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Andei lendo: Marilyn Monroe – O mito | Bert Stern

Adoro Marilyn Monroe. Não só ela como ElvisJames Dean e o bom e velho Frank Sinatra também. E sim, reconheço que tanto Marilyn, quanto Elvis e o moço Dean não eram lá nenhuma maravilha toda como atores (só não me venha falar mal da música do Elvis!).

Quando vi esse livro em promoção, não resisti. Ele foi feito a partir de uma exposição que aconteceu aqui no Brasil, com as fotos das últimas sessões que a Marilyn fez, em 1962. Bert Stern não tinha um motivo concreto para fazer as sessões, mas entrou em contato com a Vogue e conseguiu que eles “encomendassem” as fotos. Assim, ele tinha toda a desculpa do mundo para se enfiar em um quarto de hotel com a diva e tentar convencê-la a fotografar nua, usando somente alguns lenços e acessórios.

O cara era bom de lábia e convenceu a mulher a tirar a roupa. Tudo bem que primeiro só a parte de cima, mas depois ela liberou geral. O legal das sessões é que pela primeira e única vez dá para ver a cicatriz de uma cirurgia no apêndice que Marilyn tinha feito havia pouco tempo.

As fotos são lindas, mas no geral o livro é um tanto triste. Pensar que ela tirou as fotos para uma matéria que sairia na revista no mês seguinte e, com a sua morte duas semanas depois das sessões, ilustraram a matéria em homenagem póstuma à ela.

É legal ver como o fotógrafo se lembra dos acontecimentos, como ele não tem pudor em dizer que desejou “abusar” um pouquinho da intimidade da sessão para tirar uma casquinha da loira e ela não quis. Ele relembra tantos detalhes que dá para imaginar tudo direitinho.

Separei algumas das minhas fotos favoritas para vocês verem:

A sequência de fotos dela com esse vestido preto é de tirar o fôlego. Tão linda e delicada.. se um dia eu conseguir ficar 10% parecida com ela nessas fotos, fico feliz.

Você pode ver o ensaio completo aqui.

Andei lendo: Marilyn e JFK (François Forestier)

Já disse muito por aqui que sou fã de histórias reais, certo? Acho que já devo ter falado por aqui que se tem uma época que realmente gosto são as décadas de 50 e 60. A música, o cinema, os mitos… nisso tudo, óbvio, está inclusa a Marilyn Monroe. Diva eterna, a vida da mulher rende assunto até hoje e foi assim que me interessei por esse livro (que ganhei de aniversário da Erica e do Lê). Devorei o livro em dois dias e resolvi fazer um post só para ele, para eu poder comentar tuuuudo, colocar fotos e vídeos. ;)

marilyn_jfkMarilyn e JFk
Um livro que começa com o autor dizendo “Para iluminar um pouco tanta escuridão, foi preciso uma sólida documentação, um editor paciente e um defeito crucial: uma má índole. Eu tenho.” não tem como ser ruim, certo? Adoro biografias que contam os podres e não medem esforços para mostrar que a personalidade em questão tinha defeitos.

Vamos começar pelos personagens principais: Marilyn Monroe, a super diva do cinema e John Fitzgerald Kennedy, presidente americano muito querido pelos seus eleitores. E entre eles muito mais gente: Robert (irmão do JFK), Jackie (mulher de JFK), dois ex-maridos de Marilyn, mafiosos, cantores, atores, políticos, policiais, investigadores, psiquiatras, detetives… uma lista sem fim de pessoas.

O livro dá um breve panorama da história de Marilyn (infância pobre, pai desconhecido, mãe internada no manicômio, casada com o namoradinho para ter onde morar depois que os pais adotivos a abandonam) e de John (filho de irlandês que se deu bem na América, criança rica, doente que precisa de vários tratamentos) e começa a dar mais detalhes quando a história dos dois se cruza. Marilyn já é a atriz mais sexy da época e John é um senador casado que não pode ver um rabo de saia pela frente.

Acho que o que mais me chocou no livro foi saber que JFK era um super galinha: encostou o pé no chão quando sentou na guia já tava no ponto pra ir pra cama com ele. Ele teve vááááriiiasss amantes: atrizes, secretárias, cantoras, garotas de programa… desde que não contassem à ninguém suas puladas de cerca, estava tudo bem. Claro que todo mundo sabia dessas escapadas dele (e  ele não fazia questão nenhuma de escondê-las), inclusive Jackie Kennedy (a mulher recatada e ideal americano de esposa). Nunca fui fã da Jackie, sempre a achei bem sem graça e feinha, mas depois de ler esse livro a antipatia cresceu MUITO. Mesmo sabendo das traições do marido, continuou casada com ele por causa do dinheiro (chegou até a receber dinheiro do sogro para isso). Não tem esposa modelo mais falsa que ela. Pra mim, ela não tem mérito nenhum para ter um esmalte com o nome dela.

 

Jackie e JFK no dia do casamento
Jackie e JFK no dia do casamento

Não que Marilyn fosse a pureza em pessoa, já que não perdoava nem os entregadores de pizza. Teve casos com atores, roteiristas e qualquer um que mostrasse interesse em dar um pouco de carinho para ela. No começo da carreira, sua carta de recomendação dizia que “esta garota faz sexo oral maravilhosamente“. Precisa dizer mais?

JFK era amigo de Frank Sinatra e de todo o Rat Pack, com quem costumava farrear e dividir suas call girls. Sinatra, aliás, acompanhou muito de perto toda o romance de John e Marilyn.

Rat Pack: Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford e Joey Bishop
Rat Pack: Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Peter Lawford e Joey Bishop

Os dois nunca fizeram questão de esconder o romance que, na época, todos sabiam que rolava. Tudo bem que eles estavam cercados por escutas da CIA, FBI, agentes federais, detetive particular e até do psiquiatra da MM, mas mesmo assim: os dois não estavam nem aí, andavam de braços dados na praia, passavam noites em hotéis, conversavam muito ao telefone.

Marilyn sempre foi uma pessoa muito perturbada, mas com o passar dos anos seu vício em remédios e bebida cresceu absurdamente: as overdoses viraram parte da rotina, a falta de limpeza chegou ao extremo (alguns de seus amantes chegaram a ir embora por não aguentarem suas unhas sujas, cabelos oleosos e cocô de cachorro espalhado por todo o canto). Chegou à ser internada em hospício, mas seu ex-marido e amigo Joe DiMaggio sempre estava por perto para ajudá-la.

DiMaggio e Marilyn, na época de casados
DiMaggio e Marilyn, na época de casados

A foto da capa do livro é a única foto ainda existente da comemoração íntima que JFK teve depois da super comemoração em quem Marilyn cantou o famoso Happy Birthday. Todas as outras fotos foram destruídas pelos oficiais do Governo, à fim de acabar com provas de que o presidente comemorou seu aniversário com a loira.

Robert, Marilyn e John
Robert, Marilyn e John

Esse foi o último dia do caso que durou 10 anos e acabou com um belo pé na bunda dado por John, por pura e espontânea pressão da Jackie. Coitada da Marilyn, mandou fazer um super vestido sexy (que teve que ser costurado à seu corpo), fugiu do set de filmagem para ir cantar pro cara e no dia seguinte leva um pé na bunda!

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Marilyn que já não estava tão bem, acabou pior: teve um rápido caso com Robert Kennedy, mais algumas overdoses (chegou a ser estuprada por mafiosos durante uma delas), perdeu o contrato com a Fox e acabou morrendo de overdose em pouco tempo, totalmente sozinha em casa. JFK morreu pouco mais de um ano depois, com alguns tiros na cabeça, disparados por Lee Oswald.

Eu que mergulho totalmente nas histórias, já passei um tempão olhando fotos e vídeos dos dois. Aliás, esse é o único ponto fraco do livro: a falta de fotos.

Os 5 últimos assistidos no Netflix #6

Em busca de Iara


Diretor: Flavio Frederico e Mariana Pamplona
Ano de lançamento: 2013
Duração: 1h30
O que achei: ★★★★☆ 

Esse documentário estava na minha lista para assistir desde que li esse post da Camies (aliás, como todos os outros documentários que ela indicou).
Iara Iavelberg era uma garota rica e bem comum, nos anos 60. Se casou aos 16 anos com um médico escolhido pelos pais, era educada e bonita. A questão é que ela também era inteligente: passou na USP e acabou conhecendo o movimento estudantil. O Brasil vivia a ditadura, os tempos eram de luta e Iara acabou se apaixonando pela causa. Separada do marido, Iara se envolveu cada vez mais com a causa e acabou conhecendo Carlos Lamarca, com quem teve um relacionamento amoroso e a quem mostrou as ideias marxistas, livros e muito mais.
Um dos diretores do documentário é Mariana, sobrinha de Iara. A ideia base de tudo é provar que a morte de Iara não foi suicídio e sim um assassinato pelo exército brasileiro.
Muito interessante conhecer a história de mais uma vítima da ditadura, que eu nunca tinha ouvido falar e que teve papel fundamental na luta armada da época (o que seria de Lamarca sem a cultura que Iara lhe passou?).

Eu e as mulheres


Diretor: Jon Kasdan
Ano de lançamento: 2006
Duração: 1h37
O que achei: ★★★☆☆ 

Tenho uma regra de ouro: se tem Adam Brody no elenco, o filme merece ser assistido. Desculpa, coisa de fã órfã de The O.C. :p
Carter (Adam Brody) é um roteirista de filmes pornô que resolve passar um tempo com sua avó doente depois que leva um pé na bunda da atual namorada.
Ele conhece a vizinha Sarah (Meg Ryan) e suas duas filhas, a adolescente Lucy (Kristen Stewart) e a pré-adolescente Paige (Makenzie Vega). Carter acaba se envolvendo com a vida das três, em níveis diferentes. Ele também consegue criar uma conexão com a avó meio amalucada e, no meio de tudo isso, consegue terminar o livro que vinha tentando escrever há anos.
Com cada uma das quatro mulheres Carter aprender algo que o faz perceber que a vida é muito mais do que ele achava ser e que deve procurar sua felicidade.
O filme é bem gracinha, mas nada de especial. Sinceramente, o ponto alto é ter o Adam. Hahaha.

Drive


Diretor: Nicholas Winding Refn
Ano de lançamento: 2011
Duração: 1h40
O que achei: ★★★☆☆ 

Vários amigos já tinham me indicado esse filme, inclusive vários que são fãs do Ryan Gosling e ficavam revoltados quando eu dizia que não achava o cara nada demais. Hahaha.
Ryan é um motorista chamado Driver (pois é), que é dublê cinematográfico, mecânimo e faz bico de motorista de fuga à noite. Vida agitada a do moço, né?
Ele acaba ficando amigo da vizinha, que espera junto com o filho que o marido saia da prisão. O cara sai da prisão, está precisando de dinheiro e Driver o chama para participar de um assalto. E aí o caldo engrossa e todo mundo corre risco de morrer.
Gostei do filme, achei super bem montado e tem um ritmo bem bom. E tá, confesso que me fez gostar um pouco mais do Ryan Gosling. Hehe.

Love, Marilyn


Diretor: Liz Garbus
Ano de lançamento: 2012
Duração: 1h47
O que achei: ★★★☆☆ 

Sou a doida das biografias e já li algumas coisas sobre a Marilyn Monroe. Aí que quando vi esse documentário, com atrizes lendo trechos dos diários e poemas que Marilyn escreveu, eu TIVE que assistir.
No elenco, atrizes como Uma Thurman, Lindsay Lohan e Viola Davis vão lendo e interpretando trechos encontrados em duas caixas que ficaram 50 anos guardadas e intocadas. São poemas, anotações e trechos de diários que mostram um pouco a intimidade de Marilyn.
Achei que em alguns momentos a edição fica um pouco monótona, mas no geral é bem interessante.

Quanto mais quente melhor


Diretor: Nicholas Winding Refn
Ano de lançamento: 1959
Duração: 2h10
O que achei: ★★★★★ 

Você já assistiu algum filme com a Marilyn Monroe? Se não, deveria. Assistir um filme com ela ajuda a entender o porque dela exercer tanto fascínio na sua época e porque é esse sinônimo de sex-appeal até hoje. Marilyn não era uma das melhores atrizes, não conquistava papéis muito profundos… mas ela encantava. Você fica vidrado na tela, é uma coisa meio doida de explicar.
Se eu tivesse que indicar um filme para que você começasse a conhecer a filmografia dela, seria esse. Eu nunca tinha assistido, mas gostei tanto do filme e me diverti pra caramba, então fica fácil de fazer essa indicação.
A história se passa em 1929, bem na época dos grandes gangsters nos Estados Unidos. Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) testemunham assassinatos sem querer e, por isso, tem que fugir da cidade. Como eles são músicos e encontram uma vaga em uma banda feminina, não pensam duas vezes em se vestir de mulher e fingir que são Josephine e Daphne, duas musicistas experientes. Eles conseguem o trabalho,  viajam e é assim que conhecem Sugar Kane (Marilyn Monroe), a cantora da banda.
O filme é engraçado e achei demais o final, super moderno pra época (mas que não vou contar aqui porque posso estragar a surpresa).