junho 2010

Andei lendo: Preciosa (Sapphire)

A Camies leu e me falou que eu TINHA que ler esse livro. Super confio no gosto dela, então ele foi pra minha wishlist. Mas ela foi mais rápida e no Blogueria de páscoa, levou o livro pra me emprestar. Fiquei super feliz porque: 1 – finalmente tava conhecendo a Camies ao vivo e 2 – achei muito fofo o carinho dela em me emprestar o livro e dizer “trouxe porque você TEM que ler“. <3

A história do livro acho que todo mundo já sabe: Sapphire (a autora) trabalhou como assistente social em Nova York por anos e escreveu um livro em que junta vários pedaços de histórias que ouviu das pessoas que ajudou nesse tempo. É um livro de ficção, inspirado por história reais. E é aí que o bicho pega.

A personagem principal é Precious, uma adolescente de 16 anos que é obesa, negra, pobre e tem dificuldades de aprendizado. Além disso, ela mora com a mãe, que é o demônio em forma de guri, uma maldita. E não para por aí: ela é abusada desde os 3 anos de idade pelo pai, que a engravidou quando ela tinha 12 anos (e aí nasceu Monguinha, sua primeira filha, com Síndrome de Down) e agora, aos 16. Filho da puta é pouco pra esse maldito e desgraça pouca é bobagem na vida da menina.

Esse foi o primeiro livro que li na vida que me fez ter reações físicas: tive que parar de ler o livro umas duas vezes, porque meu estômago embrulhou e estava a ponto de vomitar. Forte, impressionante.

O livro é narrado pela própria Precious, escrito com erros gramaticais propositais, parece que você realmente está lendo o diário dela. Os pensamentos são dispersos, ela é revoltada, excluída, maltratada e, ainda assim, consegue ser vaidosa, amável e sonhadora (o livro é pontuado por suas fantasias de que está em clipes da tv, capas de revista, etc). Fala sobre os abusos do pai com um tom que beira a inocência e com nojo e raiva dos abusos (morais, físicos e sexuais) que sofre da mãe. Sim, porque a maldita da mãe além de culpá-la pelo marido ter saído de casa e pela menina engravidar do maledeto, ainda faz ela de escrava doméstica e a abusa sexualmente. Falei que desgraça pouca era bobagem ou o quê?

O mais incrível de tudo é a relação da Precious com os filhos: Monguinha mora com a bisavó e ela não vê, não visita, nem se preocupa em ter notícias da menina (tanto que não se refere pelo nome da menina em nenhum momento, somente pelo apelido maldoso e diz coisas como “a Monguinha tem Sindro de Dao“). Já Abdul é amado desde antes de nascer e é por ele que Preciou enfrenta a mãe, sai de casa e resolve melhorar de vida.

Pelo menos Precious encontra a senhorita Rain, que a ajuda e a leva para uma escola para alunos com problemas de aprendizado. Lá ela conhece outras mulheres com tantos (ou mais) problemas e histórias terríveis quanto as suas próprias. São elas que dão força à adolescente para ela estudar, aprender e evoluir.

Quando parece que Precious conseguiu arrumar (minimamente) sua vida, a bomba: o pai morreu de Aids e, depois de tantos anos de abuso, ele pode ter transmitido o vírus para ela. Quê? Eu já odiava o pai dela com todas as minhas forças, nessa hora eu matava o desgraçado se ele não estivesse morto. hahaha. Pois bem: ela tem Aids, mas Abdul e Monguinha não.

A história virou filme, foi o grande bafafá do Oscar desse ano e, dizem, bem merecido.

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O livro foi tão forte, que até agora não assisti o filme. Não quis, acho que formei imagens chocantes o suficiente na minha cabeça enquanto lia a história, não quero ver na tela tudo isso de novo. Pelo menos, não por enquanto.

Eu usei: Lip smacker Coca-Cola

Há duas semanas geral endoidou no twitter quando a Marina (que eu adoro) postou sobre os lipsticks da Coca-Cola. Achei uma mega coincidência porque tinha ganho meu Lip smacker Coca-Cola dois dias antes e tava ainda experimentando o produto. :)

Os dois amorecos desses dias: o livro da Diablo comecei a ler hoje cedo e já tô terminando. O lipstick é tão gostosinho que passo e lambo o lábio. X)

Antes de mais nada: não, ainda não vendem no Brasil. Ganhei porque minha irmã trouxe para mim, então não sei também onde vende na internet. ;)

Meus lábios racham MUITO durante o inverno e desde abril eu vinha me preparando para essa estação usando um Carmex que ganhei da Jess quando reclamei desse problema lá no trabalho. O Carmex também virou meu queridinho e merece um post só dele, então só falo sobre ele depois, tá?

E por que falei do Carmex? Porque ele já havia deixado meus lábios bem hidratados, então eles estavam uns 80% quando comecei a usar o da Coca-Cola. Ou seja: meus lábios não estavam descascando muito, nem rachados.

Gostei muito do lipstick, hidrata bem e fica um bom tempo na boca (isso antes de eu pegar essa mania de lamber os lábios e tirar tudo só pra ter que passar de novo. hehehehe). Tem um gostinho bem gostoso, igual àquelas balas de Coca-Cola que tinha quando a gente era criança, sabe? Meio Coca sem gás, bem docinha.

Meus lábios estão 95% agora, porque 100% durante o inverno nem milagre deixa, né? :)

E não é só de Coca-Cola que tem lipstick não: no site você pode conhecer toda a linha, que tem brilho e lip smacker de Fanta (e todos os seus sabores) também.