junho 2015

Andei lendo: O guardião de memórias | Kim Edwards

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David era um garoto muito pobre que perdeu a irmã ainda no começo da adolescência, conseguiu estudar e agora é um médico respeitado. Norah é uma mulher jovem e sem grandes feitos na vida. Os dois se conhecem, se casam e estão esperando gêmeos.

Norah entra em trabalho de parto durante uma nevasca e, ao chegar ao hospital, descobre que o médico que faria seu parto não conseguirá chegar ao hospital. Claro que quem faz o parto é David, mas ele conta com a ajuda da enfermeira Caroline. O primeiro a nascer é Paul, um lindo menininho. Logo depois quem nasce é Phoebe, que também era linda mas tinha Síndrome de Down. É 1964, David tem medo da reação da sociedade e da esposa e resolve mandar Caroline levar Phoebe para uma instiuição para crianças com Down, dizendo à Norah que a menina faleceu ao nascer.

Caroline acha a instituição horrível e resolve ficar com Phoebe. Se muda da cidade e cria a menina com a ajuda de amigos e de uma caminhoneiro com quem se casa.

Por causa do “falecimento” de Phoebe, o casamento de Norah e David vai acabando aos poucos. O relacionamento de Paul com o pai também é super conturbado, cheio de rancor e ódio. No meio de tudo isso David vira um fotógrafo famoso e Norah uma empresária de sucesso no ramo de viagens. Fica bem claro que os dois tomaram esse rumo para tentar trabalhar melhor o luto com a ausência da filha e para preencher o vazio que cresceu entre os dois. A vida familiar deles está longe do que poderia ser e David nunca conta aos dois a verdade sobre a filha.

O final me surpreendeu bastante, eu realmente não previa o que aconteceu. Achei isso bem legal, foi uma quebra inusitada na história, mas que também resolveu tudo muito rápido, sabe? Me pareceu que 250 páginas foram pura enrolação e no final a autora correu para terminar tudo logo.

Esse foi o livro mais demorado para ler do ano, até agora. A história é interessante, mas a narrativa da autora não engata, sabe? Ela detalha algumas coisas (o cair da neve, o vento que bate nas árvores, etc) e isso quebra muito o ritmo do livro.Ganhei de uma amiga que adorou a história (que é mesmo bem boa!), mas enrolei um pouco para começar porque tinha lido algumas críticas ruins no Skoob. A maioria falava sobre o ritmo da narrativa e nisso tenho que concordar. Eu não me dou muito bem com autores que detalham tudo demais (como o Tolkien), então sofri um pouco para ler mais de 20 páginas por vez. :/

O livro virou um filme feito para a TV americana há alguns anos e fiquei com vontade de assistir, até comecei outro dia mas parei. Olha o trailer:

Preço: R$11,61 no Submarino.

Este livro me ajudou a cumprir os itens 15 e 31 do 2015 Reading Challenge.

52 objetos: #25

52objetos25

O quê: Porta retrato com foto do casamento dos meus pais
Por quê: Sem esse casamento eu não existiria
Onde está: Em uma prateleira no quarto da minha mãe
De onde veio: Lá de 1971, ano em que eles se casaram

Essa é, com certeza absoluta, minha foto favorita dos meus pais.

Dona Bete e Seu Oswaldir se casaram em julho de 1971, quando tinham 23 e 27 anos. Casaram na igreja e depois teve festa bancada pelo meu avô materno em um restaurante. Tudo simples, como naquela época era o costume.

Antes mesmo de completarem 1 ano de casados, nascia minha irmã. Depois vieram meus dois irmãos e eu, em um intervalo de 12 anos. É, esses dois não brincavam em serviço. Hahaha. :p

Quando era criança eu vivia olhando o álbum de fotos do casamento dos meus pais, vendo a felicidade e a beleza deles. Acho essa foto, em especial, a mais feliz. Olha o sorrisão na cara do meu pai, coisa que não é tão fácil de ser ver já que ele é um cara bem sério.

Acho que não tem melhor jeito de explicar de onde uma pessoa vem do que falar de seus pais. Por isso que na minha caixa tinha que ter uma foto desses dois, as pessoas mais importantes da minha vida. <3

O que é o projeto 52 objetos?
Em muitos anos no futuro alguém encontra uma caixa cheia de coisas que você possuiu e tenta descobrir que tipo de pessoa você era. Talvez essa caixa tenha fotografias, livros, documentos pessoais, roupas, talheres, bilhetes de shows ou até um pacote de chiclete. O que esses objetos diriam sobre você? Eles mostrariam um retrato fiel da sua vida? Qual história eles diriam?

A ideia original veio daqui e essa tradução da explicação é da Ana Paula. Você pode ver todos os outros objetos que escolhi aqui.

Querência: sapatos retrô

Aqui em Santo André tem uma loja que todo mundo conhece e adora, chamada Casa das Três Meninas. Lá vendem algumas marcas super difíceis de se encontrar em outras lojas pelo ABC, tudo sempre diferente e original, sabe? Eu já fui uma cliente assídua, mas há alguns anos o bolso não me deixa frequentar tanto a loja. HAHAHA. #sinceridades

Daí que minha irmã (sim, ela de novo) me mandou o link da MZQ falando que eles fazem sapatos do tipo dos que vendem na Casa das Três Meninas, que a gente adorava e nunca comprava porque o preço era super salgado. Entrei no site e o preço deles não é tão alta, tá bem na média de outras marcas de sapatos “normais”. E o visual, ahhhhh, o visual. Eu amo essa coisa de sapatinho retrô, com o bico largo e quadrado, os detalhes… escolhi meus modelos favoritos, olha só:

mzq-sapatos-retro

Bota Mary | Sapato Grace | Sandália Brigitte | Oxford Mary | Sapato Mary | Sapato Mary

Claro que o favorito meeeesmo, o que me fez pensar em pegar o cartão de crédito, foi a bota! Acho lindo esse tipo de fechamento com botão, sempre quis uma assim. Se fosse preta então, aí eu tinha comprado. É que bota marrom eu já tenho uma super novinha. Hahaha. :p