras que todo adolescente faz, mas conseguem ser mais profundas e interessantes. Fiquei pensando e não consigo ter um favorito entre eles, talvez o que eu menos goste é o Ronan (mas mesmo assim acho sua personalidade bem construída). Fora que eu sou um tanto cagona e a história mexe com espíritos e tudo mais, me deu um medinho. Hahaha.

O livro tem aventura, dramas pessoais, romance… devorei em dois dias, já emendei no segundo livro (que terminei ontem) e comecei a ler o terceiro. Foi uma surpresa muito boa, fazia tempo que eu não curtia tanto uma série literária. Espero que a empolgação continue com os próximos livros.

Preço: R$28,90 na Saraiva

As melhores coisas de Agosto a Outubro de 2016

Pra quê resumo mensal, né? Juntei os últimos 3 meses, assim fica mais sussa de falar (e encontrar fotos, porque continuo com a mania de não fotografar mais nada nessa vida).

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Teve jogo de futebol feminino pelas Olimpíadas no Itaquerão e ó: AMEI. Adorei o estádio, adorei sentir um pouquinho do clima das Olimpíadas, adorei tudo. | Também teve festa de aniversário de uma tia avó super querida do Henrique. <3

melhores-agosto16-bHá tempos eu queria ir conhecer o ateliê da Primavera de 83 e realmente é a coisa mais linda. Eles fazem projetos muito legais, totalmente fora do padrão caretinha que a gente tá acostumada a ver quando o assunto é bordado. Não é porque é minha amiga, mas a Déa e o Thiago mandam bem demais. | Rafa, a filha mais velha da Ju completou 4 anos e a festinha estava super gostosa, como sempre. Saí de lá e fui direto para outro aniversário de criança, na hora de ir pra casa foi só deitar e sair rolando ladeira abaixo. Ô maravilha! :9

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Lec me emprestou a cópia dela de Harry Potter and the Cursed Child e, apesar de eu ter algumas críticas e não ter me empolgado tanto com a história, foi uma delícia voltar a ler algo inédito de HP. Sou besta, até emocionada eu fiquei quando comecei a leitura. Hahaha. | Tenho participado de poucas corridas e a Ayrton Senna Racing Day foi a última delas. Sempre quis correr no autódromo de Interlagos, foi uma experiência muito legal.

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Antes mesmo de encontrarmos nosso escritório já tínhamos vários quadros para ele, mas sentíamos falta de um na parede do café. O Henrique tirou essa foto em Dublin, no final do ano passado, e achamos que seria perfeita para o lugar, mas enrolamos meses para mandar imprimir e enquadrar. Criamos vergonha na cara e, em duas semanas, o quadro já tava no lugar dele. Adorei o resultado, achei que ficou super bonito. | O Henrique foi participar de um bate-papo na faculdade onde estudamos e aproveitamos para dar uma passeada pelo campus. No meu segundo ano de curso estagiei na agência de Comunicação de lá, exatamente onde ela continua até hoje. Deu saudade entrar de novo no prédio, foi um tempo tão divertido.

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Um casal de amigos queridíssimos acaba de ter sua primeira filha, a Julia. Fomos na maternidade conhecer a pequena, um anjinho. | Minha irmã, sobrinha e cunhado passaram 15 dias por aqui em outubro e consegui passar bastante tempo com eles. Fomos procurar vestido de noiva pra mim, passeamos, ficamos de bobeira.. foi muito gostoso, deu pra matar a saudade. <3