Abril 2015

52 objetos: #17

52objetos-camisetaCM

O quê: Baby-look básica do Corre Mulherada
Por quê: O que começou como um blog de diversão virou um trabalho paralelo muito amado. O CM é uma parte muito importante e grande no meu dia-a-dia.
Onde está: Nesse exato momento, na máquina de lavar. Hahaha.
De onde veio: Da lojinha do CM

Esse mês o Corre Mulherada! completou dois anos e, apesar de falar sobre isso por lá e no meu Instagram, não podia deixar de falar por aqui também. Na foto todas estamos com a baby-look básica do blog, minha favorita e o primeiro modelo que fizemos, cortando o bolo que compartilhamos com algumas leitoras no último sábado. O evento foi lindo, morremos de orgulho.

Fazer parte da equipe do Corre Mulherada! é extremamente especial e mudou minha vida de algumas maneiras. Sempre gostei de ter blog e escrever, mas nunca tive que encarar isso com tanto profissionalismo quanto encaro por lá. Tive que aprender a cuidar da parte comercial do blog, a conversar com parceiros e anunciantes, a pensar em produtos para a loja do blog… profissionalmente é uma descoberta e um aprendizado enorme.

Também nunca pensei que teria um blog sobre esporte, coisa que nunca fui muito chegada. E aqui estamos, dois anos depois, ainda falando sobre esse esporte que entrou em nossas vidas por acaso e que só nos traz felicidade. Sou muito grata por tudo o que aconteceu nesses dois anos. Que venham muitos outros! <3

O que é o projeto 52 objetos?
Em muitos anos no futuro alguém encontra uma caixa cheia de coisas que você possuiu e tenta descobrir que tipo de pessoa você era. Talvez essa caixa tenha fotografias, livros, documentos pessoais, roupas, talheres, bilhetes de shows ou até um pacote de chiclete. O que esses objetos diriam sobre você? Eles mostrariam um retrato fiel da sua vida? Qual história eles diriam?

A ideia original veio daqui e essa tradução da explicação é da Ana Paula. Você pode ver todos os outros objetos que escolhi aqui.

Andei lendo: Muncle Trogg: O menor gigante do mundo | Janet Foxley

muncletrogg

Ganhei esse livro da minha mãe, que comprou algumas cópias porque encontrou em uma promoção por R$3 e achou que era livro para criança pequena. Acabou que minhas sobrinhas ainda são muito pequenas para esse tipo de livro e ela me deu uma das cópias.

Muncle Trogg é um gigante de 10 anos, prestes a se formar na escola e pronto para procurar um emprego. Ele mora com os pais (Mã e Pá, achei engraçado porque chamo meus pais assim também. Hahaha), o irmão e a irmã mais novos. Seria uma gigante comum, se não fosse um detalhe: comparado a todos os outros gigantes que moram no Monte das Lamentações, ele é minúsculo. Baixinho, sofre bullying em todos os lugares, é ricularizado na escola. A vida de Muncle não é nada fácil.

Os gigantes vivem escondidos dos Pequenotes (nós, humanos) e tem uma sociedade bem organizada, sem levantar nenhuma suspeita. Tudo vai muito bem, até Gritt, o irmão de Muncle, resolver sequestrar uma humana para entrar para a maior gangue de gigantes. E aí começa a maior confusão e Muncle é o único a conseguir pensar em um jeito de resolver tudo.

O livro é rapidinho de ler, Muncle é um fofo e acho que uma criança de uns 8 ou 10 anos iria gostar bastante da história. Pelo que pesquisei, esse é o primeiro livro de uma série. Não vou atrás dos próximos volumes, mas não achei ruim não.

Preço: R$16,11 no Submarino e R$24,90 na Livraria Cultura

Este livro me ajudou a cumprir o item 7 do 2015 Reading Challenge.

Só assisti quando acabou: Dead Like Me

Gosto de ter uma série para assistir sempre que não estou a fim de assistir nada que está passando na TV e não quero ficar no sofá o tempo de duração de um filme, sabe? E foi assim que descobri Dead Like Me no catálogo do Netflix.

A sinopse me interessou bastante: Georgia Lass é uma garota de 18 anos que morre ao ser atingida por um assento sanitário que se soltou de uma estação espacial. Ao morrer, ela se vê de pé pertinho de onde está seu corpo e é recebida por Rube, que explica que agora ela é uma ceifadora de almas. E aí George (o apelido de Georgia) começa uma nova vida. Interessante, né? Eu achei.

dead_like_me-poster

George viveu seus 18 anos sem deixar grandes marcas na vida de outras pessoas. Basicamente só seus pais e a irmã mais nova sentem sua falta. Ela chega a falar que não fez amigos e que nunca namorou e, como ela tinha abandonado a faculdade, não tinha contato nem com colegas de classe. Sua morte aconteceu no almoço de seu primeiro dia de emprego na Happy Time, então lá também ninguém realmente sentiu sua falta.

Ao virar uma ceifadora, George descobre que esse não é um emprego remunerado e é obrigada a encontrar um emprego para se sustentar e uma casa para morar. Os primeiros episódios são meio chatinhos porque a George faz muito o tipo revoltadinha com tudo, sabe? Tem muita coisa que se ela fosse mais prática teria resolvido melhor e mais rápido, mas também o que a gente pode esperar de uma menina de 18 anos que morreu tão de repente e agora tem que assimilar toda essa nova realidade de uma só vez, né?

Ao virar ceifadora, George só tem sua aparência real quando está com outros ceifadores. Para os vivos, George tem um rosto bem diferente do seu e teve que assumir uma nova identidade, para não levantar suspeitas. Ela escolhe se chamar Millie e volta a trabalhar na Happy Time, que é uma agência de empregos temporários.

O grupo de ceifadores de George é responsável por cuidar das mortes por elementos externos: assassinatos, acidentes, suicidios, etc. Ao todo, são 5 pessoas: Rube (o chefe, que recebe os dados de quem irá morrer naquele dia e os distribui aos outros), Roxy (uma mulher de uns 40 anos, durona e que tem como segundo emprego ser policial), Daisy (uma atriz loira e linda, com um histórico sexual cheio de famosos) e Mason (um inglês que morreu nos anos 60 ao tentar perfurar o próprio crânio para ficar chapado – alcoólatra e usuário de drogas). Logo no comecinho da série também tinha a Betty, mas a personagem resolve quebrar as regras e “ir para a luz” com uma alma que ceifou e nunca mais falam dela. Fiquei o tempo todo esperando uma explicação, mas não veio.

tumblr_inline_mwen4mRgKF1ro6l0f

Todos os dias o grupo se encontra em um restaurante para tomar café da manhã e pegar o post-it com sua tarefa do dia, distribuído por Rube. E é para lá que os personagens sempre voltam para se encontrar, a qualquer hora do dia. No post-it eles recebem a primeira letra do nome e o sobrenome completo da vítima, o local e a hora exata da morte. Ao encontrarem a pessoa no local e horário marcado, eles passam a mão na pessoa para ceifar a alma antes que o acidente aconteça e assim a pessoa não sinta dor. Ao morrer, a alma é incentivada por eles a aceitar a morte e ir para a luz.

Confesso que a primeira temporada não me empolgou muito, mas como vi que a série só durou duas temporadas (tendo 29 episódios no total) continuei a assistir. E a segunda temporada é muuuuuito melhor. Os personagens são mais aprofundados, George já se conformou em ser ceifadora e já não interfere tanto na vida de sua família.

Os diálogos são bem engraçados e Mason é garantia de histórias doidas e imbecis. Hahaha. É meu personagem favorito, garrei amor nele. Roxy também é bem legal e, quando a gente entende porque Rube se apegou tão facilmente à George, passamos a gostar mais dele também. Ele acaba virando uma espécie de pai para a menina (que chega a falar isso para ele no último episódio da série).

No geral a série teve vários pontos soltos, algumas falhas de roteiro… chegou uma hora na primeira temporada que tudo se arrastava tanto que cheguei a pesquisar se não tinha sido escrita na época daquela greve de roteiristas (e não foi). Pesquisando, descobri que o mesmo cara que criou Pushing Daisies (que eu adorava) criou essa, mas largou o projeto depois dos primeiros 5 episódios alegando que o clima nas gravações era insuportável. A série foi exibida entre 2003 e 2004.

No Netflix também tem o filme da série, lançado diretamente em DVD em 2009 e que conta com quase todo o time de atores da série. Como o ator que interpretava o Rube não assinou contrato, no filme o personagem dele finalmente viu a luz e agora o grupo de George tem outro chefe. O filme é um pouco arrastado, mas funciona como fechamento para a série, já que o último episódio da segunda temporada não trouxe fechamento algum. Vale para quem assistiu as duas temporadas.

E agora aceito sugestões de outras séries que estejam no Netflix. Não ligo de ser série antiga, mas já adianto que só tenho saco para assistir se tudo já estiver no catálogo deles. Hahaha. ;)