dezembro 2014

Testando o Lev da Saraiva

Sempre tive muita curiosidade em testar um leitor digital de livros. Pensava muito em comprar um, mas minha grande dúvida sempre foi se eu me adaptaria à leitura fora do papel. Já havia tentado ler no celular e no computador, mas minha vista sempre ficava cansada muito rápido e tirava o prazer de ler. Mesmo sabendo que leitores digitais têm luminosidade pensada para se parecer com o papel, ficava ressabiada.

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Achei o máximo quando o pessoal da Saraiva me enviou o Lev para testar porque finalmente eu iria poder ver se me adaptava ou não à esse jeito moderno de ler. O modelo que recebi é o top de linha, com iluminação de LED.

Informações ténicas

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O Lev tem 12×16,6cm e 0,9 cm de largura. É bem fininho e leve, pesando 190gr. Tem tela de 758x1024px, wi-fi, tela antirreflexo, entrada para cartão MicroSD e é touch-screen. A capacidade e de até 4.000 títulos e a bateria dura semanas. Funciona como leitor de PDF. A bateria é recarregada através de uma porta USB. A extensão usada para os arquivos de livros é .epub.

Variedade de livros e capas

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Toda a compra de livros só pode ser feita pela loja da saraiva, o que já era de se esperar. A seleção de livros é bem extensa e tinha tudo o que procurei. Há a sessão de livros em oferta, com alguns achados mais antigos a partir de R$6. Todos os dias um livro mais atual entra em oferta, por 24h, geralmente por R$9,90.

A lista de livros atuais, fora de promoção, tem um preço um pouco acima do que eu esperava. Os livros do John Green, por exemplo, começam em R$16,90. Achei um pouco caro, considerando que encontramos facilmente uma cópia impressa do mesmo livro pelo menos valor (considerando que na cópia digital a editora não tem todo o gasto com papel, impressão, estoque e transporte que tem na cópia impressa).

A sessão de livros gratuitos tem livros antigos e/ou clássicos, como A Metamorfose e a Pátria de chuteiras. Também tem bastante títulos de auto-ajuda e alguns livros mais atuais e de autores menos famosos.

Além disso, quando você entra pela primeira vez na loja Saraiva pelo Lev, recebe alguns livros grátis. Você não consegue escolher os livros, é um pacote fechado e surpresa. Por sorte, um dos que vieram no pacote que recebi estava na minha lista de desejos há tempos.

As capas oficiais também são vendidas pelo site da Saraiva, em três opções de cor (preto, rosa e azul) e custam R$79,90. Pesquisei no Mercado Livre e por lá o preço é mais amigo: R$39,90.

O que achei

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Li apenas um livro inteiro com o Lev, mas o levei para tudo quanto é canto. No começo fiquei com medo de tirá-lo da bolsa no trem e metrô, mas o medo passou quando vi que agora é comum ver pessoas com seus leitores digitais no transporte coletivo. Ninguém me olhou estranhando ou me deu impressão de que queria roubá-lo. Ponto pra sociedade! Hahaha.

O fato dele ser leve é muito bom. Colocava na bolsa e ele não pesava quase nada, uma benção depois de uma vida toda com dor no ombro no final do dia por carregar livros pesados.

O reflexo na tela realmente não existe e a luz é super útil para ler deitada na cama, de noite. É forte o suficiente para você ver bem a tela, mas não para acordar quem está dormindo do teu lado. Testei isso, li um tempão enquanto o Henrique dormia e ele nem notou a luz. Fora que é muito mais confortável ler na cama segurando o “livro” com uma só mão.

A navegação toda é feita através do único botão do aparelho. Super simples pra quem tá acostumado com o iPhone e o iPad que também seguem o mesmo sistema.

No começo não me dei muito bem com o touch-screen, não conseguia passar as páginas direito. Foi só acostumar, depois que peguei o jeito não tive mais problemas. Enquanto procurava livros na loja, também tive alguns problemas de clicar e a tela não mudar, talvez porque estava dando um toque muito sutil na tela.

A bateria não durou tanto tempo. Depois dos dois primeiros dias de uso, tive que recarregá-lo, o que achei normal já que todo aparelho eletrônico vem com pouca bateria de fábrica. Também recebi a dica de desligar o wi-fi, que consome mais bateria. Também peguei o costume de desligar a luz quando estava lendo em ambiente claro e não precisava dela. Depois de uma semana e meia de uso, lendo por uma hora quase todos os dias, precisei recarregar novamente. Conclusão: a bateria não dura tanto assim, quando li que durava semanas imaginei que durasse pelo menos por duas semanas inteiras.

Passar arquivos em PDF para o aparelho é super simples. Basta conectá-lo ao computador e permitir que o computador tenha acesso aos arquivos que estão nele. A leitura de PDF também é super tranquila, igual à dos arquivos de livros .epub.

Terminei o teste querendo um leitor digital o quanto antes, me apeguei ao bichinho e foi duro devolvê-lo. </3

Preço: R$299 (sem luz) ou R$479 (com luz)
Mais informações: Site oficial

Ideias para agitar o amigo-secreto

Uma das melhores coisas de final de ano pra mim são os amigos-secretos (ou amigo-oculto, dependendo de qual região do país você é). Gosto tanto que já participei de vários fora de época e adoro quando rola algum com as amigas da internet, com a entrega pelos correios. Como falei de um assim, na semana passada, resolvi fazer uma lista de ideias para você deixar a brincadeira mais interessante esse ano. Algumas já fiz, outras não (mas um dia ainda vou fazer, me aguardem! Hahaha).

Amigo do fim do mundo
Falei desse tema mas não expliquei tão bem, né? Foi ideia minha, para o final de 2012 (quando o mundo teoricamente acabaria).

Foto: P3K
Foto: P3K

Como funciona: Cada pessoa tem que escolher dois presentes para o amigo que pegou. O primeiro é algo que a pessoa tenha que ter antes do fim do mundo. Vale um cd que você adora e todo mundo deveria conhecer, um livro, um tratamento de beleza, um álbum de fotos da família… pense no que você acha que todo mundo tem que ter ou fazer antes do mundo como conhecemos acabar. O segundo é algo que vai ser útil para a pessoa, caso ela sobreviva ao fim do mundo. Aqui vale você inventar o porque do mundo ter acabado (zumbis? meteoro? falta de recursos naturais?). Já ganhei chinelo pra matar baratas (pq elas vão sobreviver à qualquer coisa que aconteça na Terra, pode ter certeza), livro e kit de comidas.
Porque é legal: é difícil. Hahaha. A ideia parece simples, mas a gente quebra a cabeça para conseguir um presentes que seja legal, agrade e ainda tenha sentido na brincadeira. Um ótimo exercício de criatividade.
Ideal para: grupo de amigos, principalmente os que curtem zumbis e histórias apocalípticas. Foi muito engraçado quando fiz com os amigos, surgiram coisas muito inusitadas.

Amigo arco-íris
Esse é um dos meus temas favoritos, ideia da Lec. <3

Foto: Gina Rae Miller
Foto: Gina Rae Miller

Como funciona: Além de sortear quem tira quem, você tem que definir uma cor por pessoa – por escolha, sorteio ou qualquer outro meio. Cada um sabendo sua cor e a pessoa que tirou, é hora da magia: montar uma caixa com vários presentes que sejam na cor determinada. O legal é misturar coisas bem diferentes (doces, bebidas, roupas, maquiagem, itens de decoração, etc) e fazer uma caixa bem eclética. Os presentes podem ser baratinhos e ter ou não um mais caro, sendo o principal.
Porque é legal: participei de um assim ano passado e foi MUITO legal. A ideia de encher uma caixa com presentes só de uma cor deixa a gente neurótico e com o olho treinado. Dá para encher a caixa com coisas super diferentes entre si e ainda assim ter um resultado visual LINDO. Fiquei com vontade de fazer um desse todo ano.
É ideal para: grupo de amigas, pra poder encher de mimo bobinho e fofo. O melhor é ser feito em grupo de 7 pessoas, assim cada uma fica com uma cor do arco-íris.

Amigo internacional
A ideia surgiu com o mesmo grupo de amigos do “fim do mundo” quando um dos casais estava de mudança do país. Acabamos não entregando os presentes e desistindo, por falta de tempo, mas acho a ideia bem boa.

Foto: Not on the high street.
Foto: Not on the high street.

Como funciona: Como a ideia acima, além de sortear quem tira quem você tem que definir um país tema para cada um. E aí, você tem que escolher presentes que tenham ligação àquele país que ficou definido para você. Vale presente fabricado no país, que lembre alguma tradição, algum filme, livro ou algo do tipo que faça referência à ele. Quando brinquei, peguei a China e ó: foi a maior dificuldade encontrar algo que combinasse com meu amigo e tivesse ligação com o país.
Porque é legal: de novo, a criatividade. É fácil pensar em coisas para cada país, mas fica difícil quando você quer escolher algo que agrade ao amigo também. Fora que se você pegar algum país que não conhece muito, tem que estudar um pouquinho e aprende coisas novas. ;)
É ideal para: família ou amigos, que gostem de viajar. Para quem curte botar o pé na estrada é um prato cheio ter que pensar na cultura de outros lugares.

Amigo sapateiro
Tem coisa melhor do que ganhar sapato? Tem: ter certeza de que vai ganhar isso no amigo-oculto.

Imagem: Paper Fashion.
Imagem: Paper Fashion.

Como funciona: sorteia normalmente, define um valor mínimo e simbora todo mundo ganhar sapato. Vocês podem definir modelo e/ou cor que querem ou viver perigosamente e só passar o número que cada um calça (eu gosto mais dessa opção, odeio escolher o que vou ganhar). Participei de um assim na época do Plastic Fantastic e adivinha? Só valia dar Melissa. Hahaha. Foi bem divertido.
Porque é legal: SAPATOS! Precisa de mais?
É ideal para: grupo de amigas ou entre a mulherada da família. Se você tem algum amigo que curte sapato, bota ele na brincadeira também!

Além desses tem os mais tradicionais: de roubar, de sortear na hora (com algum presente genérico)… esses são bons para organizar em cima da hora.

E você? Já brincou de algum amigo-secreto diferente? Me conta! :D

Berlim – onde me hospedei

Novamente usei o guia de bairros do airbnb para escolher onde ficaríamos. Depois de xeretar um pouco, eu já estava convencida a ficar em Prenzlauer Berg, o bairro que todo mundo descreve como “a Vila Madalena de Berlim”. Haha. Conversei com a irmã de uma amiga e ela me confirmou que o bairro era uma delícia, super jovem e calmo ao mesmo tempo.

O bairro é realmente uma delícia. As ruas são calmas, planas, tem um monte de restaurante, mercado e tudo mais por perto. Achei incrível como em toda rua do bairro tem, pelo menos, um cabeleireiro. Sério, tinha rua que tinha uns 3 ou 4. Fiquei achando que é o bairro onde o povo vai pra arrumar o cabelo.

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O bairro não fica longe do centro e a gente ia quase sempre à pé, aproveitando para se perder um pouco e ir conhecendo mais o dia-a-dia do povo da cidade. Voltávamos de metrô porque chegamos em Berlim depois de um mês de andanças e já não tínhamos todo o pique do começo da viagem. Hahaha. Acontece, né? O metrô da cidade é ótimo e depois que você se acostuma um pouco com o alemão não é tão difícil se orientar.

Escolhi um apartamento no airbnb, alugado por uma senhora dona de empresa de aluguéis para turistas, que achei que seria mais seguro. O apartamento era no lugar perfeito, as fotos eram lindas e tudo estava confirmado. Aí, algumas semanas antes da viagem, ela me enviou uma mensagem dizendo que o dono do apartamento havia tido um imprevisto e precisaria do apartamento dois dias antes do que ela tinha fechado comigo. Ofereceu um outro apartamento da empresa, mas ele ficava afastado do bairro. Então ela me disse que tinha o apartamento de um amigo que era por perto e que eu poderia ficar minhas duas últimas noites na cidade por lá. Olhei as fotos do outro apartamento e topei. Sendo assim, me hospedei em dois apartamentos durante os dias que passei na cidade.

Primeiro apartamento

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Pegamos o trem para ir do aeroporto ao apartamento, andamos um pouco da estação até lá e chegamos no horário combinado. Estava tudo muito tranquilo pra ser verdade, aí começamos a procurar a funcionária da empresa que deveria nos encontrar lá e nada. Não tinham me passado o nome do dono do apartamento, então eu não conseguia tocar campainha nenhuma para ver se a funcionária estava no apartamento. A gente tava cansado, tinha acordado super cedo, as mochilas estavam pesadas… resolvemos ir perguntar na doceria ao lado do prédio se sabiam de algum apartamento que era alugado para turistas e tal. Por sorte, a dona da doceria era um amor e ligou para o número que eu tinha, para saber o que tinha acontecido. Pediram para esperar vinte minutos e a funcionária chegou. No final das contas, ela que tinha confundido o horário e ainda estava em casa quando deveria estar nos esperando. Era uma senhora um pouco doidinha e trocava do inglês para o alemão no meio da frase e ficava esperando resposta nossa. Hahaha. Ela era gente fina, até nos deu dicas do que fazer na cidade. Combinamos com ela o dia e horário para trocarmos de apartamento e pronto.

Entramos no apartamento e adoramos! Super amplo, o piso de madeira aconchegante, a cama macia, porta balcão no quarto e na sala que davam para o pátio interno do prédio.. uma delícia!

A cozinha era bem equipada, com forno, fogão, geladeira, lava-louças, torradeira, cafeteira… foi a cozinha mais completa que encontramos em todos os apartamentos que alugamos. Na sala, a tv era smart e nos salvou dos programas exclusivamente em alemão enquanto esperávamos o sono vir no final da noite. Os sofás eram gostosos e tinha uma mesa para as refeições. O chuveiro era gostoso e tinha máquina de lavar roupas.

Descobrimos depois que o apartamento era mantido por um médico que passa algumas temporadas em Berlim. Como ele mesmo fica por lá, montou a casa com tudo o que precisa e a mantém super bem organizada. A roupa de cama e as toalhas de banho estavam cheirosas e limpinhas, assim como todos os móveis e o piso.

Gostei muito desse apartamento e me hospedaria por lá novamente. A localização é ótima, perto de uma estação de trem e a uns 15 minutos da estação de metrô. Havia um mercado bem grande no caminho entre o apartamento e o metrô, restaurantes e bares na própria rua… tudo o que a gente precisava por perto.

Esta é a página do apartamento no airbnb.

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Henrique fazendo figuração. :p
Henrique fazendo figuração. :p

Segundo apartamento

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Combinamos de nos mudar de apartamento às 8h da manhã, assim não perderíamos muito tempo. O novo apartamento era no mesmo bairro, até que perto do que estávamos. Confirmei o horário na noite anterior, acordamos cedinho para arrumar tudo e, de novo, nada a funcionária aparecer para nos levar ao novo apartamento. Ela chegou já era quase 10h, pedindo para que saíssemos porque o dono chegaria às 11h, sem saber para onde iríamos. JURO! Aí ela ligou pra chefe, que mandou um táxi para nos levar. O taxista não falava uma palavra de inglês e não sabia para onde deveria nos levar. Depois da funcionária dizer para ele onde ficava o escritório da empresa, ele nos levou lá, tirou as malas do carro e nos deixou esperando na porta de um prédio comercial. Outra funcionária veio e nos levou ao novo apartamento, duas quadras pra cima dali.

Chegamos no apartamento e o pessoal que estava hospedado no apartamento (e deveria ter saído às 10h) ainda estava por lá, tudo a maior bagunça e queriam que a gente deixasse nossas malas e fossemos passear. Desculpa, mas a gente não ia deixar as mochilas com tudo o que tínhamos com gente desconhecida (e que estava sendo meio que mandada embora do apartamento por causa da gente). Esperamos eles sairem, terminarem de limpar o apartamento… e aí já era 13h, tivemos que mudar todos os planos do dia. Fora o stress de tudo, foi o ponto baixo da nossa estadia em Berlim. Achei que a troca seria super tranquila, mas eles fizeram uma confusão tão grande que nem a dona soube me explicar o que aconteceu depois. Terrível.

Esse apartamento era menor e menos espaçoso, mas tinha tudo o que precisávamos: cama gostosa, chuveiro bom, máquina de lavar roupa (fomos só com uma mochila cada para Berlim e Amsterdam, tínhamos que lavar as roupas para ter o que vestir), fogão e um frigobar. A TV na sala era bem pequena, mas a gente só ligava para fazer um barulhinho ambiente mesmo, então não teve problema nenhum. Como ficamos só duas noites lá e foram justamente os dias em que mais andamos, chegamos cansados e dormimos logo.

A localização continuava sendo muito boa: esse apartamento fica mais perto ainda de uma estação de metrô (mas um pouco longe da estação de trem, fizemos baldiação para chegar ao trem que ia ao aeroporto). Tinha farmácia e mercado (de descontos! eba!) pertinho e ali o bairro parecia ainda mais jovem do que na rua anterior.

No geral, é um bom apartamento. Só que como o apartamento pelo qual pagamos era mais legal, a gente não ficou tão encantado por ele. Hahaha.

Esta é a página do apartamento no airbnb. Lembrando que o apartamento não é agenciado pela empresa que agenciou o primeio que aluguei, eles só emprestaram o apartamento para a empresa que contratei. O dono do apartamento e a funcionária dele foram super gentis com a gente.

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