2015

Andei lendo: O dia em que b apareceu | Milu Leite

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Eu nunca tinha participado de um Book Tour e, sinceramente, nem sabia que isso existia. Aí recebi o convite da Juh Claro para participar de um e quando soube que era simplesmente ler um livro escolhido por ela, em um tempo determinado e envia-lo para a próxima pessoa da lista, animei. Achei uma dinâmica legal e como o livro era infanto-juvenil, topei na hora. Esse ano estou bem focada em terminar o desafio literário, mas achei que não faria mal ler um livro só fora dele, já que esse título não se encaixou em nenhum tópico que eu tenho que cumprir.

Bernardo é um menino super inteligente e precoce. Escreveu um livro ganhador de concurso, teve todos os holofotes voltados para ele e, com isso, chamou a atenção de uma universidade que o convidou a ser seu aluno. O trato com a faculdade é bem simples: que ele estude lá mas entregue um outro livro escrito em pouco tempo. Só esse fato já poderia ser considerado um pouco de pressão demais, não fosse dois detalhes: Bernardo é muito mais novo do que seus colegas de classe (no livro não falam exatamente a idade dele, mas chuto algo entre 13 e 15 anos) e não tem muito traquejo social, o que o faz sofrer bastante por não saber lidar direito com outras pessoas.

Como todo gênio, Bernardo é excêntrico. Escolheu seu chamado apenas de “b” (com letra minúscula e fonte Verdana, por favor), acha que todos os outros são idiotas e/ou burros demais para ele e não consegue estabelecer nenhum relacionamento de verdade além do que tem com sua avó e seu cachorro. Sinceramente? Ele me lembrou um Sheldon Cooper novinho, extremamente confiante de sua inteligência e ao mesmo tempo extremamente inseguro de si. Não consegui pegar muito carinho pelo personagem, na maior parte do tempo eu só o achei um adolescente metido.

Os personagens dos livros de b são inspirados em um grupo de 4 amigos que sempre se encontram em frente ao seu prédio, que ele nem conhece e adora observar. Aliás, a paixonite dele é a menina do grupo, de quem ele nem sabe o nome. Nos livros, Dora, Farelo, Hipotenusa e Felipe são amigos desde sempre e vivem grudados. Curiosos, eles desvendam mistérios, descobrem histórias e enchem o saco um do outro o tempo todo. Adorei o grupo, achei divertido.

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O livro é um misto entre a história de b e de seus personagens, podemos ir lendo a história do grupo de amigos enquanto b a escreve. Achei essa dinâmica bem legal, imagino que seja uma novidade para uma criança que esteja lendo o livro. A diagramação e as ilustrações estão ótimas, dão todo um charme. <3

No geral, achei a leitura interessante. Claro que não sou o público do livro, mas mesmo assim me diverti. Como o livro é bem curtinho, fiquei com a sensação de que o final da história poderia ser melhor explicado e explorado, mas de novo: isso porque sou adulta, provavelmente para uma criança prolongar o final não fosse necessário mesmo.

Preço: R$ 34,20 na Cia. dos Livros.

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Clica aí, colega! #24

Mas que vergonha, né? Passei agosto inteiro postando todo dia, direitinho. Aí veio setembro e eu simplesmente não me organizei para continuar postando sempre. Ô desleixo! :/

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– Ontem, assistindo ao Rock in Rio, fiquei revoltada com os manés apertando o peito das meninas que estavam sem camiseta. Caramba, que falta de respeito, que absurdo! Hoje restaurei um pouco a minha fé na humanidade ao ler esse texto no Judão, de um homem reclamando exatamente disso. Deixa a menina ser feliz e mostrar o peito, gente. Nada de achar que isso é um convite para apalpar o que quiser!
– A Franciellen não tem um plano e, como me identifiquei super com o texto dela, cheguei à conclusão de que provavelmente também não tenho um.
– A Gabius falou um pouco sobre essa chatice de todo mundo criticar todo mundo, em nome do “blog de raiz”. Gente, parem. Sim, tem coisa que incomoda ao ler um blog e sim, tem gente que perde a mão na coisa, então que tal simplesmente parar de ler e pronto? Vocês tem essa opção. ;)
– Tenho pesquisado um pouco sobre cuidados com cabelos cacheados e acabei parando nesse post da Denise, sobre a revolução que foi na vida dela ter parado de alisar o cabelo e aceitar sua real beleza. Delícia ler esse tipo de relato.
– Provavelmente você já ouviu falar da Mirian Bottan, famosa há anos e anos nessa internet. Aí que, ao ler esse texto dela sobre sua luta contra a bulimia, descobri um lado dela que não conhecia e, muito menos, suspeitava que existia. O alerta é importante e é bem legal ver como ela conseguiu encontrar um equilíbrio e se cuidar.

links-semana-24b– Eu sou muito desmemoriada e, ao ler essa lista da Zupi com as vantagens de ser desmemoriado, me identifiquei com praticamente tudo. Não que eu ache vantagem (só a parte de não guardar rancor é boa, admito), mas foi bom saber que não sou a única pessoa a ter tantos “sintomas”. Hahaha.
– Sabia que na República Dominicana existe uma aldeia onde já não é mais novidade uma criança que foi considerada do sexo feminino toda a vida passar a ter pênis e virar menino, naturalmente, quando chega à puberdade? Coisa doida, né. O Henrique que me passou esse link, achei a maior loucura da natureza! :O
– Falei pra vocês que assisti à todos os episódios de Narcos em menos de uma semana, né? Desde então tenho clicado em tudo quanto é link sobre o Pablo Escobar, de tanta curiosidade. Essas fotos na Casa Vogue mostram como está uma das mansões do traficante, abandonada há muitos anos.
– Uma ilustradora fez uma série de quadrinhos imaginando como seria o namoro dos pais de Harry Potter. Tá uma graça, morri de rir com alguns. <3
– Outro dia o Henrique estava me falando que anda com vontade de tomar um brunch bem caprichado e, magicamente, caí nessa lista do Chicken or Pasta, com 5 lugares para fazer a refeição aqui em SP. Tô salivando!

52 objetos: #36

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O quê: Fone de ouvido Skullcandy Agent Tokidoki
Por quê: Enquanto estou no computador, estou usando ele. Como passo o dia todo trabalhando, fico o dia todo com ele. :p
Onde está: Nos meus ouvidos
De onde veio: Do Mercado Livre

Passo o dia todinho de fone de ouvido, mesmo que sem escutar nada. Acho que o fone me isola um pouco do mundo, aí me concentro mais, acostumei tanto que sinto uma falta absurda quando estou sem. Claro que a maior parte do tempo estou escutando música, mas às vezes passo a manhã toda com ele no ouvido, só aproveitando o silêncio.

No mês passado todos os meus fones resolveram pifar. Primeiro foi o do celular, que eu usava para ir à academia, aí passei a usar o que usava no computador para ir à academia também e ele não aguentou nem duas semanas de suor. Encomendei com uma amiga que viajou um fone próprio para corrida e passei a usar um fone ruizinho que eu tinha de reserva aqui para correr e trabalhar. Ele aguentou duas semanas e também pifou, aí fiquei totalmente sem fone para a academia (fiquei usando o do celular, que está só com um lado funcionando) e corri para procurar um fone legal para o trabalho.

Há anos estava querendo um over-ear, acho que isola mais o som e é mais confortável, mas ficava enrolando. A verdade é que queria um fone bom, bonito e barato. Aí claro que nunca encontrava e deixava para depois. Eu nem tinha pensado em olhar no Mercado Livre, mas o Henrique andou comprando algumas peças de guitarra lá e resolvi dar uma pesquisada. E foi aí que achei esse fone lindo da Skullcandy com a Tokidoki, por um preço bem abaixo do que eu havia visto em outras lojas. Pesquisei o vendedor, vi que todo mundo elogiava e que ele tem uma loja de música e resolvi arriscar. Menos de 24h depois eu já estava com o fone em mãos, com a embalagem lacrada, tudo perfeito.

Tô há uma semana usando o fone e estou adorando. O som é bom, ele é confortável… não poderia estar mais feliz.

O que é o projeto 52 objetos?
Em muitos anos no futuro alguém encontra uma caixa cheia de coisas que você possuiu e tenta descobrir que tipo de pessoa você era. Talvez essa caixa tenha fotografias, livros, documentos pessoais, roupas, talheres, bilhetes de shows ou até um pacote de chiclete. O que esses objetos diriam sobre você? Eles mostrariam um retrato fiel da sua vida? Qual história eles diriam?

A ideia original veio daqui e essa tradução da explicação é da Ana Paula. Você pode ver todos os outros objetos que escolhi aqui.