setembro 2013

Meu canal favorito quando era adolescente

Não lembro o dia, só o ano: 1996. Minha irmã ia ser madrinha de casamento de uma amiga e foi até a 25 de Março para dar uma TV para os noivos. Voltou com uma para o nosso quarto, uma Sharp de 14 polegadas toda arredondadinha e bonitinha, com um botão brilhante pra ligar que eu quebrei no primeiro mês. E com ela veio a surpresa: a anteninha da TV pegava os canais UHF que a gente nunca tinha conseguido sintonizar direito lá em casa. E aí passeando por esses canais “novos”, dei de cara com a Sabrina de biquini na praia, ao lado daquele que seria meu eterno VJ favorito: o Gastão. <3

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Eu tinha 12 anos e não tinha TV a cabo ainda, coisa que só apareceria na minha vida em 1997. A internet era limitada aos finais de semana – como o sábado ao meio dia demorava a chegar!!!  – e aí, de repente, eu tinha um canal onde só passavam clipes e mais clipes de bandas que eu gostava de de outras que eu nunca tinha ouvido falar. Fiquei viciada e basicamente só assisti ao canal 32. Lembro de ficar esperando Swallowed aparecer no Disk MTV, foi assim que conheci Bush. Depois vieram os Racionais MCs ganhando prêmio no VMB e eu boba porque até aquele ano nunca tinha ouvido os caras na TV, só no intervalo da escola no walkman de algum colega. Racionais pra mim era coisa da gente, do bairro, de ir fazer trabalho depois da aula e ficar cantando junto. Quando que eu imaginava ver os caras na TV? Pois é, foi na MTV que vi isso acontecer.

Chegava em casa e ia repassar meu caderno à limpo (sim, eu copiava de novo toda a matéria só pra deixar o caderno bonitinho), deitada na cama e assistindo ao canal. Quando chegou a tv por assinatura lá em casa, pude assistir a MTV na TV maior. Afe, que delícia! Todo dia enrolava meu pai para assistir ao Disk MTV antes dele mudar pra algum telejornal. Até hoje lembro da minha felicidade quando, no meu aniversário de 15 anos, a Sabrina leu meu e-mail e me mandou parabéns. Assistia aos desenhos (adorava a Vacalática e a Daria!), ao Garganta e Torcicolo, ao Yo!, ao Barraco, aos programas do Massari e do Gastão… passei anos vivendo um caso de amor com a emissora.

Eu me imaginava trabalhando por lá. SEMPRE. Quando lançaram a revista deles, me imaginava mais ainda. Me identificava com aquele pessoal descolado, queria trabalhar num lugar tão descontraído quanto. Foi assim que passei a ter um pouco mais de personalidade pra me vestir, a não ter vergonha de usar um sapato mega colorido quando todo mundo só usava cor básica. Haha. Até hoje meus irmãos me descrevem como “a minha irmã emitivosa”. Hahaha.

Foi só quando entrei na faculdade que larguei o canal. Na verdade, trabalhando e estudando, não assistia praticamente nada na TV. Foi aí que parei de me identificar com a MTV, era aquela fase de programas comportamentais e eu já achava tudo muito teen pra mim. Só voltei a assistir um pouco mais quando fui morar com o Henrique e descobri que aos sábados e domingos rolava uma programação com ótimos blocos de clipes. Virou trilha sonora oficial do final de semana enquanto arrumava a casa.

E aí nesse último mês fiquei viciada no canal de novo. Com a notícia do “fim” do canal vieram os especiais com muitos VJ’s que eu adorava. Assistir os melhores momentos escolhidos por eles foi uma delícia. Relembrei muita coisa que assisti, muita banda que descobri, muitas risadas que dei. Foi bem divertido. Amanhã o canal é um “novo” canal, sem esses mais de 20 anos de história, mas provavelmente com o mesmo espírito jovem. Tô curiosa pra ver como vai ficar e ansiosa pra assistir à Astrid apagando as luzes da antiga fase do canal hoje, à meia noite.

Esse post saiu porque fiquei com vontade de falar um pouco depois que li esse post da Vic.

Se eu fosse rica: sapatilha Chanel

Não sou ligada em marcas. Mesmo. Gosto do que é bom, bem feito e durável, mas não ligo se comprar de uma marca desconhecida ou de alguma famosa e cara. Já desejei algumas bolsas importadas lindas e caríssimas, mas a vontade passou. E aí é que entra a sapatilha clássica da Chanel: minha vontade por ela não passa. Tem uns dois ou três anos que morro de vontade de ter uma, mas a conta bancária e a consciência pesada não deixam.

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A dos meus sonhos é a balerina, bicolor em bege com o bico preto. Simples, básica, feminina e super usável. O que me impede? A dó de pagar quase R$2000 (ou mais, depende de onde você comprar) em um sapato. Simples assim.

Enquanto a coragem e/ou o dinheiro não vêm, fico babando nela.

Vocês também tem desses desejos? São mais corajosos que eu, metem a cara e compra de uma vez?